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Olimpia, 09 de Junho, 2019 - 18:52
Uma feira não tão livre?

Do Conselho Editorial

Em princípio, necessário notar que as feiras livres, durante muitos anos, em Olímpia não tiveram muito destaque ou foram bem sucedidas quando implantadas.

Geralmente era aquele improviso que funcionava muito mais pela boa vontade dos feirantes, geralmente pequenos produtores rurais, que da intervenção do poder público.

E assim como a Fênix da mitologia grega, as feiras iam morrendo e renascendo a cada período dependendo da vocação e disposição de cada prefeito.

E diferentemente da Fênix que é queimada por um raio no alto de uma montanha e renasce das cinzas na primeira chuva, a feira olimpiense foi morrendo e renascendo em vários pontos da cidade.

O ponto de destaque, o mais conhecido, sempre foi a Avenida Andrade Silva, talvez pelo tempo que foi instalada lá, pela facilidade de locomoção, quantidade de árvores, simpatia pelo local, localização, acesso e motivos tantos que a cada um pertence.

Depois de anos, o poder público, que mais atrapalha que ajuda, sempre, resolveu mudar a feira de lugar e o que deveria ser o melhor para os habitantes da comunidade virou briga de foice.

Restaurada recentemente, a praça que abriga a Igreja de São José foi o local escolhido para que a feira fosse instalada.

Uns acreditam que para mostrar a obra do prefeito, outros por pura “pir­raça”, ou malvadeza, outros por ausência de planejamento, outros por desconhecimento total do setor, outros por politicagem mesquinha, rasteira, sem pé nem cabeça.

Seja qual for o motivo apresentado por cada um que tenha se disposto a discutir a mudança da feira de lugar, um com certeza se destacará: perde o cidadão, perde a cidade com picuinhas sem pé nem cabeça que poderiam muito bem ser resolvidas ao som de uma música, um pastel e um café em uma das mesas ofertadas pela organizada feira que a cidade conseguiu ganhar após anos de descaso e abandono.

Quem já foi a uma feira na cidade sabe que o nível de organização e o trabalho, aliados as mercadorias ali ofertadas, conduzem a imaginar que reduzir estas conquistas ao que era antes é de uma maldade ímpar.

Quem conhece a nova praça da Igreja de São José tem perfeita noção de que lá, incluída as imposições do padre de não utilização do espaço pelas conduções dos feirantes dificulta em muito o trabalho dos feirantes.

Sem contar que muitos produtos perecíveis correm risco, no calor, de deteriorarem como foi o caso dos hortifruti que expostos ao sol murcharam.

Sem contar que com o sol em brasa, não sendo a praça arborizada como a avenida, sofrerão em demasia os feirantes e seus clientes.

Com certeza, mesmo que inconscientemente, a tendência é de que as pessoas incomodadas com o calor se afastem da feira e, esvaziada, a mesma terá que retornar a avenida.

Já ousaram medidas impostas como esta com o carnaval de rua, desfile do folclore e só perceberam o fracasso da medida quando não havia o que se fazer.

No caso da feira, a coerência, o bom senso é que as partes envolvidas removam suas vaidades e seus autoritarismos e discutam o que pode e deve ser melhor para a cidade que não pode ser cobaia de experiências sabidamente infelizes e sem lógica e esta parece ser uma em todos os aspectos.

É tempo de se chegar a um denominador comum ou então é esperar que o raio transforme a Fênix em cinzas e depois esperar que a chuva a ressuscite como sempre foi com todos os ditadores e será até quando não se sabe.

O que se sabe, com certeza, é que o ser humano é o único animal que tem domínio da fala, o único que consegue se comunicar e expor o que deseja, se não o faz é porque não completou seu ciclo evolutivo.

Não há nada mais humano que o dom da fala e do diálogo e a hora é esta para este exercício de humanidade.

 


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