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Olimpia, 17 de Dezembro, 2017 - 12:09
Uma terra de doidos? Ou qual o resultado objetivo da Lava Jato?

Do Conselho Editorial

Qualquer cidadão de bom senso, a cada dia, diante das inúmeras denúncias que a televisão, jornais, revistas, rádios, internet divulgam de corrupção no país, deve estar se perguntando acer­ca do resultado real e objetivo da operação Lava Jato em termos de mudança de comportamentos.

A princípio, a sensação que se tem é a de que se instalou no poder central a mais cínica e despu­dorada quadrilha que já pode ter comandado a república desde sua fundação.

E, no comando desta pretensa quadrilha, o primeiro presidente denunciado pelo cometimento de possíveis atos de corrupção e que não foi apeado do poder, por ter feito uso da máquina pública para comprar sua manutenção no poder.

Em suma, a maioria dos deputados e senadores se vendem e se corrompem de forma pública nas votações levadas a efeito no plenário e que são transmitidas pelas casas de representação mostrando um país sem lei comandado por homens sem caráter.

E por mais que a Justiça intervenha no processo solicitando investigações, abrindo sigilos e endossando ações de busca e apreensão mais parece aumentar a sensação de impunidade que envolve a classe política.

Se por um lado desenvolvem esforços para soterrar as investigações, do outro, dão o entendimento que ousadamente continuam com a mesma prática que fez nascer a operação Lava Jato, inspirada na operação Mãos Limpas da Itália.

Na Itália o rescaldo da operação conduziu ao poder o corrupto Silvio Berlusconi que provou em atitudes que nada havia mudado por lá a não ser o fato de que muitos atores da operação que visava o combate a corrupção foram eleitos e se corromperam no poder.

Por aqui a impressão que se tem agora é a de que afora a destruição da economia em vários setores tais como, da construção civil, naval petrolífero, científico, educacional, sistema de saúde, desmonte da malha de proteção aos trabalhadores, previdenciária, moradia, cultura, ampliação do desejo de censura e radicalização do discurso político, nada de bom foi produzido.

Se o discurso de combate a corrupção tivesse surtido efeito seria lógico que ao invés de ser evidenciado o tanto que se recuperou em termos econômicos em razão das operações, teria que ser destacado quanto se inibiu que fosse desviado neste período de operações por força do temor de ser investigado.

Contrário a isto o que se observa das notícias de prisões e de investigações é que os desvios de verbas continuam e se ampliaram.

Uma prova cabal de que parece que a Operação Lava Jato não deu certo é a distribuição das famosas emendas parlamentares.

Por demais conhecido que nessas emendas parlamentares que deputados premiam prefeituras e entidades costuma estar embutida a devolução de parte significativa dos valores envolvidos nas emendas para os bolsos de deputados, prefeitos, vereadores e responsáveis por entidades que as recebem.

Há muita e muita investigação acerca deste absurdo, e o dinheiro, desviado, proclamam alguns descarados, forram seu caixa dois e serve para elegê-los.

O governo atual, corrompido até a medula, descaradamente faz e fez uso destas vergonhosas medidas como fórmula para aprovar o impedimento do seu mandato, a reforma trabalhista e faz agora para tentar aprovar a reforma da previdência.

Todo este contexto de imoralidades, desejem ou não os defensores das operações de combate a corrupção, vão, sem sombra de dúvidas, gerar a possibilidade de muitos e muitos inquéritos no futuro como prova de que tudo mudou para nada ser mudado.

Neste aspecto, infelizmente, a população descrente, que sabe que as operações parecem não ter intimidado ninguém vai desacreditando cada vez mais dos políticos, da justiça ou de qualquer instituição que se pretenda como honesta no país.

Não vendo resultados reais, como não está vendo, o cidadão comum tende a ficar indiferente a tudo.

Fica motivada a descrença e com isto arrasta para a falta de credi­bilidade todas as instituições que alardeiam em demasia o esforço para acabar com o que é impróprio para a sociedade e não consegue demonstrar o resultado de seu trabalho em razão do crescimento das ações em torno das ilicitudes que proclama combater.


