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Olimpia, 18 de Fevereiro, 2018 - 20:05
Na contramão do popular secretaria de Cultura quer contratar grupos do 54º Fefol pela internet

CLARO QUE ...

... ainda não se pode dizer com certeza qual será a consequência, qual será o resultado e nem o final da estória, mas que deu, mais uma vez, uma sensação de que nada mudou, de que está tudo como dantes no quartel de Abrantes, isso deu.


NO GOVERNO ...

... do marechal Carneiro uma intelectual que já foi amiga deste colunista queria reestilizar o folclore, como se fosse possível transformar a bugrinha e os índios dos caiapós em dançarinos do Faustão.

NOS OITO ...

... anos do imperador Genial Genioso, quiseram competir com a Festa do Peão de Barretos, promovendo a “espetaculari­zação” de uma festa cultural que não tem, nunca teve, e não conseguirá ter o público que renega a sua própria descendência, que tem vergonha de ter sangue afro correndo em suas veias.

FORAM 16 ANOS ...

... de resistência. Com muita garra e humilhação os pobres folguedos conseguiram se manter de pé, enfrentando a grande ameaça de nossa burguesia, cujas piscinas estão cheias de traça. Insistiram em deixar viva a chama lançada por um de nossos visionários, o professor Sant’anna, há mais de cinco décadas.

AGORA, ...

... não se sabe ainda, se por desconhecimento, ou por enquadramento no mesmo paradigma do governo anterior, ou do anterior do anterior, ao que parece, o 54º Festival do Folclore deverá continuar capengando em seus objetivos e recebendo públicos cada vez mais inferiores, eis que não dá para empurrar goela abaixo de quem gosta de sexo, drogas e sertanejo sexual, algo bem anterior, que retrata a nossa identidade, que vem dos costumes, das tradições, da nossa realidade que queremos esconder.

CLARO, ...

... o próprio sertanejo de corno, ou os “milsons” geniais de “putaria” de hoje, pelas lições do mestre, poderá vir a ser “folclori­zado” no futuro, quando outros tipos de sons, danças e costumes poderão surgir, fazendo com que tenhamos que resgatar nosso passado num mundo que ninguém se arrisca a dizer como virá.

MAS, EMBORA ...

... tenhamos berrado aos quatro cantos; esgoe­la­do aqui e ali; parece que o mestre não conseguiu passar para ninguém, ou  ninguém conseguiu enxergar qual era o objetivo principal dos Festivais. Mas este jornalista ainda não desistiu. Ainda não jogou a toalha como Simão Bacamarte e vai se internar e libertar todos os outros, eis que a maioria pensa diferente ou não entendeu nada. Ainda vai levar um tempo para o alienis­ta se internar para sempre na Casa Verde.

A VERDADE ...

... é que não adianta querer reestilizar, “tecnolo­gizar”, ou seja lá o que. O Festival do Folclore foi concebido para ser uma festa cultural e de sobrevivência dos folguedos populares. Um palco para os folgue­dos folclóricos, as manifestações populares não estilizadas, mas tradicionais, que passam de pais para filhos, de parentes para parentes, de membros de um mesmo grupo que crê, acredita naquela tradição e não as lindas bundas, as lindas coxas, embebidas em perfumes deliciosos que despertam o tesão, o pulsar humano.

UM LOCAL ...

... onde estudantes, estudiosos, cientistas e alunos de escolas de ensino fundamental e ensino médio possam ter contato com os nossos costumes mais antigos, nossas tradições seculares.

NÃO É UMA ...

... festa da elite, embora a chamada quase elite olimpiense, tradicionalmente não afeita à cultura, ao conhecimento, sem entender, também sempre tenha querido encabrestar até a cultura da senzala, a cultura que mostra nosso passado pobre em todos os sentidos.

COMO FESTA ...

... cultural, tem que ir atrás, onde o populacho está. Onde os afros se reúnem, onde os descendentes dos caiapós se reúnem, onde os Moçambiques ensaiam suas danças. Isso não se inscreve pela internet. Depende de contato, antes físico, hoje, pelo menos telefônico. Contato pessoal de quem eles conhecem.

NÃO DÁ ...

... para impor regulamentos. Para fazer festa organizada como Festa do Peão. Não dá para fazer seleção de folguedo. Estes não são muitos. É preciso ir atrás, para que não deixem de existir. É preciso avisar que em Olímpia tem um palco que é só deles e que, no máximo, vão ter que dividir com alguns estudantes que querem transformar sua crença em arte moderna.

