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Olimpia, 07 de Janeiro, 2018 - 14:42
Pimenta devolve sobra do duodécimo como se fora novidade ou austeridade

Do Conselho Editorial

Neste espaço, quando se instalaram os mandatos dos vereadores eleitos na Câmara Municipal de Olím­pia, motivado pelo fato de se ter tido a pior representação dos últimos cem anos naquela casa, chegou a se esboçar o desejo que a nova representação recuperasse aquele espaço público em total descrédito diante da população.

Vinha nosso Legislativo de denúncias de painéis supostamente superfatu­rados, que nunca foram utilizados, adquiridos no período em que Francisco Ruiz presidia.

A seguir se viu a cidade envergonhada pela denúncia da compra de armários no período de outro Ruiz, Hilário, que hoje é motivo de investigação, por ter sido o armário suspeito adquirido de empresa, segundo o Ministério Público, especializada em golpes através da venda de armários superfatura­dos para Câmaras Municipais.

A seguir o escândalo sobre a presidência do vereador Luiz Antonio Moreira Salata que versava sobre a divisão de salários e que culminou com a prisão do ex-vereador Marcos Santos, sem contar os inúmeros procedimentos inves­tigatórios abertos pela promotoria local para averiguar aquele conturbado período.

Por tantas outras razões e motivos a representação legislativa local carece de ganhar musculatura moral para se impor como representante legal dos anseios da população que aguardava e aguarda e espera de seus representantes que não sejam tão lenientes, reféns do executivo, quase lacaios dependentes de indicações de cargos co­missionados e pequenos favores prestados pela máquina pública.

Se espera mais que um Legislativo podre de ideias e de intervenções públicas que parece ter elegido e erigido um altar para dizer amém aos desejos do primeiro mandatário.

E, o que pode ser pior, tendo alguns de seus com­ponentes digladian­do aber­ta e publicamente contra os poucos que indicam em seus pronunciamentos públicos, pretendem legislar em prol da sociedade e não de interesses pessoais e mesquinhos.

E neste lugar comum onde nada de moderno ou diferente acontece nos últimos tempos que a repetição de velhas e costumeiras práticas voltam com o mesmo discurso embolo­rado querendo convencer a população de que se cumpre o dever de casa, sem trabalho apresentado, apenas economizando.

Para não ser extensivo não é demais lembrar que o presidente da Câmara Municipal de Olímpia, vereador Francisco Roque Ruiz, o do Painel, em 2007 fazia a devolução de parte do duodécimo ao prefeito Luiz Fernando Carneiro; atitude que o presidente da Câmara em 2006, Eugênio J. Zuliani, também havia realizado.

No total, de acordo com as notícias veiculadas pela mídia local, a época, a Câmara teria devolvido R$ 900 mil que sobrou do valor do duodécimo previsto para 2007. A primeira devolução foi em setembro através de um cheque de R$ 250 mil e a segunda parcela foi em outubro, através de um cheque de R$ 350 mil.

Note-se que presidentes anteriores a 2006 já haviam praticado a mesma demagogia com o mesmo discurso da economia e da austeridade.

Na presidência Luiz Antônio Moreira Salata, cons­ta que foi feita ao Executivo a transferência bancária no valor de R$ 480.737,81, referente à devolução do duodé­cimo repassado àquela Edilidade no exercício financeiro de 2015.

Alguns órgãos da imprensa local noticiam o repeteco sem imaginação alguma que a Mesa da Câmara Municipal da Estância Turística de Olímpia devolveu, por transferência bancária, ao Executivo Municipal, exatos R$ 971.120,79, como resultado da proposta de austeridade administrativo-financeira imposta pelo presidente da Casa de Leis, Luís Gustavo Pimenta.

A diferença, se houver, entre o discurso e as intenções de Francisco Ruiz há quase dez anos, deve ser que o mesmo indicou, se não falha a memória jor­nalística, que a devolução fosse utilizada na compra de ambulâncias.

A época, Carneiro colocou dificuldades na aquisição das ambulâncias e houve um debate público ríspido acerca da utilização do duodécimo devolvido.

Agora, Pimenta sugeriu que o valor fosse empregado na UPA, e o que parece diferença, no fundo, no rodapé, são semelhanças.

Se Ruiz buscava utilizar as queixas em torno da saúde local, que era tão péssima quanto agora, para se promover, indiretamente, através de dinheiro público atrelado a compra de um bem que serviria a população, por estarem sucateadas as ambulâncias, Pimenta não faz diferente.

O que pega e o que inflama a população atualmente é o estado que a dupla Eugênio e Pimenta deixaram a saúde pública e o sucateamento da Upa promovida no governo de ambos, razão mais que suficiente, embora cruel, para também se promover com dinheiro público, dando a entender que está preocupado em solucionar uma questão caótica, que em tese, ajudou a construir.

É a famosa bondade mentirosa, primeiro se destrói e depois se mostra como tábua de salvação.

Como ex provedor in­terventor da Santa Casa negar o caos da Upa e da própria Santa Casa, onde interviu e, hoje se sabe, nada se solucionou, teria por dever saber que a Upa estava se degradando, e enquanto cidadão e vice, no mínimo deveria ter vindo a público comunicar, pelo menos, que não partilhava com o desmonte da coisa pública na área da saúde.

Perdeu a oportunidade de fazê-lo e agora busca holofotes como se fora salvação de alguma coisa, de forma indireta.

