iFolha - Os políticos e a síndrome do avestruz

Ifolha - Folha da Região


Olimpia, 20 de Janeiro de 2018
ÚLTIMA ATUALIZAÇÃO: 18/01/2018
REGISTRE-SE
SUGIRA O SITE PARA UM AMIGO

 


Notícias
Arte e Cultura
Cidades
Comportamento
Economia/Turismo
Educação
Esportes
Falecimentos
Geral
Justiça
Polícia
Política
Saúde
Entretenimento
Bastidores/TV
Beleza
CD/Dicas
Cinema
Classificados
  - Casas
  - Carros
  - Motos
  - Diversos
Culinária
  - Doces
  - Salgados
Datas
Dicas
Empresas
Horóscopo
Humor
Livros
Notícias/TV
Novelas
Perfil/TV
Social
Viagem
Viver Bem
Opinião
Artigos
Coluna do Arantes
Coluna do Ivo
Editorial
Zanoliando
Rádio / TV
Olímpia FC - TV
Radio iFolha
TViFOLHA

Ifolha

Olimpia, 18 de Junho, 2017 - 19:31
Os políticos e a síndrome do avestruz

Rapidinhas

* Quem brilhou no julgamento da chapa Dilma/Temer foi mesmo o ministro Herman Benjamin (TSE) Elegante e inteligente em sua fala, botou o sr. Gilmar Mendes no chinelo.


* E mandou, diretamente, esse recado pro presidente do TSE: “As ditaduras cassavam e cassam quem defende a democracia. O Tribunal Superior E­leitoral cassa aqueles que vão contra a democracia. É uma enorme diferença.

* Gente! Gente! Como andam esquecidos os políticos. Na­da viram, nada sabem, nada ouviram. Amnésia total (aliás, há certas coisas que é melhor nos esquecermos delas, não é?).

* Sabem por que o Temer não pagou a viagenzinha que fez  no avião de Joesley Batis­ta?Porque não sabia de quem era a aeronave. Muito simples: bastava perguntar.

* Joesley desmentiu o então vice-presidente. Diz que Temer ligou para agradecer as flores que foram enviadas à aeronave (sic).

* E o PSDB continua em cima do muro. Não sabe se de­sembarca ou não do falido governo Temer. Muito falató­rio, ameaças (de desembarque) e... nada.

* Doria não sossega. Acha-se o suprassumo da política (podre!) brasileira. Diz que “o nosso inimigo é o PT, o inimigo do Brasil”.

* O PT pensa o mesmo do PSDB. Coincidência, não?

* Doria quer que o seu partido continue agarrado a qualquer custo ao governo moribundo de Michel Temer.

Outras Notas

* Vergonhoso o resultado do julgamento da chapa Dilma – Temer. Um desastre total para a imagem do TSE e um desser­viço às futuras campanhas políticas. O caixa dois ficou institu­cio­nalizado (oficialmente) na decisão dos senhores Gilmar Mendes Napoleão Nunes Maia Filho, Admar Gonzaza e Tar­cí­sio Vieira.

* Ao pedir que os colegas não ignorassem (desprezassem) provas consistentes colhidas no processo, o (sereno, plácido...) ministro Herman Benjamin lançou a frase lapidar. “Eu recuso o papel de coveiro de prova viva. Posso até participar do velório, mas não carrego o caixão”. Pano rapidinho...

* Amigos para sempre! Ba­ra­ck Obama e Justim Trudeau (primeiro-ministro do Canadá) continuam muito amigos. Obama visitou Justin na semana passada e jantaram num dos restaurantes preferidos de Trudeau em Montreal,Canadá.

O jovem primeiro-ministro mandou recado, via Twitter, agradecendo a visita do ex-presidente dos EUA ao Canadá.

* James Comey, ex-diretor do FBI, foi demitido pelo presidente Trump. Comey disse que a demissão ocorreu porque investigou a interferência (suposta) da Rússia na eleição americana.

