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Casamentos diminuem pelo terceiro ano consecutivo |
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Seg, 01 de Janeiro de 2007 20:12 |
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Embora sem uma possibilidade de detectar se o motivo está estritamente ligado a uma mudança comportamental, ou se é apenas uma tendência da transformação populacional ou mesmo econômica do município, o fato é que considerando números divulgados a partir de pesquisa de Registro Civil divulgada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) e dados o cartório local, pode-se afirmar que a quantidade de casamentos caem pelo terceiro ano consecutivo em Olímpia. De acordo com o Cartório de Registro Civil neste ano, incluindo-se os cincos realizados até o dia 14 de dezembro, foram realizados 192 casamentos. Este total é absolutamente inferior ao registrado em 2005 (232) e também no ano de 2004 (252). Só para se ter uma idéia, para atingir o patamar do ano de 2005 seria necessário totalizar mais 40 casamentos no período de 15 dias. Se considerarmos que até o dia 30 de novembro deste ano o cartório registrou média de 17 uniões por mês, verifica-se que é praticamente impossível que seja atingido o patamar do ano passado. Considerada a média matemática de 17 casamentos por mês registrada neste ano, chegar-se-ia ao total de 204, número que estaria 12% abaixo do registrado em 2005 e 23,8% dos 252 realizados em 2004. Para que neste ano se chegue ao mesmo total de 2005 seria necessário somar mais 40 casamentos no período entre os dias 16 e 31 de dezembro, o que significaria que o cartório teria que casar mais de 2,3 vezes a média mensal aritmética verificada de janeiro até então. Ao avaliar o levantamento feito junto ao Cartório de Registro Civil chega-se à conclusão que é impossível que seja ao menos mantido o total registrado em 2005, que por sua vez ficou 7,9% abaixo do total do ano anterior. O mês com maior número de casamentos realizados foi janeiro, quando 24 casais passaram pelo cartório. O segundo maior total foi no mês de junho, com 23 uniões. Os meses de julho, setembro e novembro aparecem como terceiros no computo geral deste ano, cada um com o total de 21 casamentos. O sexto mês em total de casamentos foi abril, com 20. Já o mês de maio, que é considerado historicamente como o mês das noivas, com o total de 12 casamentos, pelo menos por enquanto ganha dos meses de fevereiro (10), março (11), agosto (08), outubro (16) e dezembro, este que até dia 16 teve cinco casamentos.
Divórcios cresceram 81% entre 2004 e 2005 em Olímpia Assim como no caso das uniões que diminuíram, também não se pode estabelecer com segurança os motivos. Mas o fato é que, ao contrário dos casamentos que teve queda de 7,9% entre os anos de 2004 e 2005, a quantidade de divórcios teve crescimento que pode ser considerado astronômico. No mesmo período o benefício jurídico cresceu 81%. Se 37 casais divorciaram em 2004, no ano seguinte o total cresceu para 67. Os números são da pesquisa de Registro Civil divulgada no mês de dezembro deste ano pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Porém, as separações judiciais, embora em percentual menor, também registraram crescimento entre os anos de 2004 e 2005. No primeiro destes anos foram 123 separações judiciais contra 151 no segundo deles, o que representa um aumento de 22,7%. A separação judicial - antigo desquite - tem como resultado a separação de corpos, pondo fim à sociedade conjugal, aos deveres de fidelidade, ao regime de bens e à assistência mútua. Com a separação, tanto o homem, quanto a mulher, não precisam mais manter os deveres do casamento como a fidelidade conjugal, morar juntos, ter vida comum e auxiliar o parceiro. Já o divórcio, além disso, põe fim ao casamento e é o único jeito da pessoa casar novamente. Porém, isso somente é possível depois de completado um ano de separação judicial ou para o casal que já não mora junto há pelo menos dois anos. Em Olímpia casa-se menos que na região de Rio Preto Traçando um paralelo entre os números locais e os encontrados para a região de São José do Rio Preto, chega-se à conclusão que a diminuição de casamentos em Olímpia é, na verdade, um contraponto da situação regional. Enquanto o Cartório de Registro Civil confirma a queda por três anos consecutivos, na região, pelo contrário, entre os anos de 2004 e 2005 verifica-se um aumento de 3,53%. Considerando-se apenas a cidade de Rio Preto, a diferença de comportamento fica ainda mais explícita. Naquela cidade houve um salto de 8,34%, passando de 2.288 em 2004 para 2.479 em 2005. Mas as diferenças não param por aí. Quando se compara a cidade de Olímpia e as da região percebe-se que quando se fala de final de casamento os olimpienses parecem separar menos. O número de casais divorciados e separados nos 29 municípios que integram a microrregião saltou de 859 em 2004 para 1.412 no ano passado, um aumento de 64,37%, segundo dados da pesquisa de Registro Civil divulgada ontem pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O levantamento traz dados atualizados dos registros de casamentos, como, por exemplo, mostrando que entre 2004 e 2005 a taxa de divórcios no Brasil passou de 1,2 para 1,3 por mil pessoas de 20 anos ou mais e atingiu seu maior patamar desde 1995. Neste quesito, no entanto, Olímpia, que teve crescimento de 15,5% no total de divórcios, se enquadra diretamente no percentual apurado em todo o Brasil. Já em Rio Preto o crescimento foi maior de 2004 para 2005, superando a média nacional. Nacionalmente, os divórcios em 2005 cresceram apenas 15,5% em relação a 2004. Também em relação às separações judiciais Olímpia repete a média nacional de 7,4%. Enquanto isso, em Rio Preto os casais que se separaram é de 77,35%. De acordo com o IBGE, a elevação do número de casamentos desfeitos revela uma gradual mudança de comportamento na sociedade brasileira, que passou a aceitar o divórcio com maior naturalidade. Há variadas vertentes que podem explicar tal crescimento. Um deles é a criação do movimento feminista permitindo o ingresso da mulher no mercado de trabalho, uma independência maior do cônjuge feminino, além da mudança de conceito de pessoas que se divorciam ou se separam. Antes, os cônjuges ao dissolverem seus casamentos eram vistos pela sociedade com um olhar preconceituoso, sobretudo a mulher. Hoje, com as mudanças socioculturais contemporâneas, essa situação já é aceita e o casal perde o medo de acabar com o casamento. |
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