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Olimpia, 22 de Abril, 2017 - 18:54
A Escola deve pensar sim! E pensar tudo!

Rapidinhas

- O movimento Escola sem Partido (uma besteira total!) anda extrapolando o bom senso e os seus próprios limites.


- O Movimento quer leis em todos os níveis governamentais para impedir a doutrinação ideológica  a esquerdista de preferência  na educação dos alunos das escolas brasileiras.

- Fernando Holiday incomodou o secretário de Educação da prefeitura, o sr. Alexandre Schneider, ao fazer visitinhas - surpresa (em que país esta­mos, senhoras e senhores?) para fazer uma inspeçãozinha no conteúdo ministrado nas salas de aula das escolas municipais paulistanas.

- O sr. Holiday, vereador do DEM, é defensor do projeto (autoritário) e um dos coordenadores do MBL (Movimento Brasil Livre).

O secretário Schneider avaliou a intromissão: abuso e intimidação dos professores. Que Brasil livre é esse que o sr. defende, sr. Holiday?

- Seu João Doria tentou pôr panos quentes na situação (como bom tucano ficou em cima do galho, ou melhor, do muro). O DEM, partido do estouvado vereador, integra a base de apoio partidário ao sr. “João Trabalhador”.

- Em tempo: O sr. secretário de Educação do sr. Doria chegou a pedir demissão. Não se sabe bem por que recuou.

- O que quer o Escola sem Partido? Podar a autonomia dos professores, podendo levá-los a autocensura? Patrulhamento ideológico? De nenhum lado.

- O que cabe, aqui, é um remedinho eficaz desde que o mundo é mundo: bom senso, sr. Holiday. Bom senso! Ou seja, segundo a filosofia, a aplicação correta da razão para julgar ou raciocinar em cada caso particular da vida.

- O que a educação brasileira necessita, urgentemente, é de bons professores (investimento na formação desses profissionais é fundamental). Professores que saibam lidar com as mais diversas idéias de maneira segura e ponderações (argumentações) consistentes. Mostrar ao aluno que uma moeda tem muito mais do  que apenas duas faces, que o mundo não se resume, e nem pode, a uma visão maniqueísta e, muito menos, manipuladora.

- Um “leque” quanto mais aberto melhor, “de idéias” deve ser apresentado ao aluno, ideias sempre decorrentes dos conteúdos ensinados entre as quatro (tristes!) paredes de uma escola que precisa ser melhor, diferente. Há também a possibilidade de se trabalhar com os chamados temas transversais.

Outras Notas

- Na visita (inútil) que o sr. vereador fez às escolas, por que não procurou dialogar com os senhores professores sobre como andam seu salário, as condições em que estão lecionando, os problemas enfrentados com o possível desinteresse e indisciplina dos alunos, se o material didático usado pelos docentes é de boa qualidade e “otras cositas mas”...? Não fazer com que a estouvada visita ganhasse ares autoritários, constrangedores e policia­lescos. Será que o sr. Holiday tem medo da escola que pensa? Que pensa, inclusive, a situação política do Brasil? Ontem e hoje?

- Um país de partidos! O Brasil tem, hoje, 35 legendas oficialmente e legalmente registradas: uma verdadeira sopa de letrinhas; muitas não significam nada, mas, por um motivo ou outro, estão aí.

- Na fila, esperando registro, mais 56. Um absurdo sob todos os pontos de vista, uma aberração do mal costurado sistema político brasileiro. Antiquado, corroído, desgastado.

- Essa infinidade de partidos é um prato cheio para os “políticos” oportunistas. Trocam de partido à luz de seus interesses (alguns escuros) pessoais e, muitas vezes, abrigam-se em legendas com as quais nada tem a ver ideologicamente.  Usam-nas como uma muleta na medida em que delas necessitam.

Mais Notas

- Pois eu, seu Zé, pois é... O problema da inflação (inchaço) de notas escolares veio à baila – fenômeno não estudado no Brasil, mas bastante e seriamente debatido nos EUA e Reino Unido, normente quando  se aborda o ensino universitário. É, as universidades desses países estão preocupadas com a inflação de notas – como se o professor fosse um Papai-Noel distribuindo presentes de fim de ano (o duro é que o problema ocorre durante o ano inteiro).

- Mais de 60% das notas aplicadas na famosa Yale já estão no patamar de um A- ou A.

- Tom Nichols, autor do livro A morte da Expertise (“The Death of Expertise”), encontrou uma explicação plausível para o fato: o fenômeno (inflação de notas nas universidades) é consequência do chavão que se estabeleceu em algum momento da história recente de que “o cliente sempre tem razão”. Máxima com a qual não concordo quando o contexto é uma escola, uma universidade, ou seja, o campo da educação.

- O aluno precisa sempre ser “retirado de sua zona de conforto” (expressãozinha batida, sô), ou seja, de seu comodismo. Precisa ser incomodado (estimulado, motivado, desafiado, instigado) pelo professor, no bom sentido, é claro. Se a vida incomoda, por que o professor não pode fazer o mesmo? Com acomodação não pode existir aprendizado.

Certas Notas

É o fim da picada! A United Airlines arrancou, com violência, um passageiro que ocupava uma poltrona (em um de seus voos superlotados), para acomodar um funcionário da empresa.

- O rapaz foi arrastado (ensanguentado) pelo corredor do avião por uns bruta­montes (a mando da campa­nhia logicamente). Um desrespeito ao passageiro que recebeu tratamento digno do tempo das cavernas de uma das maiores companhias aéreas do mundo.