E O PÚBLICO ...

... também não pode ser o mesmo de Festa do Peão, nem o que cultua o luxo como nossa elite decadente, que substitui as plumas e os paetês e os “Stradivarius” por produtos chineses tecnológicos de última geração.

O MESTRE, ...

... com meses de antecedência, convidava estudantes de todo o Brasil. Mandava convite e propagandas para todas as escolas do País, para todas as universidades, faculdades e afins. Era uma festa com ônibus de todo o país chegando a Olímpia para ver aquilo que não se vê em grandes churrascarias como as grandes atrações do engodo que foi o Fifol, que tentou vender gato por lebre, usando uma marca que levou décadas para ser construída.

ERA UMA ...

... festa em que os próprios integrantes dos grupos se confraternizavam às centenas.

A PROVAR ...

... esta tese, está o próprio festival internacional que é um festival parafol­clórico, luxuoso, “espeta­cu­loso”, que não resiste à concorrência de shows sertanejos e nem pode ser festa que atraia o público cultural, pois suas atrações se veem em teatros e até em grandes restaurantes que cultuam tradições internacionais.

TAMBÉM ...

... a provar estão os últimos 16 anos de Fefol em que não se conseguiu evoluir nada em termos de festa de cultura popular, a exemplo das grandes festas da cultura popular realizadas no País e outras até mesmo na região que se espelharam na de Olímpia.

É UMA PENA, ...

... mas não dá para compactuar com situações provavelmente impensadas, frutos não de reflexão crítica, de pesquisa científica, mas de “achismos”, ou de “teorismos” que já não deram certo e se mostraram incapazes de manter o agora oficial título de Capital Nacional do Folclore, sancionado recentemente pela presidência da república.

PARA ...

... que você possa entender mais especificamente do que se está refletindo e que fique claro que não se pode já desclassificar o que será, nem vaticinar o apocalipse, mas apenas refletir sobre prováveis consequências, frontalmente na contramão da experiência adquirida em quase quatro décadas em que o Festival do Folclore de Olímpia foi organizado pelo professor e folclorista José Sant’anna, a secretaria de Cultura de Olímpia anunciou no final da tarde de quinta-feira, 15, que os grupos folclóricos e parafolclóricos de todo o Brasil poderão se inscrever para participar da 54ª edição do Festival do Folclore de Olímpia pelo site do festival na internet.

DESDE A ...

... sexta-feira, 16, o formulário de inscrição está disponível no site oficial do evento (w w w .f o l c l o reolimpia.com.br). O 54º Fefol será realizado de 4 a 12 de agosto de 2018.

O ARGUMENTO ...

... da secretaria é o de que a intenção é ampliar a oportunidade de participação, que ganha cada vez mais reconhecimento, e trazer novidades culturais para a festa. No site, os interessados encontrarão, além da ficha de inscrição, o “regulamento” completo para participar. As inscrições poderão ser feitas até o dia 16 de março.

COMO ...

... se fosse um festival de teatro, ou de música, a secretaria local ainda diz que a seleção e divulgação dos grupos será feita pela Comissão Organizadora do festival, que está sendo montada. A relação dos selecionados será publi­cada no site e nas redes sociais oficiais do Fefol.

NO ENTENDER ...

... deste escrevinhador quase alienista a conse­quência é a sempre ideia da “parafolclorização” do Festival que ainda pode ser adiada por muito tempo. Ou seja, teremos, mais uma vez, um festival em que os destaques não serão os folguedos autênticos, os grupos folclóricos, mas, sim, os que o professor chamava de parafolcló­ricos, ou seja, os folguedos reestili­za­dos agora, não mais com plumas e pae­tês, mas com leds e outras tecnologias do oriente.

GENTE, ...

... pare o mundo que eu quero descer. Será que o Fefol vai conseguir aguentar a mais um período de experiências totalmente dissociadas de sua origem, de seus princípios, de sua história?

SERÁ, ...

... que a exemplo do carnaval, também não vai ter nada nos sábados? Será que teremos mais experiências esdrúxulas e desnecessárias em andamento?

José Salamargo, acreditando que não dá mais para continuar, a exemplo do que ocorreu nos últimos 16 anos, vivendo estes “amadorismos pascoais”.

 


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