Home    Print    Bookmark

User Menu

Tempo

Banner
Bazar Distribuidor pede concordata PDF Imprimir E-mail
Dom, 10 de Maio de 2009 18:40

 

A Bazar Distribuidor entrou na justiça de Olímpia, no dia cinco de maio, terça-feira desta semana, com pedido de recuperação judicial da empresa Distribudora Zangirolami Ltda. De acordo com um comunicado enviado a fornecedores, cuja cópia chegou através de e-mail à redação desta Folha da Região, a principal finalidade é a preservação dos aproximadamente 280 empregos atuais.

O pedido, segundo a empresa, tem apoio na Lei 11.101/2005 (Lei de Falências e Recuperações Judiciais). O processo tramita na 3.ª vara com o número 400.01.2009.004127-1, sem ainda uma decisão até o final da tarde de ontem.

De acordo com a Lei 11.101/2005 esta é a forma de viabilizar a superação da situação de crise econômico-financeira do devedor, a fim de permitir a manutenção do emprego dos trabalhadores e interesse dos credores, promovendo, assim, a preservação da empresa, sua função social e o estímulo à atividade econômica.

A empresa, que atua há 46 anos no mercado nacional (começou com uma pequena loja de armarinhos), na venda e distribuição de produtos de higiene, perfumaria e cosméticos, esclarece que preenche todos os requisitos do artigo 48 da Lei no 11.101/05 para solicitar a recuperação judicial. No plano de recuperação oferecido pela empresa à justiça constam a adequação e reorganização dos custos, terceirização das entregas e empregabilidade.

O pedido de recuperação judicial relaciona vários motivos: crise financeira mundial; falta de novas linhas de créditos e restrição às antigas, no mercado financeiro, dificultando a obtenção e renovação das linhas de capital de giro; restrição de créditos pelos fornecedores, que adotaram políticas de contenção após a crise deflagrada; aumento da inadimplência e renegociações de contratos de vendas; e o processo de substituição tributária, que atingiu a capacidade financeira da empresa que tinha 50% das vendas direcionadas a outros Estados.

 

Concordata prevê terceirização e a demissão de funcionários

 

De acordo com o diretor-superintendente da Distribuidora Zangirolami Ltda, Antônio Carlos Ferreira, a terceirização das entregas, uma das medidas propostas no pedido de recuperação judicial, vai forçar a dispensa de alguns funcionários, principalmente do quadro de motoristas da empresa.

Porém, Ferreira não informou qual o número de funcionários serão atingido pelo corte. Ele apenas justificou que não tem como adiantar alguma informação nesse sentido, por isso tudo depender de a justiça aceitar o pedido de recuperação e também de se colocar em prática as propostas.

Ocorre que a empresa vai terceirizar o serviço de entrega, até então realizada com veículos e funcionários próprios. Esse fator estava deixando a empresa fora da competição pelo mercado por causa do custo operacional.

"Então nós estamos terceirizando todas as nossas entregas e por conta disso temos que dispensar alguns funcionários. Os motoristas e mais alguns funcionários, que estamos enxugando nossa estrutura para que a gente possa ter um fortalecimento", reforçou.

Já no comunicado da Distribuidora Zangirolami Ltda consta que os problemas gerados pelo atual momento econômico, como a falta de crédito e redução no capital de giro, fizeram o faturamento da empresa reduzir em aproximadamente 50% em abril deste ano, quando comparado com o mesmo período de 2008.

Crise

O diretor afirmou, durante entrevista a uma emissora de rádio, que a crise financeira internacional "tem uma grande influência, porque na realidade é uma crise de crédito", segundo ele, principalmente dentro do Brasil.

Ferreira contou que várias multinacionais, que fornecem à empresa, tiveram problemas e que num determinado momento começaram a restringir os créditos a clientes por causa da crise.

"Além disso, os próprios bancos e as instituições financeiras que nos apoiaram sempre, também fizeram restrições com relação ao crédito. Isso dificultou a captação de recursos para capital de giro e isso foi o grande fator que nos levou a solicitar uma recuperação judicial", acrescentou.

Ele informou, ainda, que a empresa encerrou as atividades da filial em Ananindeua, no Pará, e, que para fortalecer a situação, todos os estoques que haviam lá, estão sendo transferidos para Olímpia.

 

 

Últimas Notícias

Enquete

Anúncios

Links de Parceiros:
Banner
Banner
Banner
Banner
Todos os Direitos reservado - Tecnologia Joomla