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Olimpia, 22 de Março, 2020 - 17:52
Olímpia, entre as mortes do coronavírus e o caos que pode ser agravado pela pobreza

“São nos momentos extremos, quando ninguém espera, que fica clara a falta do pensar socialmente. A morte faz refletir. Mas centenas de mortes podem levar ao desespero incontrolável, ao verdadeiro caos”. Mestre Baba Zen Aranes

GENTE, SEM ...
... querer causar pânico, nem querer aterrorizar ninguém, mas, sim, apelando para o bom senso de cada um que se propõe a tentar entender o pensamento complexo deste colunista todos os sábados neste espaço.

MAS A COISA É ...
... muito mais séria do que estamos imaginando, pois esta mutação genética do coronavírus tem algumas características que a tornam perigosa ao extremo para quem está na chamada linha de risco.


A PRINCIPAL CARACTERÍSTICA ...
... é o desconhecimento científico, já que a boa teoria científica necessita de experimentação, comprovação e “recomprovação", portanto, precisa de tempo para se chegar o mais próximo possível da realidade. Pois nem a ciência consegue chegar a tal da verdade absoluta, ninguém consegue se aproximar 100% da realidade.

MORAL DA HISTÓRIA, ...
... tá todo mundo perdido frente ao desconhecido. E aí surgem os remédios milagrosos, até vinagre passa a ser elemento de cura. Mas, apenas para descontrair um pouco, recebi uma pergunta de uma pessoa próxima esta semana, que é hilária, mas chocante:

- “O álcool não mata o vírus? Se mata, vou passar os próximos meses bêbada; vou encher a cara todos os dias, pois, com o álcool no sangue, vou matar o bichinho lá dentro”, disse a figura. É mole?

MAS VOLTANDO ...
... ao lado sério da coisa, o espectro do terrível é que já se sabe de duas características básicas do vírus e que podem abalizar perspectivas reflexivas tenebrosas.

A PRIMEIRA ...
... é que o vírus se alastra com uma rapidez incrível e se o ritmo for acelerado poderá provocar o caos total do sistema de saúde.

A SEGUNDA ...
... característica é que, sem ter muita certeza, os idosos, os diabéticos, os cardíacos e pessoas que estejam com o sistema imunológico debilitado têm índices elevadíssimos de complicações e necessitarem de internação por problemas respiratórios. Ou seja, o vírus atinge o pulmão.

E O TRATAMENTO ...
... exige um aparelho que hoje estaria custando algo em torno de R$ 60 mil cada. Nos grandes centros a média é de um aparelho destes para cada 2400 pessoas. Mas em Olímpia esta média é de seis mil para cada aparelho, sem se computar as cidades da microrregião e também a possibilidade de internação na Santa Casa de Barretos.

SE O CONTÁGIO ...
... se der muito rapidamente, a situação vai ficar complicada. O índice de internação, segundo algumas pesquisas, é de 20%. Ou seja, de cada 1000 pessoas infectadas, 100 seriam internadas e um grande número destas chegaria à situação de ter que utilizar o respirador.

ESTA É A RAZÃO ...
... do desespero das autoridades de saúde pedindo que as pessoas sigam as orientações para o vírus não se alastrar, principalmente evitar aglomerações e se postar pelo menos dois metros um do outro e, agora, propondo o isolamento social (que as pessoas fiquem em casa e que o pessoal da área de risco não saia de casa nem para ir ao supermercado ou farmácia).

A EPIDEMIA ...

... está próxima. Por enquanto temos (quinta-feira, 19) sete casso suspeitos em Olímpia e um descartado, com seis aguardando os exames chegarem. Mas vai chegar a hora que o vírus vai aportar por aqui e se a contaminação for muito rápida o nosso sistema de saúde (como o da Itália) não vai dar conta.

E NÓS QUE ...

... vivemos num país de terceiro mundo, onde 50% da população ganha R$ 415,00 por mês e, mais especificamente, em Olímpia, onde quase seis mil pessoas vivam em situação de miserabilidade, a situação se agrava mais ainda.

E VOCÊ ...

... poderá perguntar o porquê de se destacar a existência dos mais pobres, que a elite e a classe média negligenciam e até chamam de pessoas que não querem trabalhar, que são todos vagabundos.

SIMPLES, ...

... se a distância mesmo entre familiares tem que ser resguardada e a higiene e a alimentação são fatores importantes solicitados pelas autoridades de saúde, você acha que nestas famílias esta situação é presente? Claro, assim como a elite cita o filho da empregada doméstica que conseguiu ser médico (um em um milhão) é certo que toda regra tem sua exceção.

MAS, TENHAM ...

... certeza, as casas minúsculas das periferias, com número excessivo de habitantes não permitindo o distanciamento entre eles; as condições sanitárias e a falta de higiene em razão de terem tido uma educação frágil; assim como a própria fragilidade alimentar faz com que este grupo esteja dentro das duas situações de risco.

TRADUZINDO PRA ...

... você, a falta de condições de moradia que facilitem o distanciamento social e as ausências de educação e higiene condizentes, levam a uma contaminação mais rápida, o que pode sobrecarregar a saúde pública. Mas o pior é que a fragilidade alimentar também coloca este pessoal no grupo de risco dos idosos, cardíacos, diabéticos e outros cuja manifestação da doença vai ser mais agressiva e, portanto, dentre aqueles em que poderá ocorrer um número maior de mortes. Entendeu, o bicho vai pegar para o lado dos mais pobres.

E COM MAIS ...

... uma agravante: a falta de conhecimento e de capacidade de entendimento leva os mais pobres a não acreditar que a situação é calamitosa, o que pode acelerar ainda mais a sua contaminação.

JÁ EXISTEM ...

... estudiosos que estão acreditando que a situação no Brasil, por todas estas condições, deverá ser muito pior do que está sendo verificada na Itália.

E A DESINFORMAÇÃO ...

... aqui ainda é grande faz com que presenciemos filas em bancos e lotéricas e as pessoas muito próximas umas das outras, sem acreditar que o inferno se aproxima e poderá chegar com uma velocidade assustadora; aí, uma simples gripe poderá ser a causa de milhões de mortes por falta de educação e saúde de qualidade com equipamentos subdimensionados. Poderá ser a pena por décadas de desgoverno e de falta de evolução de um povo que hoje passa dos 210 milhões, com a maioria sendo tratada como meros números, sendo mantidos como zumbis produtores de riquezas para que uma minoria possa ter direito a se chamar de humano.

José Salamargo, o momento é de se pensar com seriedade na situação e cada um tentar ser solidário o máximo possível e repensar se não está na hora de encarar o próximo como mais próximo, como Cristo pediu e deixar de ser enganado pelos demônios que se travestem de bonzinhos, mas que são os responsáveis por toda esta situação. Tenham certeza, este país e esta cidade ficarão com “as veias abertas, escancarando que é uma grande latrina”.


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