* O presidente Trump pediu (há um documento que confirma a atitude de Trump) que Comey pusesse fim na investigação acerca de um conselheiro de segurança nacional de quem se suspeitava estar em contato com a Rússia durante a campanha eleitoral nos Estados Unidos.

* Um pé atrás! Temer anda de olho em Rodrigo Maia – acompanha com interesse total (“de perto”) as idas e vindas do rapaz.

* Maia explica que está empenhado em recompor a aliança que o conduziu à presidência da Câmara, no intuito de aprovar as polêmicas reformas, olhos da menina de Temer, enquanto continua (está) presidente.

* Com um pé atrás, Temer confia nas boas intenções de Rodrigo Maia.

* Assim não dá! O sr. Edson Fachin, ministro do STF, quer ser afastar do caso JBS.

* Levou ao plenário do Supremo Tribunal Federal pedido nesse sentido.

* A PGR vai emitir parecer favorável à permanência de Fachin na relatoria do escabroso (escandaloso) caso JBS.

* Vem delação premiada (“colaboração premiada”) do sr. Antonio Palocci. Na mira “decisões de Carf, venda de Medidas Provisórias e informações privilegiadas (privilegiadíssimas!!!) a respeito de juros e operações do Banco Central, a fim de equilibrar o câmbio”. É o fim, senhoras e senhores.

* A bala está na agulha: possível delação do sr. Guido Mantega. Meu Deus, não escapa um???

Certas Notas

* Seu Henrique Meirelles (Fazenda) afirmou, em reunião na França, que a crise brasileira é passageira. E é política. “As reformas vêm aí”, disse o ministro.

* E mais: que fica, sim, no cargo, seja qual for o presidente da República (“não importa quem seja o presidente”).

* A crise, sr. Meirelles, não é política, é de falta de honestidade, ética, responsabilidade na condução da coisa publíca adotada no pais, muito mais politicalha do que política, comandada por grupos de oportunistas, de corruptos e destruidores do país. “Políticos” que não respeitam o povo que (equivocado) os elegeu. Fazem o que querem, desrespeitam as leis vigentes no país e não se envergonham de mais nada. Acreditam ser os donos do poder. Não percebem que, como tudo na vida, são passageiros, que seus cargos são delegados pelo povo e que, no mínimo, deveriam honrar os votos que receberam (alguns nem receberam, na prática), os votos que pensam que possuirão ad eternum. A saída, senhores e senhoras, onde está a sa-í-da?

* D. Sandra Cavalcanti iluminou o julgamento da chapa Dilma/Temer: “O julgamento deveria ser uma batalha jurídica, uma aula de análise técnica concreta.” De concreto, disse Ca­valcanti, uma farta documentação do maior es­teli­o­nato eleitoral de que se tem notícia. Por isso mesmo, digo eu, a chapa só poderia ser cassada. Não havia outra saída. Mas... seu Gilmar Mendes e mais três “obscuros” (com todo o respeito, é claro) ministros já estavam prepa­ra­­díssimos para absolver o presidente Temer. Nós merecemos!

* Seu Gilmar Mendes disse que é preciso moderar a sanha cassadora, porque se coloca em jogo o valor do mandato, da manifestação popular. Recadinho para quem, sr. Mendes?

* O que é preciso moderar, atacar, exterminar é o mau hábito da corrupção, a cultura de se levar vantagem em tudo, a antiética política exercida em baixíssimos níveis e o desejo doentio (às vezes) pelo poder a qualquer custo.

Quaisquer Notas

* FHC sugere a Temer em carta, publicada no site do jornal O Globo, que antecipação de eleições seria um gesto de grandeza.

* Gesto de grandeza é tomado por iniciativa da pessoa em questão (no caso o teimoso presidente Temer,que parece não dar a mínima pro povo brasileiro). Não a pedido ou sugestionado por uma outra pessoa.

* Com tantas pérolas, o tucano-mor, FHC, deu uma bola dentro. Fez um gol de placa. Ninguém sabe, porém, com que intenções políticas. Mas...

