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Olimpia, 26 de Março, 2017 - 22:56
De Cabral a Cabral

Latinfundiários

* Pois é, senhoras e senhores, lembram-se de quando seu Osmar Serraglio (Justiça) disse que índios não precisavam de mais demarcação de terras porque “terra não enche barriga de ninguém”? A frase por si só já é infeliz. O significado vai muito além do que ele disse. Há, aqui, uma visão parcial do tema, pois seu Serraglio fez a infeliz afirmação por conta de “sua visão interessada de ruralista”, segundo Marcelo Leite, Folha, 19/3.


* No Brasil, as terras privadas abocanham 53% do solo brasileiro – são 4,53 milhões de Km2, mais da metade do total de 8,5 milhões de Km2 de toda a extensão territorial do Brasil (desses 4,83 milhões de Km2 as grandes propriedades ocupam 2,34 milhões, um ponto porcentual acima das chamadas áreas protegidas.

* Parte dessa imensidão de terras privadas (propriedades particulares), conforme reza lei nesse sentido, deve ter uma reserva de vegetação natural (20% a 80% do total, conforme a localização dessas terras); áreas de preservação perma­nente (APPs) – uma área que margeia rios e riachos, um bem para os próprios produtores ru­rais: terão água para o gado e para a plantação, se preservarem como se deve essao áreas.

* Os dados referidos acima estão no Atlas da Agropecu­ária Brasileira, lançado na segunda-feira 20/3 – www.imaflora.org/atlasagropecuario.

* Desencontro! Quem está com a verdade? Os Atlas do Imaflora e da Esalq não batem com o relatório “Alcance Territorial da Legislação Am­biental e Indigenista” (2009).

* O resultado do trabalho coordenado por Evaristo E­duar­do de Miranda (Embra­pa Monitoramento por Satélite): apenas 29% do território tupi­niquim estavam disponíveis para a agropecuária. O restante, senhoras e senhores (seria), das terras era composto por unidades de conservação, terras de nossos índios, qui­lom­bos... Uma diferença brutal entre o que diz o Ima­flora e a Esalq e o relatório dos trabalhos coordenados por E­varisto Eduardo de Miranda. O novo Atlas informa que 27% são de áreas protegidas. Só 27%.

* Em tempo: Não é de hoje que os grandes latifundiários, proprietários de enormes feudos (desde as Capitanias Hereditárias? – o nome já diz tudo) batem na mesma tecla de um piano desafinado que toca sempre a mesma enfadonha ladainha da ganância desenfreada.

* Dizem sempre que o país tem áreas preservadas” em excesso – o suposto exagero (que não existe na realidade palpável de áreas protegidas) estaria prejudicando esses senhores na expansão de seus negócios.

* Na verdade, todos sabemos como são tratados os índios brasileiros. Desde a chegada de Cabral (não o Sergio, o Pedro) até os nossos confusos dias.

Outros Notas

(Tacape)

* Marina virou onça quando soube o que dissera o sr. Serraglio:

* “A não demarcação das terras é que condena essas comunidades à fome e destrói seu modo de vida”.

* E tem mais: “O presidente Temer entregou a Funai (Fundação Nacional do Índio) ao PSC, congelou seu orçamento no patamar de dez anos atrás e paralisou os processos de demarcação de terras” (um eterno problema nacional).

* Nesse pacotão de maldades contra os índios estão a não demarcação de suas terras, a violência praticada contra os primeiros habitantes (de que se tem notícia) dessas terras brasilis e a invasão de suas terras, além da destruição de sua riquíssima cultura e de sua arte e, infelizmente, das doenças que acometem as tribos – algumas levadas pelos brancos (“civilizados”).

* Em abril, índios farão uma marcha até Brasília para “gritar” pelos seus direitos. Nada de retrocesso, sr. Michel Temer. Todo o respeito (e todos os direitos) aos índios e a todas as pessoas, enfim.

Certas Notas

* Coisa estranha? Energia ruim. Fantasma? Meu Deus, é o fim do fim.

* D. Dilma morou anos no Alvorada e não resistiu à fala de Temer: Morei lá. Nunca teve nada disso. Nunca vi fantasmas. Pano rapidinho!!!

* E a tal da tela instalada no Alvorada pra segurança de Michelzinho? Um decorador não deixou barato: disse que ficou parecendo um galinheiro. Pano novamente.

* E quem nada tem a dizer, diz besteira. Seu Temer é craque no assunto.

