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Olimpia, 29 de Abril, 2018 - 21:43
Hélio Lisse, de herói a vilão em um passe de mágica?

Do Conselho Editorial

A Câmara Municipal de Olímpia, sob o comando de Gustavo Pimenta, parece ter se transformado em uma imensa tina de lavadeiras onde a diversão principal é lavar roupas sujas nas sessões que deveriam ser legislativas.

O pior, ou o melhor, dependendo da opinião de quem assiste as sessões, ou se informa pelas redes sociais e o ânimo para fofocas ou coisas sérias, é que quem deveria, no ca­so, trazer a conciliação e a pacificação daquele espaço que deveria ser de discussões que ampliasse o marco civilizatório, parece estimulá-las.

Primeiro, foi o escândalo envolvendo o vereador Salata por conta do sumiço de um aparelho eletrônico que virou caso de polícia e se transformou em processo administrativo, CEI, para apurar a responsabilidade que irresponsavelmente não findou até agora.

No imaginário popular a sensação que fica, pelo escândalo e baixaria da época, é que o vereador Salata surrupiou o aparelho e ago­ra estão abafando o final da investigação para que a verdade não venha à tona.

O vereador denunciante, Antonio Delomo­dar­me, o presidente da Câmara Gustavo Pimenta e mes­mo o vereador Salata, deveriam, por uma questão moral e ética, para que não pairasse dúvidas sobre a decência e mora­li­da­de dos três, vir a público dar explicações sobre que fim tomou a apuração do sumiço do celular pertencente ao Legislativo.

Niquinha, para provar que não estava blefando ou mentindo sobre o que denunciou; Salata, para não colocar esta mancha em sua biografia; e Pimenta, para demonstrar que po­de haver um mínimo de seriedade nas coisas que comanda.

E não para por ai. O vereador Hélio Lisse é delegado aposentado, com brilhante folha de serviços pres­tados na profissão que deixou, se elegeu vereador e está sendo alvo de acusações e insinuações que ferem de morte seu passado de glórias, caso com­pro­vadas.

A título de ilustração, a edição deste jornal de 25 de julho de 2011 estampava a manchete de que o De­­legado Regional da Policia Civil de Minas Gerais, Hélio Lisse Junior, olim­pien­­se, havia comandado na cidade de Fronteira a prisão de nove vereadores.

Os nove vereadores foram presos pela Polícia Civil acusados de desvio de dinheiro e uso irregular de verba indenizatória e a prisão foi, à época, notícia nacional.

Em outra ação que repercutiu regionalmente, o ex-delegado investigou o filho de um vereador da cidade de Fronteira por en­vol­vimento em tráfico de drogas.

E muitas outras ações poderiam ser citadas levadas a efeito por este olim­piense que chegou a condição de Delegado Regional da Polícia Civil de Minas Gerais, sendo respeitado pelos seus com­panhei­ros de trabalho e tendo, até onde se sabe, o reconhecimento público por onde passou.

Aposentado, segundo suas palavras, decidiu dar um pou­co de si a cidade em que nasceu, uma contribuição de sua experiência à política local.

No entanto, no decorrer de seu mandato foi envolvido em uma situação que confrontada com seu histórico chega a constranger para dizer o mínimo.

Foi acusado pelo vereador Antonio Delomo­dar­me de ter assediado sexualmente sua assessora parlamentar, o que nega veementemente, e desde a acusação as insinuações sobre si e sua postura vêm em um crescendo vergonhoso e vulgar.

Embora não tenha se manifestado de forma grosseira ou vulgar no debate, se comportando com a civilidade e educação que o cargo exige, têm sido alvo de denúncias que, se comprovadas, destruirá sua imagem, ou em caso contrário, comprovará a irresponsa­bili­dade e a leviandade como é condu­zida a política no Brasil.

Em um jornal local, há algum tempo, em resposta a Niquinha, que havia aler­ta­do que tinha uma dinamite contra ele, defendeu-se afirmando que não tinha medo de dinamites, de ameaças e que sempre pautou sua vida pelo respeito, ética e moral.

Anunciou que havia processado o vereador Delomo­dar­me e por um período reinou a paz dos cemitérios na polêmica instalada.

