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Olimpia, 19 de Novembro, 2017 - 23:16
Rio é uma pequena parcela de um país governado por canalhas?

Do Conselho Editorial

Esta semana foram submetidos a prisão preventiva e afastados de seus mandatos, os deputados estaduais do Rio de Janeiro, Jorge Picciani, Paulo Melo e Edson Albertassi, todos do PMDB.

Cinco desembargadores do TRF-2 (Tribunal Federal da 2ª Região) decidiram, por unanimidade, decretar a prisão preventiva de Picciani, que é presidente da Alerj, além de Melo e Albertassi, ex-presidente da Casa e líder do governo.

Os três se entregaram à Polícia Federal na tarde de quinta-feira, horas depois do julgamento e foram levados para a mesma cadeia em que está o ex-governador do Estado, Sérgio Cabral (PMDB) preso há exatamente um ano.

Atendendo ao pedido do MPF (Ministério Público Federal), os integrantes da 2ª instância consideraram que os delitos pelos quais os três peemedebistas são acusados: corrupção, associação criminosa, lavagem de dinheiro e evasão de divisas são crimes continuados e, portanto, configurariam o flagrante.

Desvios de milhões dos cofres públicos em um Estado que se encontra em estado de falência, não conseguindo honrar compromissos previdenciários e folha de pagamento de funcionários públicos.

Na Assembleia Legislativa do Rio, nos bastidores se articulou um movimento para livrar o Presidente e os deputados da cadeia e anulando o afastamento dos peemedebistas.

Nestas horas, a canalhada que consegue se aperfeiçoar em cada ação reprovável levantou a tese que se o Senado pode suspender sanções judiciais impostas a Aécio Neves, por que a Assembleia do Rio não poderia, considerando assim que estariam respaldados por recente decisão do Supremo em situação que envolveu o senador.

Ouvido pelo UOL na quinta, sobre a situação, o ministro do STF Marco Aurélio Mello, que votou pela necessidade do aval do Congresso, na decisão sobre o caso Aécio, foi categórico ao dizer que “o que foi decidido pelo STF foi só pelo ângulo da Constituição Federal”, que diz respeito “unicamente” à situação dos congressistas, revelando-se estupefato com a situação do Rio: “Não sei como surgiu essa ideia de que nossa decisão abrangeria deputados estaduais, e quem sabe até vereadores. Eu fiquei pasmo”, comentou.

A Assembleia manobrou, manipulou, tentou impedir a participação popular, a polícia reprimiu e no final como Brasil é Brasil, em um momento que deveria envergonhar a maioria, como vergonha é privilégio de minoria, a maioria dos deputados cariocas votou favorável a soltura dos suspeitos e lhes devolveu o mandato.

O Rio, em plena crise, provocada, entre outras coisas, pelo extenso volume de corrupção das instituições que deveriam administrá-lo, com um ex-governador na cadeia e outro esperando a vez, agora tem, dirigindo a Assem­bleia um presidente que mancha a já deteriorada imagem daquele Estado.

Todos têm direito a defesa, o devido processo legal respeitado, contraditório e tudo quanto explicita a Constituição e os diversos códigos, porém, o cinismo da classe política chegou a um patamar que toda denúncia que os cerca, mesmo que não seja verdadeira, passa a ser no imaginário popular.

E, no caso do Rio, a questão é mais contundente em razão da insegurança total que toma conta daquele Estado e a impressão de que a bandidagem tomou conta de tudo.

No entanto, acreditar que o que acomete aquela cidade no tocante a classe política é pureza pura, ignorância, ou má fé e o que deveria constranger é o grande número de defensores de prisão perpétua e pena morte, em momento algum lembrar, que a pena de morte existe e é aplicada todos os dias nas ruas do pais e só atinge os P de pobres, pretos e putas, excluindo o principal que forma a palavra políticos.

 



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