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Olimpia, 13 de Outubro, 2019 - 17:08
Dia das crianças, dia de todos os que não deixaram de ser

Do Conselho Editorial

Por mais, ou por menos, que o ser humano viva o sabor de quebra-queixo, paçoquinha, bala, pé de moleque, doce de leite, pipoca, amendoim irá acompanhá-lo por todo o sempre.

E quando bater um ventinho suave na direção de seu peito lembrar-se-á das pipas libertas no ar e como era sua vida no tempo de criança.

Embalando bonecas, brincando de casinha, pique no alto, amarelinha, jogando bito ou fazendo travessuras, às vezes o pensamento sai por ai à toa e voa infantil atrás de recordações de um período em que o peso das responsabilidades não se fazia sentir.

E é só sentar à sombra de uma abacateiro, pé de manga, jaboticabeira, goiabeira para que a saudade finque estacas fundas no peito de quem já viveu como pássaro solto por ai.

Bicicletas, carrinhos de rolemã, fogãozinho, geladeirinhas, sofás, brincar de médico, assombração, rico tricô pé na lata, estão nos dias de ontem, mas vez em quando batem à porta e resgatam aquele ser pequenino que se distraia com qualquer objeto, brincadeira ou coisa.

O tempo flui e o que foi, vai deixando de ser e, nas horas de abandono, os momentos mais prazerosos dizem à alma de algumas pessoas, eu fui e, pra outras, eu sou.

Pois ser criança não é apenas uma questão cronológica, embora esteja incluída no pacote; há outras variantes que se somam a esta e que faz que muitos continuem com o mesmo espírito da infância, mesmo acrescendo o que as obrigações sociais impõem à medida que os dias passam.

Ser criança, quando parece que se deixou de ser, implica em não retirar de dentro de si a essência da pureza do ser que se deslumbra sempre diante das belezas infinitas do mundo, mesmo que as tenha observado milhares de vezes, pois cada olhar sempre desvela algo de novo em tudo.

Envelhecer conforme o padrão rígido dos calendários é acumular anos e pela lógica inflexível do meio que se vive é estabelecer, através das responsabilidades, padrões de comportamentos que difiram da leveza dos movimentos da infância; é ser pesado, ser incapaz de flutuar, de voar através do sonho, viajar em doces delírios.

Dia das crianças poderia ser, e é, pra alguns, o dia de todos, independente da idade e dependente apenas do humor e do desejo de ser sempre mais do que se foi de bom, ingênuo, inocente e prazeroso na vida.

Mesmo que alguns não sejam e se reservem o direito de evocar internamente o que muitos interpretam como se fora o melhor momento de sua existência, seria interessante e até renovador que, no dia das crianças, se unissem os que se sentem adultos demais com as crianças no dia delas e dos que não deixaram de ser para retomar o tempo perdido e voltar a reviver o que foi ótimo e continua sendo.

Basta crer, basta ter vontade e desejo de sonhar para viajar neste túnel do tempo juntamente com aqueles que um dia olharão para trás como se fora aqueles os melhores momentos de sua passageira existência.

Dia das crianças pode ser o dia de todos resgatarem seus piões, bolinhas de gude, panelinhas, vestidinhos, brincar de circo de mentirinha, voltar a ser palhaço e dançarina que a vida é uma vez só e felicidade deveria ser construção obrigatória de todo ser humano todo dia.

Entre nessa roda gigante, dance nesta ciranda, que a vida anda, que a vida passa e de eterno só se tem os grandes momentos de felicidade; se não é, volte ser criança enquanto pode, e se criança, viva esta fase e não deixe que se transforme em saudades poucas.

O que se leva é o que se vive.

Para as crianças e para os que não deixaram de ser, feliz dia de vocês.

 


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