Fora, como se sabe, os ba­te-bocas de corredor e as polêmicas sem muito sentido rolava a vida na pior representação legislativa que Olím­pia já conheceu em todos os tempos, até que nesta semana a tribuna voltou a cus­pir fogo; e é preciso aqui, anuir que da maioria na Câmara parece se salvar um ou outro e os eternamente calados, porque não é normal que se conviva produzindo tanto lixo moral e ético sem se incomodar profundamente.

Se a maioria fosse premiada com bom senso e noção do ridículo saberia que o espetáculo patético e decadente que oferecem à cidade é por demais vergonhoso, vulgar, medíocre e insignificante para quem deveria criar leis para a sociedade respeitar e fiscalizar a aplicação do dinheiro público.

Não pode sair nada respeitável de um espaço onde o ser humano e sua dignidade não são minimamente levados em consideração, onde dossiês são fabricados para destruir reputações.

Esta semana, nas redes sociais, o vereador Antonio De­lo­modarme, o Niquinha, pos­tou a seguinte mensagem:

“Tem um ex-delegado que é um falso moralista e vereador aqui na Câmara falando que acontece coisa aqui que até Deus duvida. Concordo plenamente, porque até assédio do Gatão já teve aqui em cima de funcionária. É melhor parar de me insultar se não eu aperto o outro botão da dinamite.”

Realmente, acontecem coisas na Câmara que até Deus duvida; uma delas, por exem­plo, é a insinuação de que há uma dinamite que pode explodir a qualquer mo­mento. O ex-delegado deve muito bem saber a figura que o Código Penal atribui a este tipo de fala e se não fizer nada, quem cala consente.

Outra coisa que até Deus duvida, é uma denúncia de assédio sexual estar sendo explorada ou levada a efeito por quem não é parte legitima para discuti-la, a menos que o assediado tenha sido o vereador.

Nada obsta que o mesmo venha a público levar uma denúncia contra ilegalidade ou injustiça cometida por alguém contra outrem que não pode se defender, porém o que se observa da questão é muito mais exploração de um pretenso fato para intimidar e constranger o outro do que propriamente busca por justiça.

A cidade já está de saco cheio desta briga maluca e sem noção alguma que nada traz de objetivo ou produ­cen­te para o crescimento e progresso almejado.

Pelo contrário, pode se estar convivendo com alguém que se desviou do caminho do bem e se enveredou pelas tortuosida­des da vida, ou, destruindo uma carreira e um passado brilhante e passando a convicção à maioria de que política é um fétido latão de lixo onde o honesto e o sério, ao entrar, vai se em­por­calhar de todas as formas. 

Isto não é de maneira alguma bom para a cidadania e para o exercício do dever cívico.

Não se pretende aqui culpabilizar e muito menos inocentar o ex-delegado, nem endeusar ou demonizar quem o acusa; no entanto, nada, em momento algum, depõe contra o ex-delegado em relação a forma como se manifesta publicamente, enquanto o lado contrário tem demonstrado ira, cólera, ódio e manipulação de pretensas informações que depõe contra a figura construída ao longo dos anos por seu adversário na contenda. 

O certo seria, se dinamite houver, que a mesma, em nome da moralidade pública, fosse de vez explodida, ou que o presidente omisso, Gustavo Pimenta, houvesse desde o início aberto um processo administrativo para apurar o que ocorreu naquela casa com uma funcionária contratada sob a responsabilidade de sua presidência e não ser tolerante e permissivo com denúncia tão grave como assédio sexual, como se ali fosse um prostíbulo de terceira categoria, onde todos os bêbados e rufiões podem fazer e desfazer sem que ninguém se incomode.

Não é natural que fatos desta gravidade venham a público da tribuna da Câmara e seu presidente, de forma conivente, faça de conta ou finja que nada está acontecendo e não busque apurar, tratando a questão como se não houvesse ocorrido em um espaço público sustentado pelo dinheiro do povo e que deveria zelar pela legalidade das ações ali ocorridas.

Se aquilo que se chama Câmara fosse de fato uma casa de leis, seu presidente deveria saber que assédio sexual é ilícito penal punível, cuja punição foi estabelecida por legisladores, que é o que deveria ter por ali. E não preten­sos destruidores de biografia que transformam heróis em vilões em um passe de mágica.


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