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Olimpia, 04 de Novembro, 2019 - 17:06
Como prevenir-se de câncer de intestino

Os índices são alarmantes. Nos Estados Unidos, o câncer colorretal é a segunda causa de morte por câncer e, no Brasil, a quarta. Alarmante e triste ao mesmo tempo porque a doença é tratável, quando detectada em sua forma inicial, mas o preconceito e a falta de informação ainda falam mais alto.

Uma das armas mais modernas e eficazes nesta prevenção e tratamento é a colonoscopia, um exame que dura cerca de 40 minutos e que pode ser feito no consultório do proctologista, o médico que trata das afecções do reto e do ânus, sem necessidade de internação.

Médicos especialistas recomendam que todos, periodicamente, se submetam a exames preventivos, principalmente aqueles que teriam maiores possibilidades de apresentar lesões pré-cancerosas, como os chamados pólipos adenomatosos, uma espécie de verruga que se desenvolve nas paredes do intestino grosso. Entre essas pessoas estão aquelas com mais de 50 anos de idade; as que apresentam história familiar de câncer colorretal; as que costumam perder sangue pelo reto e as que tenham tido recentemente mudanças no funcionamento do intestino, ou seja, diarréia sem causa aparente, prisão de ventre ou as duas.

Os pólipos são facilmente descobertos no exame de rotina. Eles são crescimentos celulares desordenados que formam pequenas projeções, em princípio benignas, mas que com o passar do tempo tornam-se malignas. O ideal é que sejam retirados, já que a maioria dos cânceres de intestino se desenvolve de pólipos edenomatosos.

Na primeira consulta quase sempre o médico faz um toque retal, uma inspeção na região anal do paciente e uma retossigmoidoscopia, ou seja, o médico introduz um aparelho rígido e curto, de até 30 centímetros no ânus e através dele consegue visualizar o segmento mais baixo do intestino grosso.

Quando o médico detecta alguma alteração ou quando há algum sintoma como sangue, ou ainda se é detectada a presença de pólipos, é indicado a colonoscopia, um exame bem mais simples do que todos imaginam e de enorme valor para a manutenção da vida.

Infelizmente o preconceito e a falta de informação ainda falam mais alto, impedindo que as pessoas se cuidem adequadamente e façam uso da Medicina para terem mais qualidade, e mais quantidade, de vida. Isso precisa ser combatido.

A colonoscopia começou a ser usada em 1970. Antes, os médicos dispunham somente da radiologia, que fornecia uma imagem do intestino grosso. A grande diferença é que com este exame o médico tem uma imagem direta do órgão, vê as lesões e pode fazer o tratamento durante o próprio exame. Através da colonoscopia os pólipos podem até ser retirados.  O videocolonoscópio, um moderno aparelho, faz com que as imagens do exame sejam transmitidas para uma tela de televisão.

Dois dias antes, o paciente deve fazer um preparo intestinal prévio, que inclui dieta e laxante, com a finalidade de esvaziar completamente o intestino. Este procedimento é fundamental para um diagnóstico correto.

O exame pode ser feito no próprio consultório ou, em alguns casos, com anestesia geral. No primeiro caso, o médico aplica uma leve sedação para que o paciente relaxe. O exame pode provocar cólicas, mas em nada comparado com o medo infundado que algumas pessoas têm, imaginando dores terríveis.

O colonoscópio é um tubo flexível, que varia de 1,30 a 1,70 metros e que segue o seu trajeto acompanhando as curvas do intestino. O proctologista acompanha o tubo por uma câmera ocular ou pela televisão, e tem nas mãos um controle o qual permite que a ponta do aparelho vire 180º e se dobre sobre si mesmo.

Este exame tem indicações específicas e somente um médico especialista poderá indicá-lo. O que não se pode esquecer é que o mais importante são as visitas de rotina ao proctologista, para prevenir ou tratar. O câncer colorretal em sua fase inicial é curável, assim como o câncer de colo de útero.

Prevenir ainda é o melhor remédio!


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