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Olimpia, 21 de Janeiro, 2018 - 23:14
Feliz Carnaval! Ou vamos continuar a rir de nós mesmos? Que tiro é esse?

DIAS GOMES, ...

... o escritor baiano que ficou famoso no grande público por ter escrito os sucessos televisivos Roque Santeiro e O Bem Amado, nestas suas obras, já nos tentava mostrar como gostamos de rir de nossa própria desgraça.


E É DIFÍCIL ...

... refletir, tentar achar razões que justifiquem esta verdadeira loucura.

A MAIS PLAUSÍVEL, ...

... após longa viagem por vários recantos inconscientes da história e da filosofia, este jornalista acaba entendendo que seria a tese de que por compormos um contingente de mais de 160 bilhões de descamisados de cultura, de conhecimento, meros escravos, não conseguimos nos situar dentro do nosso próprio contexto histórico.

OU SEJA, ...

... não conseguimos saber o que somos e pra que somos. Conseguimos nos espelhar nos outros e aí é fatal, o vizinho, o amigo, o irmão, o outro, enfim, sempre é quem se enquadra naquele arquétipo e nunca nós mesmos.

ENFIM, ...

... idiota, motivo de riso, é sempre o outro, nunca nós mesmos. Mas, no dia a dia, convivemos com uma realidade cruel e que persiste a milhares de anos: vivemos pela mera sobrevivência, na base de uma pirâmide social que guarda 90% das riquezas produzidas para apenas 10% da população. E apenas os restantes 10% de tudo o que produzimos são divididos entre nós, os 90% de escravos que vivem lutando pela mera subsistência.

A FALSA REALIDADE  ...

... que nos é passada pelo atual sistema é a de que todo pobre, todo trabalhador, todo escravo pode se transformar num cidadão, num rico burguês. Não pode ser vagabundo. Tem que se esforçar, tem que trabalhar 24 horas por dia.

HORA, SENHORES, ...

... me diga quantos vocês conhecem que conseguiram? Dá pra contar nos dedos da mão? Ou também dos pés?

E ASSIM ...

... caminha a maioria da humanidade, sem humanismo, sem justiça social.

E NÓS ...

... brasileiros, vamos seguindo sobrevivendo com muita música de corno, muito culto à bundas fartas, muitas imbecilidades e inverdades nos Facebooks, Whatsapps e etc da vida e muita cachaça, a droga que nos faz descansar e esquecer que temos que pegar pesado no batente pra comprar o sapato novo, trocar de carro, trocar de celular a cada seis meses e, ao final, aposentar com salário mínimo que não paga nem os remédios, que dirá plano de saúde, após não ter mais força para a labuta. Animal doente tem que ser sacrificado. É a lei da natureza.

GENTE, ...

... sobre o que mesmo que nós estamos refletindo? Você lembra?

AH, SOBRE ...

... a mensagem passada por Dias Gomes de que gostamos de rir de nós mesmos.

O MAIS NOVO ...

... viral na internet, embora a autora da música garanta que não tem nada a ver, faz a gente pensar não só o fato de sermos um dos países mais corruptos e com pior distribuição de renda do mundo, mas também um dos que  mais se morre por causa de disparos de arma de fogo.

PRA SE TER ...

... uma ideia, segundo alguns dados estatísticos, estaria morrendo mais gente no Brasil por tiro, do que na Síria que vive há vários anos uma guerra civil. É mole. E ainda nossos quase 160 milhões de zumbis acham alegria e tem o prazer de tirar sarro, pois foi isso que a música provocou, neles mesmo. Ah! Você se considera um zumbi? Claro que não, mas o vizinho, este sim.

A AUTORA DA ...

... música que se tornou viral na internet “Que tiro foi esse”, de Jojo Maronttinni, a Jojo Todynho, tem até potencial para virar hit do carnaval 2018. Já teve mais de 17 milhões de cliques no Youtube.

MAS ELA ...

... garante que não teve intenção de enfocar este problema que afeta o nosso país e tascou em sua página no Stangram: “Vamos parar de gracinha? Primeiramente, não fale o que você não viveu dentro de uma comunidade. Eu jamais faria uma música incitando, incentivando a violência. Aprenda a traduzir as coisas. Todo mundo sabe que a música ‘Que tiro foi esse?’ é aquela coisa: car****, essa roupa está linda, que tiro! Desmaiei! Está lindo esse cabelo, tá um baque essa maquiagem!, que é a fala das minhas gays maravilhosas. Então não abre a boca, amor, para falar besteira. Não abra a boca pra falar o que não sabe, procure saber”.

AQUI EM OLÍMPIA ...

... também acabou tendo um vídeo que tentou imitar o sucesso da cantora de funk que se tornou um viral.

A EX-CANDIDATA ...

... a vereadora em Olímpia, a comerciante Alexandra Bueno, conhecida como Alexandra Perninha, teve seu momento de glória ao postar um vídeo que começa com a imitação do “Que Tiro é Esse” e passa quase 8 minutos depois criticando a situação do mercado de aluguéis na cidade, deitando falação em cima dos preços dos alugueis e até o que acha um absurdo de ter que reformar os prédios quando o sujeito entrega um imóvel alugado.

O VÍDEO DELA ...

... inicialmente dançando ao som da música, rebolando e fingindo dar um tiro em um colega que cai no chão, teve mais de 5 mil acessos em poucas horas.

José Salamargo ... rindo aos borbotões. Continuamos escravos da mesma forma que nos tempos de Platão, 400 anos antes de Cristo; sendo governados por denunciados e “redununciados” por ladroagem e corrupção; não se vê nenhuma perspectiva de que alguma mudança poderá surgir no próximo ano, com as eleições; estamos cada vez mais tendo a certeza de que nunca viveremos um Estado de Justiça Social, ao contrário, o futuro que se vislumbra é tenebroso; mas continuamos rindo da desgraça do vizinho; continuamos nos divertindo com muito sertanejo, Axé, Funk, futebol e cachaça, nos drogando todo final de semana para esquecer que durante a danada somos todos escravos, temos que vender nosso tempo para poder consumir, inclusive, as drogas lícitas, como cerveja e quando a grana acaba, a cachaça mesmo. Ah! Feliz carnaval. Vamos rir das músicas que sem dúvidas deverão retratar o nosso cotidiano que pode ser reduzido em três palavras: viver é apenas sobreviver.


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