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Ifolha

Olimpia, 21 de Agosto, 2016 - 20:11
Galo canta 80 vezes em 3 minutos e não deixa ninguém dormir no Sta. Fé

Seria muito cômico se não fosse tão inoportuno. O fato é que um galo cujo proprietário reside em uma casa da parte baixa do Jardim Santa Fé, na zona leste de Olímpia, tem incomodado alguns moradores daquela região. Segundo consta, em uma determinada noite ele teria cantado 80 vezes em apenas três minutos e já teria chamado a atenção de duas galinhas que o têm acompanhado em suas cantorias. Também consta que ele canta todas as noites às três horas da madrugada. Quer dizer, não deixa ninguém perder a hora.

Uma reclamação sobre a cantoria do galo foi levada ao ar na manhã do dia 28 de julho, uma quinta-feira, durante o programa Espaço Aberto, apresentado diariamente pelo locutor Walter Caruce, na rádio Espaço Livre AM.

“Ninguém aguenta mais, é uma pouca vergonha. As pessoas trabalham no dia seguinte e têm que levantar cedo e não conseguem por causa de sono. E o dono não faz nada para resolver o problema. A gente nem pode abrir a boca nem falar nada. E pensa que é só esse (galo), já apareceram duas galinhas pelo movimento do galo. Ele fica virando a toda hora quem faz criação ele grita. Ele canta as 3 horas da manha em ponto”, contou a moradora que não foi identificada.

Depois ela convidou o locutor a passar uma noite na casa dela para conferir se ela não estava falando a verdade: “eu convido a você dormi na minha casa e constatar. Ele cantou em 3 minutos 80 vezes, então ninguém consegue dormi ali mesmo”.

De acordo com ela, o galo fica numa casa que está localizada na parte de baixo da Santa Fé. “Faz tempo que esse galo tem esse comportamento, não sei se falaram com dono do galo para tentar resolver não. Aqui tem pessoas boas e também têm pessoas ignorantes, que ficam só escutando. A gente procura um jeito de resolver e pelo que ouvi você falando ontem (dia 26) eu vou acabar indo lá na delegacia”, observou.

“Eu vou à delegacia, eu vou lá falar com promotor eu vou, com o delegado, que a noite e feita para dormir. Não consigo dormir. E muita gente não esta gostando não. É perto de minha casa. Parece coisa de circo. Ele não canta em outros horários, parece que ele tem uma pilhinha no rabo que é ligado para 3 horas da madrugada. Se contar para uma pessoa vai dar IBOPE esse galo, mas é um diabo de galo ruim”.


HITÓRIAS DA CAPITAL DO FOLCLORE!
Caso do galo do Sta. Fé lembra
o do galo “Nelson Gonçalves”

O caso do galo do Jardim Santa Fé, na zona leste de Olímpia, traz a recordação de outro, cujo proprietário residia no Jardim São Francisco, na zona norte. Não é a história da “prisão”, na verdade apreensão de um galo que foi determinada pelo Ministério Público de Olímpia em 1987, chamando a atenção da imprensa regional e nacional.

Mas o assunto voltou à tona em outubro de 2015, após a publicação de um artigo do jornalista Mário Soler, pelo jornal Diário da Região, de São José do Rio Preto, quando o autor traça um paralelo entre uma situação que afirma ter vivido envolvendo um sabiá com o fato, verdadeiro, da “prisão” do galo.

A publicação pode ser vista na página 2B, Caderno Cidades, da edição do sábado, dia 10 de outubro de 2015, com o título Painel de Ideias. No texto ele conta que dormiu uma noite no bairro Pinheiros, em São Paulo. No quarto, segundo ele, bem em frente a uma praça bem arborizada, com cheiro de mato, ele foi acordado pelo cantar de um sabiá laranjeira.

“Acordei às três e meia da madrugada com o canto de um sabiá laranjeira, esse madrugador da primavera. Pelo estilo, força e persistência, não tenho dúvida, o passarinho mandava um recado de amor pra sabiá dos seus sonhos”, escreveu.

Depois ele cita que ficou célebre em Olímpia, em 1987, a história de um galo acusado de incomodar a vizinha com seu canto. O bicho era um potente despertador fora de hora e pertencia ao encanador Antônio Messias Lopes.

Essa notícia foi publicada por esta Folha em sua edição do dia 29 de maio de 1987. O texto da chamada começa afirmando que a notícia, quando é pitoresca, ganha asas e ultrapassou fronteiras.

CANTOR NOTURNO

Foi o que ocorreu em relação a um “galo” inveterado cantor noturno, que foi levado até a Delegacia de Polícia, a pedido da Promotoria Pública local, porque estava perturbando a tranquilidade de terceiros.

No dia seguinte àquele em que a reportagem da Rádio Difusora divulgou o fato, a matéria chegava ao conhecimento da equipe da TV Globo de Ribeirão Preto e da sucursal do jornal “O Estado de São Paulo”.

A equipe da TV Globo deslocou-se para Olímpia onde filmou o galo, entrevistou as pessoas envolvidas e colheu as informações do promotor público e do delegado de polícia. Já o jornal publicou uma nota ilustrada com uma charge onde aparece o galo no xadrez e uma velhinha atormentada.

A partir dessas duas fontes, a notícia, pelo seu lado pitoresco, ganhou espaço em outras emissoras de rádio e de tv e em outros jornais de todo o país. O galo incompreendido tornou-se figura nacional, sendo batizado de “Nelson Gonçalves” pela reportagem da Globo.

FATO HISTÓRICO

Na realidade, tudo ocorreu devido a irritação de uma viúva, Rosa Morelli, de 74 anos de idade, que residia no Jardim São Francisco, na zona norte da cidade, com o galo de um seu vizinho, que se punha a cantar a partir das três horas da madrugada, de forma estridente e bastante sonora, o que incomodava o seu sono e o seu repouso.

Rosa Morelli fez várias reclamações contra o galo, primeiro para o seu vizinho, depois para a polícia e finalmente para o promotor público, Cláudio Santos de Moraes, que solicitou à delegacia que promovesse a “apreensão” da ave, até uma solução final para o caso.

A “apreensão” do galo foi realizada com algum aparato, registrando-se até mesmo um boletim de ocorrência, o que fez correr, entre os moradores do bairro a notícia que a polícia tinha ido “prender” o galo.

O problema, no entanto, foi devidamente contornado, uma vez que o galo cantor, que, era branco e cego de um olho, foi removido para uma chácara mais afastada da cidade, onde poderia desenvolver, sem maiores tumultos, o seu canto boêmio. Em consequência, o caso foi arquivado na delegacia de polícia. Mas as informações disponíveis à época não esclareciam se chegou a tomar as impressões digitais do indigitado galo.

Ao final da confusão, o galo Nelson Gonçalves, que foi acusado de “perturbação do sossego público”, foi levado para a residência de um irmão do proprietário, de nome João Rosa, no Jardim São José, na zona sul da cidade.


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