Comentários - 1
Dourado
Publicado em 18 de Dezembro, 2017

O fim do regime militar não significou que os civis estariam de volta ao poder, mas tão somente que a elite social tradicional e conservadora como donos de terra, donos dos meios de comunicação e de muitas outras coisas, reassumiria as decisões políticas, sem nenhum desejo de uma verdadeira independência, deixando evidente que a má educação nas escolas populares é uma política sistemática das elites, que querem que os pobres permaneçam pobres e não se desenvolvam. Na tentativa de mudar a cultura das elites e preocupados com o objetivo de que nasçam, (nelas) e no povo sentimentos patrióticos e preocupação pela bem da Nação, foi que, logo após a instalação plena da Constituinte de 88, as elites encontraram os primeiros movimentos de uma certa resistência à sua política colonialista baseada na íntima relação com os EUA, cujo resultado mais marcante foi o fracasso do projeto da Alca protagonizado pelos americanos e que o Partido dos Trabalhadores (de nossa orgulhosa lembrança) impediu. A pergunta que se seguiu foi como substituir o fracasso das elites e qual seria o futuro político da AL onde os movimentos populares estavam comendo solto num sentimento de rebelião das massas populares contra a grande força das elites baseada na supremacia dos EUA, dominando o mundo econômica e militarmente. No início do século atual, já se buscava um líder popular carismático que fosse capaz de unir as massas populares num movi8mento conjunto que abrangesse a maioria dos países latino-americanos.(leia-se José Comblin). Alguns exemplos, esperançosos e populares, já haviam se manifestado na Venezuela e na Bolívia, mas nada que indicasse que Hugo Chaves e Evo Morales dariam conta do recado. E nem mesmo as possibilidades de adesão de Rafael Correia e Daniel Ortega (Lula e Cristina ainda eram incógnitas) deixavam a situação com a bastante clareza, necessária para um rompimento com os governos anteriores e a verdadeira aplicação de uma política baseada na cultura de massas que fosse capaz de distanciar (este é o outro lado da moeda) do sistema populista que ameaçava renascer na AL com todos os seus erros e defeitos então conhecidos e vivenciados. A eleição, no Brasil, de FHC, mesmo caracterizando que os governos ainda continuariam nascendo fora do mundo popular, demonstrou que ainda era possível uma transição pacífica contra um sistema político em crise e praticamente falido cujas duas características principais (JC) eram os congressistas cada vez mais representando grandes empresas que financiam suas campanhas e a expectativa deles mesmos de se reelegerem depois de quatro anos, sem nenhum projeto de impacto popular que pudesse impedir novo sucesso no pleito seguinte, em desacordo com o íntima relação empresarial. Em 2002, abria-se uma perspectiva nova, para o Brasil, com a possibilidade da eleição de um líder carismático com o povo dando um basta no domínio prepotente das grandes forças econômicas, nacionais e estrangeiras. O que sabemos é que há uma tendência mundial que terá realizações diferentes segundo cada país, e no caso do Brasil, o líder carismático eleito, por razões ainda, não plenamente conhecidas, não aceitou esse papel de se opor às elites tradicionais. As explicações são as mais diversas, que vão desde à ignorância política propriamente dita, passando pelo radicalismo próprio das esquerdas latino-americanas ainda irrigadas pelo (in)sucesso dos irmãos Castro, em Cuba e dos aparentes avanços na Venezuela, de H. Chaves, e chegando ao que se denominou chamar de reconstituição permanente dos canais privilegiados de corrupção para atuação dos interesses econômicos privados, nacionais e internacionais. Mesmo sentindo que os EUA demonstravam um declínio acentuado, pela metade da década passada e perdiam prestígio entre seus tradicionais e múltiplos aliados, pela sua total ineficiência, nenhum dos então lideres carismáticos foi capaz de aproveitar das circunstâncias, internas e internacionais, para promover o desenvolvimento sustentado em busca da formação de uma sociedade nova, solidária e diferente mesmo tendo obtido apoio em muitos filhos da sociedade burguesa que se prontificaram a ajudar nesta conversão social e erradicação das mazelas implantadas pelo neoliberalismo. Em 2003, esperava-se que debaixo do manto protetor das leis, ainda que de inspiração burguesa e elitista -mas com pendores populares e até populistas- o novo governo de esquerda não se faria de rogado e, ainda que com total descrédito no sistema representativo baseado nos 3 poderes da República, base do regime democrático, tentaria, a qualquer custo, auditar todos os processos de privatização da era-Fhc, numa demonstração inequívoca de rompimento histórico com o então antigo sistema político no qual a troca de favores sempre operou, de cima em baixo, em todos os locais e ambientes. Pareceu-lhe ridículo (na avaliação de JD, MAG, TG, e outros expoentes ideólogos do ParTido) que um governo revolucionário, às observações de Che Guevara, ainda tivesse que perder tempo com tecnicidades contábeis, jurídicas e policiais, quando o homem novo encarna os valores e atitudes opostos ao tipo de homens e de mulheres que reproduzem a cultura capitalista: egoístas, consumistas, individualistas (Che). Ainda que com rabo preso em relação às circunstâncias dos crimes cometidos em Santo André (leia-se morte de Celso Daniel), uma outra grande dificuldade