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Olimpia, 27 de Maio, 2017 - 23:57
Governantes despreparados: ações atabalhoadas

* Foi Fundo! Francisco Zavascki ao comentar em seu Facebook os novos escândalos: “Não tenho como não pensar que não mandaram matar o meu pai!” Francisco é filho do ex-ministro do Supremo Tribunal Federal, morto em acidente de avião em, Parati.

* 24,4 bilhões! Esse o valor dos saques das contas inativas do FGTS. Na verdade, o montante superou os R$ 24,4 bi. O dado foi fornecido pela Caixa Econômica Federal. O dinheiro, certamente, chegou em boa hora para muitos brasileiros. E deve ter dado um folegozinho para a nossa combalida economia.


* Lamentável, sob todos os pontos de vista a forma como a polícia atuou para “acabar” com a Cracolândia.

* A Operação foi atabalho­ada, mal executada. Um exem­plo a não ser seguido por nenhuma outra cidade que tenha o mesmo gravíssimo problema: de uma questão de saúde pública.

* Faltou habilidade, conhecimento e preparo da equipe que “trabalhou” para expulsar do local usuários e traficantes. Tudo transcorreu como não devia.

* Os moradores da Craco­lândia agora estão espalhados pelas ruas e praças nos arredores da maior vergonha a céu aberto da cidade de São Paulo.

* Agora, estabeleceu-se um corre-corre: os moradores da Cracolândia (“que acabou”) são perseguidos pela polícia. Já se fala de mínis Cracolân­dias. Um grupo aqui, outro acolá, a Cracolândia não acabou, sr. Doria. Apenas mudou-se para outros lugares.

* Sem falar de uma máquina da prefeitura que, ao derrubar uma parede de um dos prédios da região, feriu três pessoas que lá moravam. Pessoas trabalhadoras que nada tinham a ver com os infelizes (sim, infelizes!) que definham na mais feia área de São Paulo, onde traficantes e usuários de drogas ergueram um verdadeiro cenário de horror.

* E se Temer cair? O sucessor imediato, segundo a Carta Magna, é o sr. Rodrigo Maia, presidente da Câmara. Se Rodrigo estiver impedido, por ter sido citado na Lava Jato ou por outro motivo, o bastão fica com o Eunício Oliveira, o Índio da Lava Jato. Se Oliveira for impedido por quaisquer motivos, a próxima pessoa na linha de sucessão é a sra. Cármen Lúcia, presidente do STF.

Uma outra hipótese são as eleições indiretas, previstas na Constituição em caso de vacância do cargo.

* O mandato do sucessor de Temer (se for o caso) é de 30 dias após a cassação; depois desse período, devem ser con­vocadas eleições. Se indiretas, devem ser convocadas pelo presidente do Senado. O candidato deve ser eleito com a maioria absoluta dos votos (50% mais 1 voto).

* Caso não ocorra o previsto em lei, o Congresso vota pela segunda vez; não tendo alcançado o candidato a maioria absoluta dos votos, vota-se pela 3º vez – as três votações devem ser realizadas em uma única sessão. O vice presidente também deve ser eleito juntamente com o presidente (em uma dessas sessões).

* Todos os 513 deputados e os 81 senadores podem votar, ainda que réus em processos criminais. Os condenados em 2º instancia não podem votar.

* Eleições diretas! Há três possibilidades para eleições diretas: Emenda Constitucional do mandato (no caso da cassação da chapa Dilma/Temer pelo TSE) e aplicação da lei 13.165 – que já foi aplicada no Amazonas. Tramita no STF a Ação Direta de Inconstitucionalidade (AD) contra tal lei.

* A lei, no caso, não se aplicaria à Presidência da República. A matéria, aqui, é regulada pela Constituição Federal.

* Hà um projeto de Emenda Constitucional (227/2016) que prevê eleições diretas para presidente da República, quando faltarem mais de seis meses para o fim do mandato (caso haja vacância da Presidência e da  Vice-Presidência). A PEC é de  autoria do deputado Miro Teixeira (Rede-RJ).A aprovação do projeto (que prevê eleições diretas) está nas mãos da Comissão de Constituição e Justiça da Câmara.

* Substituição de Temer! Qualquer cidadão brasileiro pode substituir (se for o caso) Temer, desde que obedeça aos critérios da Lei de Ine­legibilidades: ter ao menos 35 anos, ser brasileiro nato; estar filiado a um partido há, no mí­nino, 6 meses; não estar exercendo cargo executivo público.

* O mandato de um presidente tampão (caso haja a cassação da chapa Dilma/Temer) vai até 31/12/2018, ou seja, o restante do mandato; o presidente, com mandato tampão poderá concorrer a um novo mandato – que seria contado como uma reeleição.

Fonte: Revista Época, edição 987, 22 de maio de 2017.

* Fernando Henrique Cardoso voltou a falar na legalização (descriminalização) das drogas.

* Seu Geraldo Alckmin e João Doria não andam tão em sintonia quanto querem fazer crer. Em entrevista coletiva sobre a Cracolândia, a discor­dância entre ambos ficou clara.

* Alckmin disse que “não devemos ir prendendo as pessoas e internando-as compulsoriamente”. Doria olhou o companheiro tucano como se não esperasse a declaração do governador. Surpreso.

* Alckimin, depois, deu uma contornada no mal-estar causado pela declaração não esperada por Doria.

* Lá como cá! Assim como Lula, Mr. Trump anda culpando os outros pelos seus infortúnios. A grande culpada é a mídia.

* “Esta é a maior caça às bruxas a um político na história americana”. (Donald Trump)

* O Brasil não pode ficar refém dos caprichos do sr. Michel Temer.

