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Olimpia, 20 de Setembro, 2015 - 21:34
Salário mínimo para vereadores? Sou a favor

Willian A. Zanolli

Não que eu seja muito velho, sou bem utilizado, daí as marcas do tempo na lataria, nos motores, nas rodas e nas carcaças que arrasto ao longo do tempo e desejo arrastar, com saúde, por um bom período de primaveras, verões e outonos até que chegue o meu merecido inferno, que não será como o de Dante pois este vivi antes.

Melhor, estou vivendo, neste período de muita gente que pensa só em si e parece entender que a vida e o mundo pronunciam suas verdades através do deus Dinheiro, para na velhice, se houver, descobrirem tardiamente que há coisas fantásticas, maravilhosas que dinheiro nenhum no mundo pode comprar.

Se felicidade for exatamente aquele momento que gostaríamos que fosse eternizado e repetido sempre pela singela, serenidade, contemplação, desejo, alegria, sensibilidade que a magia do instante traz, isto, pelo menos eu não encontrei a venda no mercado.

E para traduzir felicidade em idioma particular às vezes imagino que pode como bem diz a Bíblia falando a língua dos homens, metáfora que diz que sem o outro nada seríamos, como verdadeiramente não somos, não há como ser.

Alguns dispostos a contrariar a viagem aqui iniciada através das palavras e do pensamento questionarão se este pensamento se aplica aos ermitões, aos que perambulam pela ai, aos esquecidos, aos invisíveis e a todos quantos para quem a sociedade é apenas uma somatória de complexidades que não se solucionam e abandoná-la é o melhor caminho pra se traduzir enquanto viajante de si mesmo.

Seria este cidadão o pólo contrário do egoísta, dos rendidos ao mercado, dos meritocratas, e mesmo assim, dependeu algum dia de alguém, senão do carinho pelo menos dos espermatozóides do pai, senão do amor pelo menos da barriga e dos cuidados da mãe, como qualquer ser pertencente a natureza  até que aprenda por si a cuidar de sua sobrevivência.

Que texto longo para dizer no fundo o óbvio, precisamos para sermos o que somos de alguém, de muitos alguéns e de nós mesmos para continuarmos na caminhada da busca da nossa compreensão e da razão de estarmos aqui a escrever este script longo da nossa atuação histórica.

A ideia de convivermos com os outros fez com que fossem criadas regras, normas de comportamento para que esta convivência fosse no mínimo menos sofrida ou mais agradável para todos, a ideia de se conviver em sociedade.

Por isto e para isto foram escolhidos alguns cidadãos que representassem a ideia da possibilidade de se corrigir desmandos que pudessem tirar a ordem e a calma social.

Vem desta maneira desde os tempos primitivos do chefe da tribo, ao pajé, ao Estado constituído como se apresenta hoje.

Era para estas autoridades um orgulho representar o desejo de maioria, ouvir o povo, faziam isto, como se faz em muitos países com mentalidade capitalista menos selvagem que aqui, como forma de retribuir a sociedade tudo que ela deu de forma generosa a elas.

No Brasil uma inversão de valores morais infelizmente transformou nossos representantes em serviçais pagos pelo povo que geralmente se submetem a aquele poder que teriam por obrigação fiscalizar, exatamente para que o povo que paga este e aquele poder pudesse ter satisfeitos com responsabilidade e qualidade serviços públicos correspondentes ao que lhes é imposto enquanto contribuintes.

O que deveria ser motivo de orgulho para eles e para sociedade infelizmente, salvo raras exceções, passou a ser a vergonha da nação, muitos cidadãos ou cidadãs que se entendem como pessoas sérias não desejam de forma alguma que suas biografias sejam manchadas com o título de políticos.

Os que eram para ser vistos e respeitados como o Conselho de anciões, em algumas aldeias, pela sabedoria, comportamento, justeza são tidos pela maioria, salvo alguns, como a ralé da sociedade, corruptos, desviadores de dinheiro público, marginais que transformaram o pode público em balcão de sórdidas negociatas, na maioria das cidades brasileiras.

Onde não é desta forma costumam ser reféns do poder Executivo, lambe botas de quem deveriam fiscalizar por dever de oficio, distantes do povo em quem só pensam na hora da eleição, do voto.

Poderia enumerar centenas de caso que me permitem argumentação para ser favorável a redução do subsidio, salários dos vereadores para um salário mínimo, por que há muitas, uma porém se destaca, é preciso resgatar urgentemente a credibilidade das instituições e não faremos isto nunca se não colocarmos gente séria e voltada aos verdadeiros interesses coletivos.

No Legislativo uma forma, no meu entendimento, que poderia dar uma contribuição positiva é esta da redução do subsidio por que excluiria o espírito de competição das eleições e conferiria a elas a idéia de cidadania, onde participariam os que verdadeiramente desejam a fiscalização do Executivo e da qualidade dos serviços prestados por ele a população.

Seria uma maneira de afastar os que transformaram o Legislativo em um emprego sem nenhum compromisso, que todo emprego na iniciativa privada cobra de seus funcionários que não tão bem pagos como é o caso dos vereadores .   

Eis meus motivos para afirmar salário mínimo para vereadores, sou a favor.

Willian A. Zanolli é ar­­tista plástico, tendo ilustrado vários anuários do Festival Nacional do Folclore, jornalista, estudante de Direito, pode ser lido no www.willianzanol­li.­blo­gs­pot.com e ouvido de segunda a sexta-feira, das 11h30 às 13h­00 no jornal Cidade em Des­taque na Rádio Cidade FM 98.7.e aos domingos no Sarau da Cidade das 10h00 às 12h00.

 


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