* Pérolas! Eu espero vir aqui e dizer que toda a Paraíba está irrigada, inundada de água (de que outra “coisa” poderia a bela Paraíba estar inundada, a não ser de água?), quem sabe até uma ou outra “enchentezinha”. É o fim, senhores leitores! “Enchentezinha” é demais!

* Outra! E o sr. Rodrigo Maia não quer ficar em desvantagem em relação às pérolas de Temer e mandou essa: “É um pleito também das mulheres há muitos anos, que é exatamente não ser tratada (sic) de forma diferente” (dos homens). Seu Rodrigo falava da idade máxima (65 anos) para a aposentadoria.

* Seu Maia, ironia e gozação não caem bem quando saídas da boca de um presidente da Câmara. Pra bom enten­dedor a mensagem de Vossa Excelência é uma farpa à igual­dade de direitos entre homens e mulheres. Maia quer “induzir” as mulheres a que aceitem a mesma idade mínima dos homens para se aposentarem (65 anos). É o fim! Resumindo a ópera! Seria algo assim: se vocês querem os mesmos direitos, não reclamem, portanto...

Mais Notas

* Na verdade, seu Maia, aposentadoria aos 65 anos de idade é mais um fardo (pesa­díssimo) que a população brasileira tem de carregar. Nada a ver com direitos. Muito pelo contrário. É uma imposição.

* Mamãe eu quero ser prefeito... Pois é, seu Zé, Em um momento crítico da política brasileira, com a classe totalmente desacreditada (sobram parcas exceções), um grupo de jovens está estudando e se preparando para serem políticos – querem fazer carreira na política.

* Um grupo de alunos do curso de Administração Pública da FGV (Fundação Getúlio Vargas) estão seriamente empenhados em se preparar cada vez mais para exercer algum cargo público: vereador prefeito, ministro e até presidente da República. Estudam com afinco para disputar eleições (alguns já em 2018) e assumir cargos no Executivo e no Legislativo.

* Importante: Segundo o professor Marco Antônio Teixeira (FGV), percebe-se que há uma parcela da juventude preocupada com questões coletivas, imbuída de valores solidários e que “a decepção com a política (seria melhor dizer com os políticos, digo eu) não está sendo confundida com a negação da política”. Tese brilhante do professor Teixeira.

* Tabata Amaral tem 23 anos e um objetivo: nada mais nada menos que ser presidente do Brasil.

* Menina de família pobre, Tabata, ainda no ensino fundamental, por se destacar em olimpíadas de matemática, ganhou uma bolsa de estudos. Foi para uma escola particular.

* A longa caminhada da menina pobre acabou tendo um ponto inesperado de chegada: Harvard. Estudou astrofísica e ciência política.

* Em palestras, encontros, reuniões e debates, Tabata não esconde seu objetivo a longo prazo e o repete com fre­quência: “Quero ser presidente do Brasil”.

* Até julho, ela decide se buscará uma vaga na Assembléia Legislativa de São Paulo. Tomara que essa  juventude brilhante venha a ocupar – renovar a velha, cansada e cheia de vícios política brasileira de velhas raposas mais do que manjadas – cargos no Legis­lativo e no Executivo. Há para a política brasileira uma luz no fim do túnel. Graças a Deus.

Cumpadres

A poeta faz oitenta anos. Parabéns, muita amiga e sempre professora querida. Que as bênçãos divinas cubram a sua vida de luz, saúde e muita poesia. A coluna, hoje, é em homenagem aos seus belos 80 anos.

Cortina

* Seu Alexandre de Moraes na vaga do grande Teori Zavascki!!! Pura ironia do destino.

* Dois bicudos, diz antigo adágio popular, não se beijam. Gilmar Mendes e Rodrigo Janot ilustram perfeitamente o anexim.

* Na posse de Moraes no STF uma enxurrada de nomes conhecidos: todos citados nas delações da Odebrechet. Gente fina é outra coisa.

* Dignos de tombamento a capela de Santa Filomena e o Solar dos Miessas – que morre de descaso um pouco mais a cada dia que posse. Tanto a capela quanto o solar fazem parte da história olimpiense. Sei que há regras rígidas para que um bem imóvel seja tombado. Mas, não custa, pelo menos, tentar.

* Em tempo: Se Olímpia tem de pensar grande, por que não transformar o belo solar num centro cultural? Nada vi, até agora, nada “pensado grande” e realizado grande, nesta legislatura,nessas terras abençoadas de São João Batista. Aguardemos.

Ivo de Souza é professor universitário, poeta, colunis­ta, pintor e membro da Real Academia de Letras de Porto Alegre.


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