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Olimpia, 20 de Novembro, 2016 - 20:21
Olímpia terá 1.º casamento gay entre dois homens da história

O município de Olímpia terá a realização da prime­ira união homoafetiva, ou seja, o primeiro casamento gay envolvendo duas pessoas do sexo masculino de sua história. Pelo me­nos é o que diz um edital de proclamas divulgado pela imprensa local na sexta-feira desta semana, dia 18, pelo Cartório do Registro Civil do Município de Olímpia e Comarca.

É que de acordo com o edital de proclamas divulgado pelo oficial Robson Passos Caires, o casal formado pelo eletricista Roberto Aparecido Batista de Morais, de 31 anos de idade, morador de Francisco Morato, na região da Grande São Paulo, e pelo bancário Rogério Antônio Lopes, de 53 anos, morador de Olímpia, resolveram oficializar o casamento.

Como está registrado por esta Folha, o primeiro casamento homoafetivo de Olímpia, foi entre duas mulheres, antes da Resolução do CNJ (Conselho Nacional de Justiça), mas autorizado em fevereiro de 2013 pelo então juiz de direito da 3.ª Vara de Olímpia, Sandro Ribeiro Barros Leite.

Depois disso, a Resolução do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), anunciada no dia 13 de maio de 2013, por 14 votos a 1, determina aos cartórios que celebrem os casamentos homoafetivos, mesmo que não haja lei aprovada pelo Congresso sobre o assunto.

Antes desta decisão os casais eram obrigados a firmar um contrato de união estável, o qual não previa os direitos como herança e adoção de crianças. Os casais que quisessem esses direitos precisavam entrar na Justiça.

Agora, com a decisão do CNJ, qualquer cartório também passa a ser obrigado a realizar a conversão de união estável em casamento civil sem a necessidade de recorrer a uma ação judicial para que a decisão seja oficializada.

O que chama a atenção para o fato é que em julho de 2014, dados mostravam que a união entre mulheres predominava em Olímpia, principalmente considerando os casos até então registrados.

Por outro lado, segundo informação do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatísticas), no Censo de 2010 a cidade possuía 25 casais homossexuais.

Em 2014, maioria dos entrevistados já era favorável aos casamentos gays

Pelo menos em relação ao trabalho realizado pela reportagem naquela oportunidade, a maioria dos entrevistados se colocavam a favor dos casamentos gays, chamados oficialmente de união ho­moa­fetiva. Apenas um deles se dizia contrário e teve uma resposta direcionada para a indiferença com a questão, que ainda é considerada muito polêmica, principalmente numa cidade do porte de Olímpia.

A fotógrafa Evani Gomes Siqueira era a favor: “Eu acho que cada um segue a sua vida do jeito que bem entende. Para mim não atinge em nada. É indiferente. Respeito acima de tudo”.

A fiscal de área azul, à época, Milena Aparecida Bertoco afirmava que era a favor, mas desde que o casal seja feliz: “não tenho nada contra eles, pra mim é tudo normal, como é a gente, são eles”.

O radialista Djalma Za­noli também não se opõe: “Olha, para mim é indiferente. Isso não me afeta em nada. Acho que cada um deve cuidar da sua vida. Penso dessa forma. Se duas pessoas se gostam, pouco me importa se são mulheres ou se são homens. O importante é se gostar, se amar”.

O aposentado Aparecido Eli Bonin, também a favor, comentava: “porque nada impede que as pessoas sejam felizes com outras pessoas, se gostando. Está certo que é homem com homem e mulher com mulher, mas isso não importa. O sexo é importante para todos”.

Também a favor era a vendedora Joice de Lima Morales: “Acho que Deus deu o livre arbítrio para as pessoas escolherem o que bem entender. Se a pessoa é feliz do jeito que ela é, quem somos nós para julgar o próximo? Que sejam felizes. Eu sou a favor”.

