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Olimpia, 15 de Abril, 2017 - 20:59
Rodrigo Garcia teria recebido R$ 200 mil de empresa ligada à Operação Lava Jato

O ministro do Supremo Tribunal Federal, Edson Fachin, relator da Lava Jato no STF (Supremo Tribunal Federal), determinou abertura de inquérito contra deputado federal licenciado Rodrigo Garcia (DEM), atual secretário estadual da Habitação em São Paulo, dentro da operação Lava Jato.

Rodrigo é mentor político do ex-prefeito de Olím­pia, Eugênio José Zuliani e com o apoio dele foi o ma­is votado em Olímpia nas eleições de 2010 (11.064 votos) e 2014 (9.305). Segundo delação premiada, Garcia teria recebido R$ 200 mil da Odebrecht Infraestrutura.

A decisão de Fachin se ancora em dois delatores da Odebrecht. Não foi informado na decisão de Fa­chin, o valor do dinheiro não contabilizado para campanha de 2010. Mas, na delação de Benedito Júnior, ex-presidente da Odebrecht Infraestrutura, divulgada na quarta, 12, ele fala em R$ 200 mil.

O procurador geral da República, Rodrigo Janot, afirma que há indício de crime previsto no artigo 350 do Código Eleitoral, sobre omissão de gastos, o que resulta em até cinco anos de prisão em caso de condenação.

Em 2010, Rodrigo Garcia declarou ter recebido R$ 2,7 milhões em doações na campanha de deputado. De acordo com a decisão de Fachin, o repasse a Rodrigo teria sido negociado com a empreiteira no escritório do deputado.

“Colaboradores narram que, no ano de 2010, o parlamentar recebeu, a pretexto de auxílio à campanha eleitoral, valor não contabilizado, soma dis­ponibilizada pelo Grupo Odebrecht por intermédio do Setor de Operações Estruturadas da empresa, e registrada no sistema “Drousys” com a identificação do beneficiário com o apelido ‘Suíça’”, diz trecho do despacho do ministro do Supremo que ainda complementa: “As trata­tivas se deram com o próprio Deputado Federal Ro­drigo Garcia em seu escritório, nas imediações da Avenida República do Líbano, sustenta o Procurador-Geral da República a existência de indícios quan­to à prática, em tese, do crime previsto no art. 350 do Código Eleitoral”.

O sistema Drousys, da Draft Systems, garantia troca de e-mails e mensagens secretas da empreite­ira em todo o mundo. Os servidores do Drousys e­ram localizados na Suíça por “motivos de segurança”.

BOIADEIRO

Outro nome da região que entrou na lista de Fachin foi o deputado estadual, João Paulo Rillo (PT), com o codinome Boiadeiro. Rillo, que também foi bem votado em Olímpia na eleição de 2014, teria recebido, por meio de caixa 2, R$ 500 mil para a campanha de prefeito de São José do Rio Preto em 2012, quando não foi eleito.

O apelido do petista aparece no “Drousys”, computador com servidor que ficava na Suíça e que armazenava dados do “departamento de propinas” da Odebrecht.

“O Grupo Odebrecht, no ano de 2012, teria repassado a João Paulo Rillo, a pretexto de doação eleitoral, R$ 500.000,00 transação não contabili­zada, sendo registrada no sistema “Drousys” com a identificação do benefi­ciário com o apelido de ‘Boiade­iro’”, afirma trecho do despacho de Fachin. O ministro encaminhou o caso de Rillo, que não tem foro especial no STF, para o Tribunal Regional Federal, que vai decidir se abre investigação sobre a situação do petista.

NO SENADO

Outro nome bastante conhecido em Olímpia é o do ministro das Relações Exteriores, Aloysio Nunes Ferreira, senador licenciado pelo PSDB, mas, diferentemente dos outros dois, o tucano não recebeu apelido dos operadores do “departamento de propina” da Odebrecht.

O inquérito contra Aloysio, no entanto, é o mais caudaloso em acusações entre os três. O tucano será investigado por corrupção ativa e passiva, ocultação de bens, abuso do poder econômico e fraude em licitação.

Delatores da Odebrecht acusam suposto esquema de direcionamento em licitação do Rodoanel em 2007, na gestão do então governador José Serra (PSDB), também investigado, e citam tratativas com Aloysio, que era chefe da Casa Civil de Serra.

Também são feitas menções de pedidos de dinheiro para campanhas por par­te de Paulo Vieira de Souza, o Paulo Preto, aliado de Serra e Aloysio. Paulo Preto era diretor da Dersa.

De acordo com despacho de Fachin, o inquérito foi aberto devido a indícios de que Aloysio teria recebido R$ 500 mil para campanha. O pedido teria partido do próprio tucano à Odebrecht, que integrava o grupo de empresas que se reunia com a Dersa, ligada ao governo estadual, para alterar edital do rodo­anel com o objetivo de fa­vorecê-las.

O repasse para Aloysio foi contabilizado no chamado “setor de propina” da empreiteira. “Os colaboradores também narram a ocorrência de solicitação de vantagem indevida, a pretexto de doação eleitoral, efetuada pelo então Chefe da Casa Civil do Governo de São Paulo Aloysio Nunes.

OURO LADO

O ministro Aloysio Nunes reafirmou na quarta-feira desta semana, dia 12, por meio de sua assessoria, que acusação de que teria recebido R$ 500 mil da Odebrecht é “mentirosa”. Mas só vai se manifestar depois que tiver acesso ao conteúdo do pedido de inquérito”, informou apenas a nota encaminha pelo tucano.

João Paulo Rillo também se manifestou por meio de nota em que nega irregularidade e disse que os gastos de campanha dele em 2012 foram declarados e aprovados pela Justiça Eleitoral.

Rodrigo Garcia disse que “jamais” recebeu doação não contabilizada em suas campanhas eleitorais.

 


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