- O presidente da Airlines, Oscar Muñoz, pediu desculpas (como se pedir desculpas num caso assim resolvesse alguma coisa) por ter de reacomodar os clientes. Não da forma como a campanhia agiu. Desrespeito pouco é bobagem. E violência é o de não precisamos nesta vida.

- Marina Silva não ata nem desata na questão candidatura à presidência da República pela Rede Sustentabilidade em 2018. Marina parece tranqui­la. Tranquila até de mais.

- Irritados estão seus correligionários com a indecisão e a demora de Marina em assumir tal pretensão. Acreditam que quanto antes o presidenciável se apresente como candidato, maior visibilidade ele terá e maiores chances de fazer uma campanha sólida, firme e consistente. D. Marina, d. Marina, cavalo só passa arriado uma vez... Acham os correligionários de Marina que ela está perdendo o bonde. Aguardemos.

Qualquer Notas

- Alguns delatores da Lava Jato estão aproveitando para mostrar pessoas inconse­quen­tes, gaitas e cínicas. Mas também esperar o que dessa gente?

- Fazem gracinha, riem e até gargalham quando contam a sujeira que ajudaram a acumular debaixo dos tapetes odebrechetianos. Parece que estão contando inocentes historinhas da Carochinha. Sem o menor pudor, sem nenhum constrangimento. Não são nem um pouquinho melhores do que os políticos que corrompiam com milhões de reais, comprando as leis brasileiras, as medidas provisórias.

- Ao vê-los depondo (delatando), chega-se a se a sentir nojo. Ô gente suja!!!

- Seu Emílio, respeita o povo brasileiro e os seus próprios cabelos brancos. Não custa nada. O que custou muito ao povo brasileiro foi o esquema de corrupção armado pela empresa de Vossa Senhoria. E custará ainda por muito tempo.

- Refresco! Os craques Paulinho da Viola e Marisa Monte fazem show juntos – de maio a junho – em Sampa, Belzonte e Rio de Janeiro. Um desses encontros a não se perder por nada deste mundo.

- Altas tecnologias. Andam acontecendo (ou sempre aconteceram de uma outra forma?) coisas estarrecedoras na telinha.

- Há um jogo na internet que propõe coisas anormais (?) e, por isso, absurdas aos seus seguidores.

- No jogo “desafio da baleia azul” é preciso que o interne­teiro cumpra 50 provas: os malucos de plantão devem pegar as provas às 4h 30 (madrugada) – ficar 24 horas sem dormir assistindo a “belos” filmes de terror; passar o dia sem falar com ninguém, furar-se com agulhas ou tatuar a faca (e a sangue frio) o desenho de uma baleia azul no braço. O participante tem de postar as marcas da prova (vídeos que comprovem a façanha). Caso contrário, é deletado do grupo.

- Em tempo: A última fase do jogo é bastante original: atirar-se do alto de um edifício. As baleias azuis costumam, dizem, “suicidar-se” na praia. Essas provas, meus senhores e minhas senhoras, são apenas desafios. Diversão de quem não tem nada melhor a fazer.

- Esse tipo de jogo ganha casa vez mais seguidores na Rússia e adolescentes de outros países europeus.

- Marcelo Coelho, Um degrau por vez, C6 ilustrada, quarta-feira, 12 de abril de 2017, finaliza assim o seu texto (assustador): “Ferir a criança, cortando o próprio braço; não atirar-se do alto de um prédio, mas jogar lá de cima aquilo que já se foi. Crescer, por vezes , pode se um desafio radical demais”. Para uma legião de adolescentes uma coisa pra lá de natural. Algo irado, sinistro, cara!. Piedade, Senhor, piedade dos jovens do mundo inteiro. Inseguros, desprotegidos, insatisfeitos, vazios, dependentes e, tristemente, perdidos num mundo tecnológico, mas desumano.

Na ponta da língua

- As compras realizadas pela empresa até o momento são da ordem de R$ 2 bilhões. As participações dos sócios da firma na aquisição de certos produtos são importantíssimas para o fortalecimento da empresa.

- A participação dos sócios é importantíssima. Se uma propriedade se refere a sujeitos diversos, deve manter a palavra no singular. Rogério Ceni optou pelas entradas de Rodrigo Caio e Felipe Melo.

- Pela entrada. Vários possuidores, a coisa possuída fica no singular, inclusive partes do corpo (se unitárias) ou atributos das pessoas.

- A moça deixou todos da plateia de bocas abertas. (boca aberta)

- Os nossos corações elevemos ao alto. (o nosso coração)

A direção da polícia vai investigar as mortes das crianças por bala perdida (a morte)

Tudo o que for unitário no singular.

No plural, porém: as mãos, os pés, os rins, os pulmões, as pernas, as orelhas... (Pesquisa: Revista Língua Portuguesa, Ano I, nº 5, 2006, p.50).

Cumpadres

Bom-dia, meus caríssimos amigos. A vida é bela. “Se não guardo nem dinheiro, como vou guardar rancor”? Pano rapidinho. O bom da vida é guardar o amor, a paz, o respeito e a solidariedade.

Cortina

Será que o sr. vereador Holiday quer ver a sua ideologia nas escolas e não a dos outros? Nossas crianças e jovens não merecem certos políticos. O Brasil, na verdade, não merece certos políticos. Nem estes merecem o país (e o povo) extraordinário que temos. E estamos conversados! Pano rapidinho! Apaguem o quadro-negro. Fechem a porta e apaguem a luz (os últimos que saírem).

Cortina 2

A Escola deve pensar sem sectarismo de qualquer espécie e sem paixões político-partidárias doentias. A vida pode ser mais bela. E inteligente.

Ivo de Souza é professor universitário, poeta, colunis­ta, pintor e membro da Real Academia de Letras de Porto Alegre.


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