Juliano Augusto Cane­va­roli, professor dizia: “No mundo que nós vivemos hoje, ainda mais na área que atuo, como professor, sou a favor, não posso ficar contra essa situação que está aí, mesmo com as questões religiosas dentro de cada um. Desde que a pessoa seja feliz, não importa o lado que ela escolheu. Sou a favor”.

A dona de casa Santina Batista Gonçalves também defendia a liberdade de escolha: “Acho que cada um tem que buscar o melhor, se a pessoa quer casar com um gay, não sou contra”.

A também dona de casa Tereza Marques dos Santos, em outras palavras entendia que era melhor apoiar: “sou a favor, acho que é melhor deixar assim, do que ser contra. Sou a favor, se você não aceita, se torna pior para eles”.

O motorista Santo Pal­mi­ro de Carvalho, embora não fosse a favor, afirmava que cada um deveria saber o que é melhor para sua vida: “a favor não sou não, mas não tenho nada contra, acho que cada um sa­be o que é melhor para a sua vida, cada um sabe o que é melhor pra você. Eu acho que por mim na lei de Deus, é errado. Mas fazer o quê?  Cada um sabe da sua vida, se com homem ou com mulher, acho que é problema da pessoa mesmo. Eu sou contra, mas não tenho preconceito não”.

E justificava: “Acho que na lei de Deus, já fez o homem para a mulher e a mulher para o homem. Não ambos os sexos, os sexos determinados”.

Mas o chaveiro Marcos Antônio Muniz era a favor: “Sou a favor pelo simples fato do livre arbítrio, porque a pessoa, independente do sexo, da opção sexual, ela tem todo direito de ser feliz”.

A opinião era favorável até quando se falava em adoção de filhos: “independente do que ela vai deixar de fazer. Acho que isso não afeta filhos no caso de adoção, porque acho que a criança é criada de acordo com integridade e a honestidade da pessoa. Então sou a favor”.

Casamento entre mulheres seria mais aceito pela sociedade geral

Como se recorda, em julho de 2014, esta Folha publicava que, embora não se tivesse ainda uma explicação científica, mas trabalhando apenas como uma das hipóteses para a situação, o casamento gay de casais femininos seria o mais aceito pela sociedade.

Aliás, essa foi a pergunta que a psicóloga Gláucia Regina Silveira Nogueira preferia fazer quando questionada se havia uma explicação mais clara para o fato de, pelo menos até então, em Olímpia a união homoafetiva entre mulheres estava predominando.

“Talvez uma explicação é que para a mulher, o gênero feminino, a sociedade seja mais permissiva no contato afetivo. Isso pode até ser um facili­ta­dor”, comentou na oportunidade Gláucia Regina Silveira Nogueira à reportagem.

Um fator que a levava a pensar dessa maneira era o fato de ser mais comuns os carinhos entre mulheres, do que com pessoas do sexo masculino. Entretanto, não fazia nenhuma ligação com a cultura do machismo que, embora sempre disfarçado, ainda e provavelmente continue imperar na sociedade.

A dificuldade para se chegar a uma opinião definitiva passava pela falta de estatísticas a respeito da questão. Por estar sendo considerada apenas a situação que se verifica em Olímpia desde que os casamentos gays passaram a ser oficializados com autorização da justiça.

A dúvida que ficava considerando os casa­men­tos então já regis­tra­dos, é se a sociedade era mais permissiva e favore­cedora para um casal feminino tomar a decisão de se casar. “Será que a sociedade nos sugere que ainda ela é mais acolhedora com o sexo feminino do que com o masculino”, questionava a psicóloga.

“Na sociedade é mais permitido que uma menina ande e tenha uma grande amiga que ela abrace e que beije. Para o menino não é muito aceito. A expressão do afeto sempre foi mais permitida às mulheres”, acrescentava.

O que também empurrava a questão para o caminho desse pensamento era o próprio carinho materno. Na sociedade é mais co­mum que a mãe abrace e beije a filha, mas o pai não muito comum ver fazendo o mesmo com o filho.


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