* A Justiça Federal está investigando se reforma na casa da filha de Temer foi pago com dinheiro público via JBS/via coronel Lima. Já encontrou alguns indícios de que a coisa foi “mal feita”.

* Lisboa é a cidade do momento na Europa. Linda, segura (o nível de violência é bastante baixo. Não há casos de terrorismo). Brasileiros (profissionais e estudantes que querem deixar o Brasil) chegam à terrinha todos os dias. Para lá trabalhar e morar (vão de mala e cuia mesmo). Conseguir trabalho em Lisboa, porém, não é fácil.

* A cidade do Porto também é uma excelente pedida. Em alta na agenda de brasileiros, a capital do país e outras cidades portugueses.

* A comida é excelente, e o clima no verão é parecido com o do Brasil. Salve Pessoa, salve Saramago, salve o fado, salve Amália Rodrigues...

Cumpadres

Bom-dia, meus queridos amigos. Faz frio, a política anda em baixa total (não tem como ser mais baixa) e os políticos (em geral) todos desacreditados, sem nenhuma credibilidade. Enfim, la nave va... Para onde ninguém sabe... Vocês sabem?

Cortina

* Tiro no pé! Com o objetivo de mostrar força política (“liderança, em 2020, forte e estável”), a primeira-ministra Teresa May convocou eleições antecipadas (só seriam realizadas, e, 2020 de acordo com o calendário de eleições no Reino Unido). Saiu perdendo. As urnas não lhe deram a resposta que ela queria. O número de parlamentares conservadores caiu.

Cumpadres 2

* D. Margareth Gaetan, bom dia. Parabéns a todos que emprestaram o seu brilho para que a manhã de sábado fosse realmente um momento especial. Devemos reverenciar sempre as pessoas que são para nós e para a sociedade referência e inspiração.

* Da terra! A comunidade da escola professora Maria U­baldina de Barros Furquim reuniu-se no sábado (10/6) para homenagear sua patrona. Paulo, Regina Furquim e filhos, inclusive uma neta de Regina, foram receber as homenagens simples, mas tocantes, à mestra Maria, professora que marcou a história da educação olimpi­ense. “O Café entre Amigos” proporcionou momentos de confraternização, encontros e avivou a nossa memória (a única forma de trazer o passado ao presente. E assim se fez na manha fria de junho).

* Eu também me senti homenageado: três alunos leram poemas de minha autoria para homenagear a patrona da escola (pura emoção!).

* A professora Adelaide Peres comandou a apresentação de alunos do projeto “Culto à Bandeira”, os quais emocionaram a todos com belas apresentações musicais.

* Foi uma manhã linda, de paz, de lembranças agradáveis, de reflexão. E de um belo ca­fe­zinho preto e uma chocola­tada que ajudou a esquentar ainda mais  nossos corações já tomados pelo calor da homenagem (emocionante) in memoriam à estimada, querida mestra Maria Ubaldina de Barros Furquim.

Cumpadres 3

A coluna de hoje é em homenagem à memória da elegância, da finesse, da competência de dona Maria U. de Barros Fur­quim, Homenagem extensiva a seus familiares.

Na Ponta da Língua (Corrigindo frases)

1.Luis Roberto Barroso, ministro do STF, escreveu. “Acadêmico negro de primeira linha” a respeito do eminente ex-ministro Joaquim Barbosa. Teve depois que dar explicações a respeito da ambiguidade (dupla interpretação) de seu texto.

2.“Primeira linha”, segundo Barroso, se referia a “acadêmico” e não a “negro”. Pediu desculpas por ter de forma invo­lun­tária e inconscientemente reforçado um estereótipo racista”. Como se diz, hoje, o sr. Barroso foi politicamente incorreto.

3.Se o acadêmico fosse branco, provavelmente, Barroso diria: “Acadêmico de primeira linha”.

4.Se fosse índio, diria Sua Excelência, o ministro Barroso”: “Acadêmico índio de primeira linha”.

