O Santuário de Madre Paulina foi idealizado na década
de 90, a partir de sua beatificação, quando um grande número de pessoas começou
a perigrinar até o Bairro de Vígolo, em Nova Trento. Segundo os idealizadores do projeto, a intenção era mostrar a
simplicidade da vida da santa ao mesmo tempo calcada em valores sólidos, de
espiritualidade e bondade ilimitadas. A arquitetura lembra o formato de duas
mãos em oração / GB Imagem
O santuário
também é acessível através de uma rampa. Além de facilitar caminhada, a rampa
oferece uma vista sem igual da paisagem do Bairro de Vígolo. Sob a rampa corre
um riacho de águas cristalinas, margeado por plantas típicas daquela região /
GB Imagem
Nas montanhas do Estado de
Santa Catarina, pertinho do Balneário de Camboriu, e de algumas das mais belas
praias do Brasil, está Nova Trento.
Á medida em que o visitante
vai subindo a montanha, tem-se a impressão de que o tempo vai parando. A
paisagem é magnífica e pontilhada de pequenas propriedades rurais, quase todas
dedicadas ao cultivo da uva.
Ao longo da estrada,
multiplicam-se os restaurantes e vinícolas que oferecem o melhor da culinária
italiana, produtos coloniais tais como queijos, salames, doces e geléias, e o
vinho colonial, além de suco de uva produzidos de maneira artesanal, cujo sabor
é inigualável.
A região foi colonizada por
italianos que ali se estabeleceram a partir da segunda metade do Século XIX e
ganhou notoriedade nacional quando o Vaticano canonizou Madre Paulina
homenageado com um magnífico santuário erigido no ponto mais alto de Nova
Trento, no Bairro de Vígolo, e que recebe milhares de visitantes ao longo do
ano, a maioria em peregrinação religiosa.
Não importa qual é o motivo
da visita a Nova Trento, o turista pode fartar-se livremente, como manda a
tradição trentina, e ainda levar produtos coloniais de qualidade como queijos,
salames, vinhos, licores, bolachas e toda espécie de geléias e frutas em
compotas.
Na estrada de Vígolo, que
liga Nova Trento ao Santuário, os investimentos não param. A cada mês surgem
novos locais de cafés-coloniais, lojas com souvenires e imagens da Santa. A
maioria dos turistas leva lembranças pequenas, que custam barato e fazem pouco
volume. Entre elas, porcelanas, chaveiros, medalhas, escapulários, terços e
tudo o que lembre Santa Paulina.
Digno de nota é o macarrão
vendido por lá. De fabricação artesanal, o sabor da massa é diferenciado. Tanto
pode ser saboreado nos vários restaurantes típicos italianos, acompanhado de
frango com molho e polenta na chapa e de vinho, é claro, como pode ser levado
para casa.
Próximo ao santuário, o
visitante pode ainda ter contato com a cultura italiana visitando o Museu que
conta com mais de cinco mil peças que contam a história da imigração naquela
região e tem ainda uma réplica da moradia daquela época.
Cada vez mais, a cidade
especializa-se em receber bem. Os visitantes possuem ótimas opções em
gastronomia e encontram vagas nos diversos hotéis. A atual infra-estrutura
existente atende basicamente toda a demanda, Nova Trento conta, ainda, com uma
rede hoteleira de apoio nas cidades de Brusque (25 quilômetros) e Balneário
Camboriú (55 quilômetros), que ao todo somam mais de 25 mil leitos. Além disso,
empresas de transportes rodoviários de São Paulo, Rio de Janeiro, Curitiba e
Porto Alegre, já chegam ao município com linhas diárias ou semanais.
Sem dúvida alguma, tudo gira
em torno de Santa Paulina. Filha de Antônio Napoleone Visintainer e Anna
Pianezzer, Amábile nasceu em 16 de dezembro de 1865 em Vígolo Vattaro, Trento,
norte da Itália, a segunda filha do casal, entre 14 irmãos
Como outras meninas pobres
da localidade, já aos oito anos Amábile ajudava os pais no trabalho da filanda
(fábrica de sedas), atividade comum na região trentina, e também tomava conta
da avó doente.
Em 25 de setembro de 1875, a
família Napoleone Visintainer imigrou para o Brasil com cinco filhos, entre
eles Amábile, então com nove anos de idade, vindo a instalar-se a seis
quilômetros de Nova Trento, no bairro de Vígolo.
Ali, a família recebeu uma
área de terra, onde algum tempo depois, junto com Francesco Nicolodi, construiu
um moinho com tração animal destinado moer milho e descascar o arroz. A menina
Amábile tinha doze anos, aprendeu a ler e entrosou-se na vida religiosa do
bairro; juntamente com a amiga Virgínia Rosa Nicolodi, passou a dedicar-se ao
ensino do catecismo às crianças e a visitas aos doentes.
Em 1890, o missionário Padre
Marcello Rocchi transferiu a assistência aos doentes em domicílio a uma espécie
de hospital. Dentro dos limites do possível, Amábile e Virgínia assumiram a
difícil tarefa, transferindo-se para o casebre, já batizado pelo povo de “hospitalzinho”
e onde foi recolhida Ângela Lucia Viviani, que sofria de câncer em fase
terminal.
Nesse mesmo ano elas
fundaram a Congregação das Irmãzinhas da Imaculada Conceição. Hoje a ordem
concentra a fé de mais de 600 religiosas e se espalha por todos os cantos do
Brasil, atingindo também seis países latino americanos e outros três africanos.
Madre Paulina adquiriu fama de santidade ainda em vida.
Mas foi após sua morte,
em 9 de julho de 1942, aos 77 anos, que vários episódios de cura de doentes
começaram a ser atribuídos à imigrante italiana.
Madre Paulina foi canonizada
no dia 19 de maio de 2002, pelo Papa João Paulo II. Todos os anos, nesta data,
Nova Trento realiza uma grande festa a fim de comemorar e relembrar a
trajetória da mulher que dedicou sua vida a Deus e ao serviço da humanidade.
Última atualização em Seg, 26 de Julho de 2010 00:16