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Olimpia, 18 de Agosto, 2019 - 16:16
Um governo com métodos do passado e que pode produzir um futuro catastrófico

“Se a mulher de Cesar não precisava ser honesta, mas tinha que parecer honesta, os governos do presente também não precisam ser verdadeiros, mas não podem ser fantasiosos como os de antanho, precisam pelo menos parecer que trabalham com a realidade. Até Bolsonaro parece ter compreendido esta lógica marciana”.

Mestre Baba Zen Aranes.


NO PASSADO NÃO ...

... muito distante, nem muito menos que um século, nem muito mais que cinco décadas, quando a comunicação ainda era artigo de luxo, claro que já não se dava mais pelos sinais de fumaça, nem apenas pelo telégrafo, nem pelo rufar dos tambores, mas pelas ondas do rádio AM e dos jornais impressos em máquinas planas e tipográficas, nossos coronéis, além da força das armas, utilizavam o controle da formação da opinião pública como instrumento de dominação.

EM OLÍMPIA, ...

... como se fosse um hábito impregnado pelo uso massivo em seus mais de um século de vida, os coronéis tanto de um lado como de outro (pois sempre fomos dominados por membros da elite e da classe média alta que formavam sempre dois grupos de polarização), dominavam os veículos de comunicação cujos agentes eram verdadeiros megafones a serviço dos mandatários.

CRIAVAM-SE...

... narrativas fanta­siosas, encenadas como se fossem a Odisseia de Home­ro, criando aventuras e transformando os coronéis em benfeitores onipotentes, os únicos que eram sabedores dos caminhos a serem seguidos, os ungidos da escolha do que seria melhor para todos.

E COM ISSO ...

... mantinham a massa dos empobrecidos em suas condições de vendedores do seu trabalho escravo, acreditando que estava sendo feito o melhor possível para eles e não apenas enchendo os bolsos dos próprios coronéis e seus apaniguados mais próximos.

SEM QUERER ...

... ofender quem quer que seja, mas apenas expressando o que passa pela imaginação deste escriba, refletida na história e repensada pela ótica sociológica, a ideia que se faz hoje é a de que o atual mandatário, que chegou a ver e sentir de perto esta situação na sua adolescência e início da idade adulta, como membro da elite local, parece entender que tudo continua como dantes no quartel de Abrantes.

PELO MENOS ...

... a impressão que se tem é a de que estejam sendo utilizadas as mesmas técnicas de um mar­keting político carcomido pelo tempo, de acreditar que enchendo veículos comprados de notícias positivas preparadas pela assessoria de imprensa (como se essa fosse uma torcida organizada) conseguir-se-á passar a imagem de que é o ungido, o benfeitor que tudo sabe e que não precisa atender os reclamos dos pobres e nem sequer fingir que está lutando para fazer o melhor possível por eles.

PELO QUE ...

... se depreende, ou o atual mandatário é muito mais coronel que os do passado distante, acreditando em sua onipotência, ou realmente acredita que apenas governando para atender as necessidades do empresariado ligado ao turismo, que já se comenta, este também seria, vai mudar a história da cidade.

A SENSAÇÃO  QUE ...

... se passa é a de que os possíveis 80% de cidadãos que estão sendo jogados para a região da cidade que não aparece para o turista (para os lados do Santa Fé e da rua “Boai­deira” para o lado oposto do Vale do Turismo) não façam parte da Olímpia “Fernandiana” e não seja governada por ele.

SEM DISFARCE ...

... e sem nenhum mecanismo que pelo menos amenize a situação, são cada vez mais salientes os reclamos pelas redes sociais, muito mais em razão da falta de humildade e de capacidade de se comunicar com a população do que por má administração, o que faz com que se crie o estigma de um governo elitista que tem nojo de pobre.

E É DENTRO ...

... deste contexto que as coisas vão caminhando, sem a preocupação de se planejar para se construir um futuro que vai ser transformador e que poderá também ser catastrófico para a própria cidade.

NÃO ADIANTA ...

... achar que se pode imaginar e achar que se é o todo poderoso e que o planejamento é a própria cabeça do coronel, que as coisas são muito mais complexas do que possa imaginar apenas uma massa encefálica.

PARA SE ...

... construir uma Olímpia melhor para todos, é necessário muito estudo, muito diálogo e muita noção da realidade e tendo em vista a possibilidade de um futuro que se aponta como estarrecedor, que já conseguiu juntar milhares de famílias deserdadas da cana que se amontoam vivendo em condições abaixo da linha da pobreza.

E NÃO PRECISA ...

... ser nenhum pai de santo, ou mestre em previsões, ou mesmo ter uma máquina do tempo, para colocar os fatos no liquidificador e chegar às tendências catastróficas em razão das circunstâncias que se apresentam no momento (principalmente com o desenfreado desenvolvimento tecnoló­gi­co agora sendo dominado e acelerado pela chamada inteligência artificial).

A IMPRESSÃO ...

... que se tem é a de que mais uma vez, vamos caminhando aos trancos e barrancos, sem ter um grande projeto que aproveite a grande mola econômica criada por um empresário sonhador e que não cursou nenhuma faculdade de engenharia, mas foi o construtor da maior obra que esta cidade conseguiu erguer.

E O QUE É PIOR ...

... caminhando para uma situação constrangedora onde poderemos viver muito mais rápido do que se imagina dentro de um quadro desesperador que poderá comprometer até aquilo que temos hoje como a tábua da salvação.

José Salamargo – com a imagem cada vez mais presente de que tiramos um governo conservador de um novo burguês que por nunca ter sido representante da casta local, fingia governar para os pobres e passamos para o de um coronel oriundo da elite que se acha onipotente e que pensa estar governando para os seus representados “rentistas”, mas que, ao não parecer que está trabalhando dentro da realidade atual e, principalmente, por não entender a necessidade de um planejamento amplo e consistente, corre o risco de dar um tiro no próprio pé.

 


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