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Olimpia, 25 de Maio, 2014 - 15:21
Becerra e Ferezin e outros, Justiça depois de mais de uma década?

Do Conselho Editorial

Há mais de uma década o diretor deste jornal, José Antonio Arantes, subia as escadarias do Fórum da Comarca de Olímpia e protocolava representação visando apurar entre outras coisas duplicidade de cargos e recebimentos com horário incompatível nas jornadas exercidas pela ex primeira dama do município na época.

Além da apuração de casos de nepotismos que era uma vergonhosa realidade a minar as bases morais do Executivo e do Legislativo Local.

Recém criada a lei que visava combater esta exceção, que era a contratação de parentes por homens públicos, sancionada e publicada pelo presidente FHC suscitava polêmicas fervorosas entre os que acreditavam que se tratava de mais uma lei que iria para as calendas gregas e os que apostavam que a mesma iria vigorar e mudar aquele cenário vergonhoso.

Decorrido mais de uma década um ou outro incrédulo da punição, inclusive com exemplos próximos e claros no município, ainda insistem na contratação de parentes para cargos comissionados se colocando acima da lei.

José Antonio apostou na possibilidade da lei surtir efeito, acreditou na possibilidade do início da moralização da coisa pública e protocolou representação no Ministério Púbico, a época sob a responsabilidade do promotor Dosmar Sandro Valério.

Depois disto tomou assento na boleia da carruagem que conduz o seu destino e ficou entre uma e outra filosófica viagem esperando que os acontecimentos por si amarrassem o desfecho das longas novelas escritas em duplicidade pelo Ministério Público e pelo Judiciário de maneira geral.

E esta, rendeu e rende bons capítulos carregados de situações que beiram ao non sense sem sair das raias do absurdo quando não resvala para o ridículo total.

Após anos e anos de espera e desconfiança de que tudo culminaria engavetado, depois de pilhas e pilhas de papéis, investigações, manifestações, recursos, eis que no horizonte surge uma brilhante possibilidade de que enfim a justiça se faria.

Depois de décadas percorrendo frios corredores, frequentando prateleiras e mesas do poder judiciário foi bater em última instância o que havia sido representação, investigação, denúncia e processo, onde foram conferidas os tradicionais direitos de ampla defesa e do contraditório e da sentença transitado em julgado dava conta de que José Antonio Arantes tinha sido razoável no seu pedido de possível abertura de inquérito baseado nos indícios que encontrara.

Vários condenados gerou o inquérito, entre outras razões, pela prática de nepotismo se encontravam os senhores Jesus Ferezin e Alcides Becerra Canhada, que coincidentemente no ano em que foi pronunciada a sentença disputava eleição no qual competiam para ocupar uma cadeira na Câmara Municipal de Olímpia.

 Inelegíveis, de acordo com a sentença de último grau, sem direito a recurso, no entanto, eleitos, por entendimento da justiça eleitoral local, foram empossados e começou ai outra batalha.

Os que foram eleitos seus suplentes recorreram a justiça para ter reconhecidos seus direitos visto que Ferezin e Becerra estavam, segundo a decisão do Supremo inelegíveis e se arrastou até os dias de hoje a disputa judicial, com os dois no exercício da vereança.

Após quase dois anos de muita discussão pública, o Ministério Público, e ao que tudo indica o Judiciário local tende a acompanhar manifestação, teve o entendimento de que diante da sentença de última instância tornando inelegíveis Becerra Canhada e Jesus Ferezin, a presença de ambos no Legislativo local é imoral e ilegal.

Mais um capítulo de uma novela quase mexicana que ao que tudo indica, por se tratar cobrança de cumprimento de sentença, talvez chegue ao seu final.

Enfim o cidadão José Antonio, da sua cadeira do papai, onde esperou sentado por décadas, poderá talvez, ver premiado seu esforço, seu desejo de cidadania, poderá enfim como tantos outros que não creem na justiça, que há uma pontinha de esperança de que as coisas possam mudar.

Se, muitos não observaram, há no texto, embutida entre uma dúvida e outra que este imbróglio produz, a palavra “talvez” que reproduz fielmente o sentimento de alguém que espera por décadas uma decisão que deveria ser rápida, urgente, para que houvesse moralização da coisa pública, no entanto são décadas de vergonhosa espera, para no final, ao invés da comemoração por se chegar a uma decisão justa e coerente.

Como há um talvez a insistir que tudo é possibilidade, até que a realidade não produza os efeitos legais, é necessário aguardar com calma e frieza os acontecimentos que dirão que destino aguarda os vereadores Jesus Ferezin e Becerra Canhada e todos os envolvidos na representação do cidadão José Antonio Arantes, que depois de uma década gera discussões polêmicas e nenhum resultado que possa ser agradável, mas que ao que representou, a sociedade, que necessita de mudanças e não de presenças tidas como imorais e ilegais no exercício de funções legislativas.

 


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