do ParTido-lulista era referente à segurança econômica, política e social que continuava difusa no Brasil todo, tendo em vista que as revoluções, ainda que não sangrentas, continuam causando dúvidas e apreensões que soe poderiam manter latente este estado de insegurança , mesmo que os objetivos intrínsecos à ousadia utópica da proposição, fossem o rompimento com o conformismo fatalista que sonega direitos básicos da população e o resgate dos valores éticos que inspiraram ... as lutas históricas pela justiça social e pela liberdade. Ao falarmos u pouco de ideologia, devemos refletir imaginando que esse conceito não fosse apenas uma arma intelectual para desqualificar o adversário e como tal deveria ser evitada. Vai muito além disso e deve explicar as diferenças e conflitos existentes nas ideias políticas e econômicas. No entendimento de Pedro A. Ribeiro de Oliveira-Juiz de Fora) esse debate de ideias é o que podemos chamar de debate ideológico. E, a partir de 2003, o que vamos ver é um confronto, sem eira nem beira, entre a globalização que sugere que é inevitável este mundo, ele é real e não há outro contra o altermundismo que diz justamente o contrário: quando nós criamos outras formas de relações humanas e econômicas, respeitando a vida do Planeta, vivemos muito melhor. A 1ª apela para o pragmatismo (aceitar a realidade como ela é), enquanto a outra apela para a utopia (o mundo será melhor quando os excluídos acreditarem em sua própria força). É neste quesito excluídos que o governo dos Trabalhadores baseava suas questões ideológicas das mais diversas e imponderáveis vertentes e que infelizmente encaminhou suas lideranças para o que foi adjetivada de a mais flagrante das paixões baseada no real domínio das pessoas sob o ponto de vista dos poderosos, usando a força terrível da propaganda com a ajuda dos meios de comunicação, as universidades e instituições aparelhadas, os partidos políticos coalizados, igrejas e com tudo isso, possibilitou a implantação da insensatez ideológica (hegemonia). Era o prenúncio do fim e descaminho daquilo que se convencionou de chamar de ruptura com o atual modelo econômico, fundado na abertura e na desregulação radicais da economia nacional e consequente subordinação de sua dinâmica aos interesses e humores do capital financeiro globalizado. Já no início do 2º governo Lula, as evidências da retomada do clientelismo através da chamada coalizão PTPMDBPP para garantir a sobrevivência da maioria congressual, demonstravam que aquelas, então, inaceitáveis desigualdades do país (era Fhc) continuavam produzindo a mesma atrofia da esfera democrática, espaço, por excelência, para experiência de luta por direitos de cidadania. Estava decretada formalmente o fim das experiências e os avanços conquistados com as lutas históricas do final da década de 70 e toda a década de 80. O conformismo fatalista não fora exterminado e para quem defendia não uma mera continuidade sem continuísmo, mas uma transformação baseada na ética e na radicalização democrática e aprofundamento da justiça social e plenitude da liberdade, os resultados estavam sendo soterrados pela necessidade de desqualificação de suas próprias reivindicações ideológicas e despublicização das atividades dos movimentos sociais e células pensantes que sustentavam o que já se poderia convencionar de estrutura política-ideológica bolivariana. Esse legado de inspiração neoliberalista-lulista fazia persistir o clientelismo metamorfoseado com as relações patrimonialistas cujo objetivo era se apropriar do Estado, transformando em uma sociedade em que a força das relações e das lealdades pessoais se transformou, com muita frequência, na predação de recursos públicos e na corrupção. Em todo esse trajeto que se convencionou chamar de 13 anos não foi feita nenhuma reforma estruturante e definitiva e mesmo aquelas encaminhadas e extremamente necessárias para colocar o Brasil entre as Nações civilizadas no campo político, fiscal, trabalhista e judiciais, não foram dadas sequência e mergulhado numa coalizão fortemente garantida pelo PMDB, a esquerda lulista ficou a mercê dos acordos do clientelismo e da mão invisível do mercado impedindo o debate público e democrático capaz de assegurar a proteção ao meio ambiente e à justiça social. Sem necessidade de prosseguir nos fatos (não)ideológicos que culminaram, 1º com o impeachment de uma presidente pau-mandado e depois com a abertura da operação Lava Jato, cuja narrativa a maioria da população conhece, com os prós e contras espalhados pela intensividade da mídia, sem nenhum caráter democrático, fica motivada a descrença e com isto arrasta para a falta de credibilidade (de) todas as instituições que alardeiam em demasia...)concretizando uma prática secular das elites dominadoras sempre com viés pelo desperdício, pelo consumo individualista irresponsável dos bens materiais e pelos modelos de produção competitivos e destruidores da solidariedade entre as pessoas, entre as iniciativas econômicas (e políticas) e entre os povos. Essa concepção de mundo (todo este contexto de imoralidades...) é degradadora do meio ambiente e da vida, e torna-se genocida tornando a vida objeto de negócio (Horacio Martins de Carvalho-Curitiba). (o presente texto traz excertos da Agenda Latino-Americana-88, do Docto do Partido dos Trabalhadores-2002-Recife e de Sandra Cavalcanti -in Estadão 090909).

 
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