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Olimpia, 23 de Maio, 2016 - 08:35
Lilia Cabral, uma atriz que é puro talento

Atualmente Lilia Cabral interpreta Virgínia, a personagem cafetina de “Liberdade, Liberdade” / João Cotta-RG



Lilia Cabral, encarando sua personagem Virginia ao lado das meninas de seu bordel. Destacando-se as roupas “pesadas” e as perucas das personagens, tornando quase insuportáveis as gravações da novela em dias de calor / João Cotta-RG

 

 

Engana-se quem pensa que vida de artista é fácil. Prova disso é Lilia Cabral e sua personagem Virgínia, a cafetina de “Liberdade, Liberdade”. Em recente entrevista, Lilia revelou que durante as gravações da novela os atores ganham borrifadas de suor artificial feito com um composto de glicerina e usam uma maquiagem para deixar a pele com aspecto de suja, afinal, no Século XVIII, período em que se passa a trama, os benefícios do banho ainda não eram tão difundindo. Está explicado o porquê de os personagens da novela parecerem que estão sempre sujos! Vale lembrar que Virginia usa roupas pesadas, estilo europeu, muito quentes para um dia de gravação no calor do Rio de Janeiro, sem se esquecer da peruca.

Colecionando vários personagens de sucesso em seu currículo, sem dúvida alguma, um dos papéis mais marcantes na carreira de Lilia Cabral foi ter feito o Pereirão, um “marido de aluguel”, faz-tudo, na novela “Fina Estampa”, que foi ao ar entre 2011 e 2012, na tela da Globo. Em seguida a atriz voltou à telinha no remake de “Saramandaia”, na pele da personagem Vitória Vilar, uma mulher que literalmente “derretia”, quando chegava perto de seu grande amor.

Quando relembra o início de sua carreira, a atriz conta que Sheila de “História de Amor” (1995) foi a primeira personagem escrita por Manoel Carlos. Logo depois veio “Laços de Família”, também de Manoel Carlos, quando ela percebeu que o público começou a observá-la de maneira diferente. “Eu queria demais que as pessoas entendessem que eu também sabia emocionar. E foi quando fiz a cena com o Fernando Torres, em que eu contava a história da nossa vida, ele se emocionava e morria em seguida”, lembra a atriz. A partir daí, todos perceberam que ela também tinha o dom de fazer chorar e os elogios não pararam de chegar.

Mas, apesar de ser uma atriz consagrada, Lilia lembra que precisou mentir para o pai no início, sobre a profissão que escolheu seguir. A atriz recorda que era uma menina muito feliz na infância e adolescência, mas muito reprimida dentro de casa. “Quando saía de casa era outra pessoa e quando entrava em casa voltava a viver um personagem”, define. Foi essa situação que a levou a mentir para o pai e dizer que estava estudando Jornalismo, em vez de Teatro na Escola de Artes Dramáticas. “No primeiro e no segundo ano, ninguém desconfiou. Foi no dia da estreia de uma peça de sucesso que fiz, chamada ‘Divinas Palavras’, quando me vi naquele palco, nua em cima de uma carroça, com o teatro lotado, cheguei em casa e falei: acabou a brincadeira. Já sou maior de idade, tenho uma profissão, devo a ela respeito”, desabafa.
Lilia diz que não leva personagem para casa. “Venho da minha casa possuída. Agora, na hora que acaba, imagina se eu vou levar para casa? Não levo mesmo! Sempre lembro dos meus professores falando: vocês são interruptores. Acendeu, vai lá fazer. Desligou, acabou”.

Lilia Cabral habitualmente é muito chique e discreta. Sempre elegante, não gosta de falar de sua vida pessoal e raramente se expõe, a não ser que seu trabalho assim exija; dificilmente ela é flagrada em festas ou qualquer badalação. Ela é casada com o economista Iwan Figueiredo e tem uma filha, Giulia, que já teria manifestado o desejo de seguir na carreira artística, mas sabiamente Lília aconselhou a adolescente a focar nos estudos e amadurecer mais a decisão.

Lília Cabral nasceu em São Paulo, no ano de 1957 e é filha de pai italiano e mãe portuguesa. O início de sua carreira foi no teatro. Dos palcos para a televisão foi um pulo. A estreia em novelas aconteceu em 1981 quando trabalhou em “Os Adolescentes”, escrita por Ivani Ribeiro e produzida pela Bandeirantes. Na mesma emissora, atuou em “Os Imigrantes”, interpretando a Angelina.

No ano de 1984, assinou contrato com a Globo, onde está até hoje, e seu primeiro trabalho foi “Corpo a Corpo”, na pele de Margarida. Cabe destacar a sua atuação em “Páginas da Vida”, na qual interpretou a maldosa e amarga Marta Toledo Flores, personagem que lhe renderam elogios e reconhecimento e logo depois em “A Favorita”, na qual deu vida à resignada Catariana e foi a partir daí que a torcida cresceu para que a atriz ganhasse o papel principal num dos próximos folhetins do chamado “horário nobre”.

Por sua atuação em “Páginas da Vida”, Lília Cabral foi indicada ao Emmy de Melhor Atriz em 2007, mas acabou perdendo o prêmio para a atriz francesa Muriel Robin. No entanto, ganhou o Troféu Imprensa, o prêmio da APCA e o Prêmio Contigo! pelo mesmo trabalho.

Novamente em 2009, Lilia brilha em uma novela de Manoel Carlos, interpretando a socialite Teresa. Sua personagem não era a protagonista, uma vez que isto parecia destinado a Taís Araújo, no entanto quem acompanhou o desenrolar da trama percebeu que o desfecho foi bem outro. Por vários motivos, o núcleo a qual pertencia Tereza acabou roubando a cena e nele estava Lília Cabral interpretando magistralmente sua personagem. A atriz deu um show a cada capítulo; sem forçar; a arte está nela.

Além das novelas, Lilia atuou também em minisséries e especiais da Globo. No cinema, deixou sua marca nos filmes “Dias Melhores Virão”, “Stelinha”, “Como Ser Solteiro”, e nos inesquecíveis, “A Partilha”, “Divã”, “Amor Perfeito” e “Julio Sumiu”.

Camaleoa, em uma das edições do “Tá no Ar: a TV na TV”, programa de humor comandado por Marcelo Adnet, Lilia Cabral se vestiu de Globeleza e mostrou todo o seu lado cômico. Como se vê, ela é talentosa e incansável!


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