5. Provavelmente, diria também “Acadêmico homossessual (claro, se tivesse coragem) de primeira linha”. Se fosse o caso.

6.Na verdade, a frase, pela mea culpa de Barroso, poderia ser modificada (reescrita) para a seguinte forma: “Acadêmico de primeira linha negro”. – que ainda não ficaria tão bem.

7.Na verdade, o ministro deveria ter dito apenas: “Acadêmico de primeira linha” ou “Joaquim Barbosa é um acadêmico de primeira linha”.

8.A palavra negro não cabe no texto. Extrapola-o. E acaba gerando a confusão que gerou, por conta, reitero, da dupla possibilidade de leitura.

9.Sempre muito cuidado, quando escrevemos alguma coisa. Seja sobre o que for. Para que não reforcemos estereótipos de nenhuma espécie: racistas, machistas, sexistas e outros istas.

10.A frase desdobrar-se-ia da seguinte forma: “Acadêmico de primeira linha”; “Acadêmico negro”, o que também não melhora o sentido do texto em nada a não ser na colocação das palavras.

11.No texto, o que importa informar (comunicar) é a excelência, a eminência do sr. ministro e não a sua cor.

1.“Sair de acordos que só aumentam a burocracia e regulamentação é tirar os Estados Unidos para fora do planeta? O Trump fez bem e está realizando um ótimo trabalho contra o globalismo”.

2.O texto opinativo (de opinião) de um leitor de uma revista de circulação nacional peca por conta da redundância tirar para fora. Seria possível alguém tirar para dentro?

3.Ocorreu aí uma figura de linguagem (“força de expressão”, como disse Lula a respeito de outro assunto, ao prestar depoimento a Sérgio Moro) chamada de pleonasmo.

4.No caso, um pleonasmo vicioso como “entrar para dentro”, “sair para fora”, “subir para cima”, “descer para baixo”... Não devem ser usadas tais expressões num texto, ainda mais num texto formal.

5.Cabem na língua falada, na fala cotidiana, são expressões já cristalizadas no falar do povo (linguagem popular, norma popular).

6.O caro leitor poderia dizer “...tirar os Estados Unidos do planeta?” sem cometer a redundância desnecessária, que empobrece o texto.

7. Há pleonasmos considerados (alguns até literariamente) como construções perfeitamente aceitas na língua escrita: “viver uma vida digna”, “sorrir um sorriso enigmático”, etc.

Finalmentes

Pra terminar, bons versos de Cecília Meireles e Drum­mond: Eu canto (eu escrevo) porque o instante existe / E a minha vida está completa / Não sou alegre nem sou triste: / Sou poeta.

Bom-dia, meus caríssimos amigos. A vida é bela. “E mais seia não fossem os desejos” (Car­los Drummond de An­drade). Na verdade, o poeta itabirano (glória nacional) escreveu: A tarde é azul e mais seria não fossem tantos desejos. Bom-dia a todos. Vocês, meus amigos, são o máximo! E pra finalizar Mister John Lennon: “Você pode dizer que eu sou um sonhador, mas eu não sou o único”.

Ivo de Souza é professor universitário, poeta, co­lu­nis­ta, pintor e membro da Real Academia de Letras de Porto Alegre.


Comentários - 0
Seja o primeiro a comentar
 
Ultimas Noticias
18 de Janeiro, 2018
Lavrador desfere duas facadas em instalador de antenas em Severínia - 202
16 de Janeiro, 2018
Ladrões armados levam celulares e R$ 37 mil de agência de turismo no centro em pleno meio dia - 565
16 de Janeiro, 2018
Martines acredita que grande número de viroses é consequência do tempo e aumento de turistas - 233
16 de Janeiro, 2018
Delegado acredita que primeiro homicídio do ano pode ter sido execução ligada ao PCC - 636
15 de Janeiro, 2018
Olímpia tem vacina contra a Febre Amarela em todas as UBS - 199


Compartilhe: Facebook Orkut Twitter
       






























Site oficial do jornal Folha da Região de Olímpia | Fone: (17) 3281 6432
Desenvolvido por Infinity Web Sites