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Olimpia, 18 de Agosto, 2019 - 16:45
Presidente de Comissão Paulista dá a entender que Festival pode estar sendo “parafolclorizado”

Em entrevista concedida para a rádio Espaço Livre e publicada no jornal Planeta News, a presidente da Comissão Paulista de Folclore, Lilian Vogel (foto), que esteve em Olímpia acompanhando o 55º Fefol, na quarta-feira, 07, dá mostras de que o evento estaria sendo “parafolclo­rizado” e o que é pior, até neste quesito se distanciando do folclore.

Lilian, que é formada em Artes e tem pós-graduação em História Africana e Indígena no Brasil e trabalha há quase 30 anos fazendo pesquisa na área e vem a Olímpia todos os anos, entre outras coisas, destacou como ponto crítico deste ano que o Festival dispensou pouco tempo para os grupos autênticos e ainda que os grupos parafolclóricos devem respeitar mais as raízes.

Entre outras coisas, ela citou também na entrevista que Olímpia precisa trabalhar o folclore o ano inteiro e não apenas na época da festa, com o poder público dando apoio a encontros das manifestações que existem no próprio município.

Outro ponto destacado por ela é que os autênticos não podem ter apenas 10 minutos para apresentar, pois o festival em Olímpia é o palco principal onde esperam o ano todo para expressar o que sentem, garantindo a sua própria preservação.

Ela cita também para reforçar a importância da preservação dos grupos autênticos, o fato de eles terem sofrido perseguição nos últimos anos, em virtude de sua ligação com a religião.

“Folclore é um estudo, falam que é um estudo do povo. Hoje existem alguns pesquisadores que preferem trocar o termo da palavra folclore por cultura popular. Há uns segmentos, principalmente na área acadêmica dizendo que não existe mais folclore e sim cultura popular. Mas os conservadores acreditam que a cultura popular é mais abrangente e o folclore visa mais as raízes”, destacou.

Quanto aos grupos parafolclóricos ela enfatizou que estes tentam encenar as manifestações autênticas e também são importantes, mas como fazem um trabalho a partir do grupo de raiz, esse trabalho tem que ter aprofundamento, muita pesquisa, senão acaba se tornando apenas um show, um espetáculo.

 


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