Lá como cá!2: A crise por que passa o governo Trump agravou-se depois que o presidente norte americano foi acusado de obstruir investigações do FBI – de que pode ter havido um conluio entre coordenadores da campanha presidencial à Casa Branca com a Rússia. Trump se diz vítima de perseguição...

* Andou em moda, num certo período da política brasileira, um ferrenho e odioso patrulhamento: a intolerância com quem pensava diferente era absoluta e irrestrita.

* Em março, o escritor esquerdista (digamos assim) Ri­cardo Lísias fechou parceria pa­ra lançar o seu livro com o editor Carlos Andrezza, que professa, declaradamente, o ideário (a ideologia) conservador. Foi bombardeado por usuários contumazes das redes sociais.

* Lisias, pressionado por pessoas intolerantes, teve de fazer declarações públicas pura reiterar seu posiciona­mento político. É o chamado patrulhamento ideológico, uma praga que se manteve nas trevas da ignorância e da convardia, mas que, na verdade, nunca foi extinto.

* Lá no Cine PE! Sete cineastas retiraram seus filmes do Festival de Cinema de Pernambuco. Bastou que a lista de filmes da mostra fosse publicada.

* Causa da debandada: dois filmes (O jardim das aflições,  um documentário sobre o filósofo conservador Olavo de  Carvalho e Real – O plano por trás da História) que abordavam temática “ligada a valores tradicionais ou à esquerda tucana (o que vem a ser isso, vocês sabem? dos anos 1990.

* Alegaram os cineastas (diretores) desistentes (dissidentes, digo eu) que o festival estava “alinhado à direita conservadora e a grupos que com­pactuavam e financiaram o golpe ao estado democrático de direita ocorrido no Brasil m 2016”.

* Josias Teófilo, idealizador de O jardim da aflições falou: “É assustador, é patrulhador mesmo”. Disse que seu trabalho foi boicotado. Segundo ele, uma campanha foi orquestrada por diversos colegas para que boicotassem seu trabalho.

* Teófilo disse que o teor do filme (o problema, senhoras e senhores, é o “teor” do filme) dificultou até a contratação de profissionais para tocar “a empreitada”.

* É como já dissemos: O radicalismo, que gera a intolerância (em todos os setores da sociedade) e a polarização que “emburrece o país e invibializa o diálogo” o entendimento deve ser combatido. .

* A polarização é um caminho fácil para se chegar ao patrulhamento ideológico (e daí para outros patrulha­mentos!), expressão cunhada por Cacá Diegues no anos 1970.

* É preciso criar pontes, não erguer muros, sinônimo, hoje, de ignorância, egoísmo e isolamento social e político.

Seria bom que todos soubessem que o senso crítico (o bom senso) prevalece sobre o senso comum, que pudessem todas as pessoas, desde a infância, saber que uma moeda tem muitas faces e que o melhor de um texto é aquilo que não se explicitou nas linhas negras do papel, mas está escrito com todas as letras nas entrelinhas. Essa escrita “oculta” revela o próprio sentido do texto, é, enfim, a melhor parte do que foi escrito (e lido).

Reflexão

“Patrulha é pura intolerância e falta de visão. A gente tem de prevalecer sobre o raciocínio dual. Em vez de querer pensar, as pessoas querem se precaver da descoberta e se apegam às categorias mais rígidas possíveis” (Carlos Al­berto Messeder, antropólogo, coautor do livro Patrulhas ideológicas).

Cumpadres

“O que a memória ama, fica eterno” (Adélia Prado)

Bom-dia, meus amados alunos do curso de Administração da Eduvale, turma de 2002. Organizou um grupo de alunos uma homenagem aos professores da turma. Só faltaram, literalmente, nos pegar no colo. Foi um turbilhão de afagos,carinhos, abraços afetuosos e apertados. Foi no dia 20/5, no Realizare. Organização impecável do começo ao fim da bela festa. Cilene, Roseli, Luís Fernando, em nome dos senhores só posso dizer obrigado  a todos os alunos. Estou feliz até agora com tanto respeito, tanto zelo, tanta cordialidade, tanta generosidade Uma noite (linda!) feita de paz, fraternidade, companheirismo e respeito. Amo todos vocês. Amauri Cazarine, um abraço do fundo do meu coração. Um abraço a todos. Deus lhes pague e os abençoe. Amo todos vocês. Bom-dia!

Cortina

“Tem que ser um que a gente mata ele antes de fazer delação”. (Aécio Neves, ao referir-se a quem pegaria as malas da corrupção (dinheiro e mais dinheiro) em gravação com o “espertinho” Joesley Batista, da JBS.

Em tempo: O advogado do sr. Aécio diz que o ilustre senador (?) falou em matar “por brincadeira”.  É o fim, senhoras e senhores! É tudo brincadeira!!!

Cortina 2: Só uma perguntinha: Por que é o que o governo não cobra dos tubarões os milhões que devem à Previdência?

Na Ponta da Língua

Grafia e sentido de algumas expressões:

1. habeas corpus = que tenhas teu corpo (ao pé da letra), sem hífen;

2. Mas: o habeas-corpus;

3. Tampouco = também não; nem. Não estuda tampouco trabalha.

4. Tão pouco = muito pouco. Estudou tão pouco que não passou nas provas vestibulares.

5. Através de = por dentro de, por entre,  de um lado a outro; no decorrer de):

A luz da lua passava através da vidraça.

A luta de classes permanece através dos anos, através dos séculos.

Obs.: Use através de e não através a.

Conclusão: Não use através de, quando se pretende o sentido de por meio de, por intermédio de.

Ivo de Souza é professor universitário, poeta, colu­nista, pintor e membro da Real Academia de Letras de Porto Alegre.


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