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Olimpia, 03 de Maio, 2015 - 13:53
Desgoverno

Ivo de Souza
Governar não é arte nenhuma. Basta alguém bem intencionado (com uma ótima assessoria, é imprescindível), não ter o hábito de ficar com o que é alheio (principalmente dinheiro que não lhe pertença) e administrar a cidade como um todo. Não como se a comunidade fosse dividida em nichos: “eu governo pros idosos (quais?), “eu, para os jovens (quais?)! São atitudes pontuais e, desses nichos, tira-se o lucro nas eleições (votos).

A cidade precisa ser governada como uma sociedade que é. É preciso que todos governem para todos (e essa mania de governo pequeno de se buscar verbas pra isso e para aquilo? Essa não é a função do vereador, que também tira proveito dessas verbinhas para dizer que “eu trouxe tantos mil, juntamente com o deputado tal, “eu, tantos mil, junto ao (sic) deputado tal”.

Vereador tem que fazer leis, fiscalizar o Executivo (e a si próprio), fazer indicações e botar o prefeito pra correr atrás dessas verbas. O sr. prefeito precisa, sim, no bom sentido, ser pressionado pela chamada Casa do Povo ou Casa de Leis. Por que não?

Desculpem-me os senhores edis (alguns são até meus amigos), mas a nossa Câmara Municipal vive dias de política de baixíssima qualidade (Odorio Paraguaçu (ou Paraguassu?) que o diga. Sem falar no FEBEAPÁ, um festival de besteiras, como diria o saudoso Sérgio Porto, o Stanislaw Ponte Preta, excelente intelectual carioca, ótima cronista, sempre puxando pro lado do humor (e humor carioca!). Aliás, um humor ácido, crítico ferrenho de várias instituições e de todos (?) os políticos (não perdoava a categoria).

Enquanto o blá-blá-blá corre solto ali pelas bandas dos Olhos d´Água, a cidade vive seu pior momento político nos últimos anos.

Que tal levantarmos o nível das proposituras de nossos nobres edis? Como a cidade viria a ganhar (toda a cidade) e não alguns grupos mais achegados ao poder!

A cidade está bonita (embora suja em vários lugares, buracos em outras ruas). As pracinhas quase todas maltratadas (pela própria população, em alguns casos), bancos quebrados, mato, enfim, tudo o que deixa uma praça com cara de lugar abandonado (se essa situação já mudou, penitencio-me diante das autoridades responsáveis).

E a cena nacional? É de se lamentar (e tome panelaço!). O país já viveu dias melhores (e piores também). Mas o que se vive é feio, triste, desolador. Confiar em quem? Infelizmente, nós passamos por uma crise séria, lamentável sob todos os pontos de vista: a corrupção desenfreada.

Se os piores exemplos vêm “de cima”, como querer que os “de baixo” sejam exemplares (embora um corrupto não justifique outro). E as nossas crianças? Como vêem esse país gigante, de natureza estupenda e outras riquezas mais, sendo levado, pois não está sendo devidamente governado, aos trancos e barrancos, como se fosse um sucatão dos mais sucateados? Como vêem os pequenos esse mar de lama?

O Brasil parece ser proibido para menores, tantos os maus exemplos que estão nas redes sociais, nas televisões e nos jornais todos os dias, a qualquer hora.

Se os pais não souberem educar seus filhos, estaremos, definitivamente, perdidos. E educação, senhores pais, dá um trabalho danado. Mas vale a pena investir. Na de berço e na formal (que precisa melhorar muito).

Um dia, a gente, ainda chega lá. Aonde não se sabe...

P.S.: Lya Luft anda dizendo que os tempos andam sombrios. “Tudo anda muito estranho, disse, outro dia, um ministro (até os ministros andam estranhos) do Supremo, comentando que de repente (isso é de longe, d. Lya) o não dito fica pelo dito, e vice-versa”. Estamos (o mundo está) todos perplexos. Tudo é imprevisível. A desordem é mundial, cara colega.

E mais: Os inimagináveis (o brasileiro é, realmente, muito “imaginativo”) desastres do governo nos últimos anos trouxeram até aqui esta nau antes admirada (quando e por quem?) hoje objeto de espanto, dúvidas, ou chacota nos grandes países: quem somos nós, o que nos tornamos, ou melhor, o que fizeram e o que estão fazendo de nós?

Ou mehor, Lya, o que permitimos que fizéssemos (e continuam fazendo) de nós? Pano rapidinho, d. Lya, senão a gente chora...

Ivo de Souza é professor universitário, poeta, co­lu­nista, pintor e membro da Real Academia de Letras de Porto Alegre.


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