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Olimpia, 19 de Janeiro, 2020 - 20:01
Médico conta o drama de ter que ficar do outro lado: o do paciente

ASSISTA A ÍNTEGRA DO PROGRAMA ABAIXO.

DO LADO OPOSTO!         O cirurgião olimpiense passou vários meses tratando de um tumor na próstata.

“Embora eu seja médico e o meu tipo de câncer seja curável, essa doença assusta qualquer um. Eu fui para o outro lado.”


 

“Foram 90 dias nessa brincadeira de vai e volta. Que sirva de lição para os homens de que a prevenção é tudo na vida. Todo homem a partir dos 40 anos de idade deve fazer dois exames que são fundamentais: o PSA e o toque retal, anualmente”.

Com estas afirmações, o médico cirurgião, Nilton Roberto Martines, iniciou sua participação no programa “Cidade em Destaque”, onde foi entrevistado pelos âncoras do programa, Bruna Silva Arantes Savegnago e José Antônio Arantes e contou sua peregrinação por vários meses em tratamento de um tumor na próstata.

Nilton contou que, pela primeira vez, esteve do outro lado. Ou seja, do lado do paciente. Neste período, uma recaída por depressão traumática, o fez desejar, aos 70 anos, se especializar em psiquiatria, para tentar entender a influência da mente na sanidade do corpo.

DOENÇA ASSUSTA  QUALQUER UM

Nilton além de descrever com detalhes a sua peregrinação, também contou que hoje a medicina está mudando constantemente e evoluindo em termos tecnológicos. No caso do tumor prostático, hoje tem até cirurgia por robô e sistemas de radioterapia super evoluídos.

E destacou: “Embora eu seja médico e o meu tipo de câncer seja curável, essa doença assusta qualquer um. Eu fui para o outro lado. Eu não falei para ninguém que eu tinha câncer, eu ouvi do médico “você tem câncer”. Isso, quer queira ou não, te dá um baque. Então, essa síndrome pós-trauma, o seu subconsciente desperta algumas reações: ansiedade, algumas vezes depressão, pânico e algumas vezes uma agressão a tal ponto do indivíduo até cometer homicídio”. 

Martines complemen­tou: “Então fui pra lá, fizeram tudo que tinha que fazer e me deram um ansiolítico. Dois dias depois eu não tinha mais nada, como não tenho nada até agora. Então, eu aprendi uma coisa: quando a pessoa reclama para você “ai, estou sentindo uma falta de ar”, “isso é nervoso”, não adianta você dar só o remédio, precisa conversar um pouco mais.  A pessoa precisa entender que você, como médico, está do lado dela, que você é a muleta dela. Foi o que eu senti lá”.

DEPRESSÃO PRECISA DE PSIQUIATRA

Martines contou ainda: “O médico me explicou que uma coisa é doença ansiolítica, ansiedade, depressão, essa é doença, essa precisa tratamento com um psiquiatra e a minha resposta foi a resposta a um trauma e esse trauma não precisa ser cirurgia, pode ser se você perde um filho, se você por exemplo é um indivíduo estabilizado na vida e de repente perde tudo, fica pobre e olha só, se você ganha na loteria, de pobre passa a ser milionário, você pode ter também. Isso daí, na verdade, é uma resposta, é uma coisa diferente da doença”, enfatizou. 

Nesse ínterim, Nilton ganhou um prêmio como um dos melhores cirurgiões do Estado e quer compartilhar com toda a população, a quem agradece de coração. “Eu tenho que agradecer a população de Olímpia pelas orações, os recados que eu recebia via WhatsApp, da Santa Casa, das enfermeiras, de todo mundo, dos colegas. Eu me senti muito amado por Olímpia e isso também me fortaleceu. Eu não via a hora de chegar em Olímpia, porque aqui é o meu lugar”, destacou.


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