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Olimpia, 20 de Novembro, 2017 - 17:18
Ainda falta doadores de sangue

Infelizmente, as estatísticas mostram que menos de 2% dos brasileiros doam sangue anualmente, quando o número recomendado pela Organização Mundial de Saúde (OMS) é de 3% a 5% da população. Com a falta de sangue e derivados, hospitais e bancos de sangue não conseguem atender à demanda. Não são só pessoas acidentadas ou que sofrem cirurgias que precisam de transfusões, mas centenas de doentes, como aqueles vítimas de queimaduras, hemofílicos e anêmicos, também necessitam com regularidade.

Doar sangue não vicia, não “engrossa” o sangue, nem contamina o doador, como apregoam alguns ditos populares equivocados. O processo, que segue normas da Agência de Vigilância Sanitária (Anvisa), é seguro e não causa nenhum dano à saúde.

O sangue é indispensável à sobrevivência. Responsável pela distribuição de oxigênio e substâncias nutritivas em todo o organismo, ele é produzido na medula óssea dos ossos chatos, vértebras, costelas, quadril, crânio e esterno. Nas crianças, também os ossos longos, como o fêmur, produzem sangue.

Composto por plasma (constituído por água, proteínas e sais), hemácias (glóbulos vermelhos), leucócitos (glóbulos brancos) e plaquetas (células responsáveis pela coagulação), o sangue é um tecido viscoso e vermelho.

Uma pessoa adulta tem, em média, cinco litros de sangue no corpo. São quatro os grupos sanguíneos encontrados entre as pessoas: os tipos A, B, O e AB, que também são classificados conforme o fator Rh - positivo ou negativo.

A maior frequência entre os brasileiros é o grupo O, seguida do tipo A, do B e por último o AB. Um indivíduo com tipo de sangue O negativo é chamado de doador universal porque pode doar para qualquer pessoa. Já o indivíduo com tipo AB positivo é chamado de receptor universal porque pode receber de qualquer doador.

A cada doação, o máximo de sangue retirado é de 450 ml e o mínimo de 300 ml. O homem pode doar a cada 2 meses e a mulher de três em três meses. Para doar, procure o hemocentro ou o hospital de sua cidade.

Antes da coleta, serão aferidos pressão arterial, temperatura, pulso, altura e peso do candidato. Além disso, o voluntário deve responder a um questionário sobre seu histórico de saúde. Após a coleta, o doador deve permanecer no local por mais 15 minutos, ingerir líquidos, não fazer exercícios físicos nem ingerir bebidas com álcool. Uma doação pode ajudar de duas a quatro pessoas. Amostras do sangue colhido são encaminhadas para exames que detectem infecções e doenças como sífilis, hepatite B e C, Chagas, HTLV I e II. Todos os resultados são encaminhados ao doador.

Condições para doar: gozar de boa saúde; não estar tomando medicamentos nos dias anteriores à doação; ter entre 18 e 65 anos de idade; pesar acima de 50 quilos, descontando o vestiário; ter dormido pelo menos seis horas na noite anterior à doação; não ter ingerido bebida alcoólica nas últimas 24 horas; não estar em jejum.

Quem não pode doar: portadores de doenças infecto contagiosas como chagas, malária, hepatite e Aids ou doenças sexualmente transmissíveis; parceiros sexuais de pessoas infectadas pelo HIV; pessoas que fazem uso de drogas injetáveis; mulher grávida, amamentando ou que teve aborto nos últimos três meses. 

Doar sangue salva vidas. Informe-se no hemocentro ou no posto de saúde de sua cidade


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