Houvesse criatividade e vontade política muito poderia ser realizado com este dinheiro em prol da população de forma que restabeleceria a credibi­lidade do Legislativo e melhoraria sua per­for­mance pública.

Um simples exemplo seriam cursos de qualificação para os vereadores locais, que salvo algumas exceções, são tudo, menos conhecedores de sua função legislativa ou legisladores.

É um absurdo que se devolva dinheiro que poderia e deveria ser utilizado para melhorar os quadros, que beiram a mediocridade, naquela casa e em outras pelo país afora e não aplicá-los devidamente para que a população possa pelo menos se sentir segura que em 2017 pelo menos foi abolida do Legislativo nacional a figura que é paga para sinalizar a forma como o legislador deve votar.

Utilizar a verba para que o homem público que representa a população possa fazer cursos e pelo menos utilizar a tribuna e o microfone para dizer de sua serventia cívica e justificar o alto salário que recebe, para em muitas vezes nem conseguir falar o que pensa acerca de si mesmo, o que dirá do mundo e das necessidades prementes de seu povo.

Tem economia que infelizmente parece ser a base da porcaria.


Comentários - 1
Dourado
Publicado em 09 de Janeiro, 2018

Dizia o teólogo francês L. J. Lebret, em meados da década de 50 que a omissão, diante da miséria e da opressão, é o pecado mais grave, a ofensa mais dura que podemos fazer a Deus-amor. Dizeres que nem foi o mais criativo naquela época, e muito menos é hoje o mais original deles, dito inclusive por muita gente que pouco se importa, com o bem-estar dos demais cidadãos. No dizer de Josep-Maria Terricabras (Girona, Catalunya) que nos parece embasar o editorial acima, em comentando a história que está diante de nós, afirma o desejo de ir contra a ideia falsa do passado que se apresenta tão perfeito que parece nos servir de modelo para o presente e o futuro. E isso não é certo...o mundo muda tão rapidamente, conclui esse trecho de sua fala o filósofo catalão, que não devemos fazer isso de olhar o passado como receita para nossos males presentes. E um pouco mais adiante ele adverte que é imprescindível que todos nos mobilizemos; não podemos deixar os assuntos públicos só nas mãos de uns poucos. É verdade! Raciocinando com ele, podemos decidir que se queremos ser súditos ou cidadãos. E uma forma de romper com esse conformismo de cruzar os braços diante das mazelas do poder público (im-personalizados nas instituições que têm em mãos) é começar pelos meios de comunicação (midiáticos e à mão da maioria) colocando a boca no trombone, principalmente dando amplitude e repercussão para as denúncias que envolvem agentes públicos ainda comprometidos com as velhas práticas coronelistas da elite conservadora cuja disposição e capacidade moral para romper com o que chamamos de acordos clientelistas são inexistentes eou têm alma de súditos alimentadas pela corrupção. Em elegendo um representante político para um cargo público, não significa que devemos nos descurar do nosso trabalho de fiscalizar a instituição por completo. Ainda que o editorialista deixa bem claro como aquelas práticas ainda continuam sendo copiadas, sem um mínimo de critério como vem denunciado no penúltimo parágrafo, é preciso acrescentar e dar nome completo a esses agentes, mostrando o curriculum que costumam desempenhar nas suas funções, principalmente fazendo uso da força das relações de lealdade (com o prefeito) e das relações inter-pares que com amiúde frequência, costumam orientar suas decisões. Todos eles têm partidos e isso deveria ser citado para que o leitor (ainda que distraído e desinteressado) conhecesse e ficasse esclarecido que essa origem não os fazem diferentes principalmente em se tratando de numa republiqueta constitucional como o Brasil e pior, quando estamos nos referindo, ainda, aos grotões de uma certa oligarquia que predomina no cenário paroquial da maioria das cidadezinhas do interior desse brasil-afora. Ainda que concordando e satisfeito com essa intromissão desse tipo de jornalismo independente e não comprometido com o poder local, seria de bom alvitre que o passado recente (ou seja, o orçamento municipal do ano anterior) servisse de modelo e a para os financistas do poder executivo, elaborar essa peça tão importante da Administração Pública, já com os devidos cortes, evitando que espertalhões (são eles que aprovam o orçamento) viessem a usar os recursos sobrantes para fazer demagogia eleitoral. De maneira contrário (e, é isso que acontece!) a confiança nas chamadas instituições democráticas, é muito pequena por parte da sociedade que não está disposta a uma ruptura radical capaz de eliminar definitivamente com esses paraquedistas políticos que fazem politicagem com objetivo único de estar eou manter as ambições de poder e levar vantagem, as mais diversas, para sustentarem as siglas partidárias a que estão ligados ou cacifar a próprio enriquecimento ilícito através dos canais privilegiados de corrupção que porventura encontram esquematizados ou trazem no próprio curriculum como fazê-los. Repetindo: o conformismo popular (do eleitor alienado e desinteressado) não pode continuar prevalecendo a ponto de desanimar ou calar os cidadãos conscientes, principalmente profissionais da imprensa; ainda que perversamente inócuo, é preciso relatar e denunciar essas práticas, se não criminosas (mas a maioria é), porém imoralmente praticadas in contrariu à legitimidade que o Poder político do voto lhe confere. Ouvindo o conselho de Chico Buarque, às avessas, eu semeio vento na minha cidade, vou prá rua e bebo tempestade, não devemos esmorecer diante das ignóbeis práticas políticas, porque a luta gera esperança e se a luta morrer, morre a esperança!

 
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