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Olimpia, 27 de Dezembro, 2017 - 01:42
Professor Ivo de Souza morre após ficar 72 dias internado na UTI da Santa Casa local

Clique aqui e ouça a explicação do médico Nilton Martines

O professor Ivo de Souza, professor aposentado e colaborador desta Folha por mais de duas décadas, onde mantinha a “Coluna do Ivo”, faleceu aos 68 anos de idade, no início da noite da terça-feira, 26, por volta das 18 horas, na Santa Casa de Misericórdia de Olímpia, onde esteve internado por 72 dias na UTI - Unidade de Terapia Intensiva. Ivo foi internado no dia 14 de outubro, após sofrer uma queda e ter machucado o joelho.

Ivo de Souza foi velado na quarta-feria, 27, no velório Jardim das Primaveras e enterrado no mesmo dia, às 16 horas no Cemitério São José, na presença de centenas de amigos e familiares.

Na última informação divulgada antes de sua morte pelo diretor clínico da Santa Casa de Olímpia, médico Nilton Roberto Martines, no final de novembro, ele estava tendo alguns reflexos, mas tinha uma sequela importante e não estava conseguindo sair do respirador.

De acordo com o médico, quando tirava o aparelho ele não conseguia respirar por si só, o que, poderia provocar um enrijecimento pulmonar ou pneumonia por respirador.

As previsões do médico se confirmaram. Na manhã do dia 27, Nilton Martines, explicou que ele já vinha numa situação bastante ruim. "Uma isquemia cerebral importante. Estava mantendo os sinais vitais, mas na base de respirador. Ele teve uma piora muito grande e aconteceu a insuficiência dos órgãos. O organismo não suporta. Vão acontecendo as infecções, até ocorrer a insuficiência dos múltiplos órgãos e acabou falecendo mesmo. É uma pena, mas o que se vai fazer. É a vida." Destacou o médico.

Segundo o médico, Ivo de Souza sofreu, no início do mês de novembro, uma embolia cerebral, uma hipófise cerebral, por falta de oxigênio no cérebro, após sofrer uma queda onde teria se machucado e possivelmente antes de sofrer intervenção cirúrgica.

A embolia cerebral surge quando um coágulo (formado num coração doente por arritmia, problema de válvula, etc.) ou uma placa de gordura (ateroma), que se desprende ou se quebra geralmente da artéria carótida, correm através de uma artéria até encontrar um ponto mais estreito, não conseguindo passar e obstruindo a passagem do sangue.

A JORNADA

Professor universitário e colunista da Folha da Região, poeta e pintor, filho de José e Rita, Ivo de Souza nasceu em Santa Cata­rina (Terra do Espigão – Canoinhas). Fez o curso clássico na escola Capitão Narciso Bertolino, em O­límpia, e o curso de Letras na Universidade Estadual Paulista (Unesp), campus de São José do Rio Preto.

Concluiu os créditos do curso de Pós-Graduação (Unesp) na área de Literatura Brasileira, especializando-se no Modernismo Brasileiro.

Tem poemas publicados em várias antologias. Era Consul Honorífico da Real Academia de Letras (Porto Alegre) – Confraria dos Poetas.

Foi premiado em 2009, 2010 e 2011 com o Dragão Dourado (IX, X e XI) Prêmio Cultura Nacional.

Publicou pela Real Academia (2009) o livro “Poemas – Um retrato na parede” edição esgotada. Recebeu em 2010 (novembro/19) a “Comenda do Mérito Comunitário” e a “Medalha Professor José Sant’Anna”, outorgadas pela Câmara de Vereadores de Olímpia, pelos serviços prestados à Educação olimpiense.


Comentários - 1
Dourado
Publicado em 27 de Dezembro, 2017

Nem as frases prontas que são muito usadas nestas horas servirão para nosso consolo, particularmente nós que tivemos momentos de convivência extremamente valiosos durante o período mais fértil da vida política do país e particularmente, daqueles dias agitados que a campanha eleitoral (para prefeito) em Olímpia, sinalizava para o que mais tarde, seria uma tragédia nacional que começou ali com a Coligação SuperAção (PMDDBPTPPB) e culminaria com a coalizão PTPMDBPP cujo legado foi um país pilhado por saqueadores que soe a Lava Jato tem conseguido incriminar sob intenso tiroteio dos que não querem e não desejam uma nação livre e civilizada. O professor Ivo de Souza era por demais generoso, mesmo envolto neste furacão de vaidades que disputava o título de ter acabado com o coronelismo local. Na sua professoral maneira de ajuntar os cacos que todos os dias sobravam (e depois vieram a recrudescer na luta intestina do vice-prefeito X família Ramos)entre os membros da coligação que não se entendia, Ivo de Souza sempre usava de sua fleugma cosmopolita de cidadezinha provinciana, para aparar as arestas de um projeto político fadado ao desencanto, mas que tinha tiro certo para fazer desaparecer aquele sistema político baseado sempre na troca de favores entre os chefes políticos estruturados na antiga e presente oligarquia familiar que comandava tudo. O professor passou desapercebido como soe provar os rumos que as diversas políticas sociais tomaram nos anos seguintes com a ascensão do petismo (ignorando o Partido dos Trabalhadores) lastrado na voluptuosa ambição da coalizão PTPMDBPP que fez desaparecer a figura do Mestre das salas de aula em troca de paraquedistas aparelhados para angariar o maior número possível de abestados funcionais que pudesse garantir (no cabresto) a mais flagrante das paixões que era a permanência definitiva e consolidadora do poder bolivariano. Fizemos uma coleção Na ponta da língua onde o Profº Ivo dava suas aulas (gratuitamente) de como, respeitosamente, praticar a nossa Lingua Portuguesa, num desafio monumental contra uma Era onde os brucutus do analfabetismo estiveram sempre à frente dos descalabros , desarranjos e desvios do idioma pátrio. O Professor seguiavivia sereno, confiante e amabilíssimo, sempre se recusando a aceitar que sua terrinha fosse engolida pelo atraso sustentado pelas práticas retrógradas e recalcitrantes contra as inovações e a transparência cultural que o aprendizado e o conhecimento podem abastecer uma sociedade, ainda que, e por mais empedernida e estúpida que possa ser nas suas entranhas políticas. O Professor Ivo já não mais pertencia aos Souza, mas sim à infinidade de alunos que encaminhou para as lutas, abastecida com a sapiência do seu conhecimento, da sua tolerância e da simplicidade de seu viver. Tudo valia a pena, costumava citar FP, para assegurar que todos aqueles que estivessem rodeando sua vida, não se sentissem pequenos ou frágeis diante das vicissitudes que porventura tivessem que experimentar. Num curto verso a vida é bonita, é bonita, e é bonita sintetizava, -sem esgotar as possibilidades que o outrem poderia criar-, toda sua obra dedicada e sua cumplicidade com os seus conterrâneos que nem sempre lhe franquearam seu devido valor, mas que o Professor Ivo de Souza jamais cobrou cumplicidade, sem antes dedicar totalmente sua produção de arte com o objetivo de ajudar todos a suportar o tédio da vida.

 
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