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Dom, 25 de Julho de 2010 00:00
Tony Ramos o ator dos mil sotaques


Tony Ramos é um dos maiores nomes da dramaturgia brasileira. Com mais de 45 anos de carreira, o seu trabalho confunde-se com a história da televisão / Thiago Prado Neris-RG
 
















Antonio Mattoli é o personagem de Tony Ramos na novela “Passioni”.  De bem com a vida, Totó passou por uma reviravolta quando descobriu que é herdeiro de uma grande fortuna / Márcio de Souza-RG





Definitivamente, Tony Ramos é incansável. O ator costuma dizer que não descarta nenhum personagem e que o seu ofício é mesmo representar, deve ser por isso que ele tem praticamente emendado uma novela à outra e muda de sotaque com uma facilidade incrível. Nem bem se livrou do Opash, aquele comerciante indiano de “Caminho das Índias” e já ganhou o italiano Totó, na novela “Passione”.

E falando do personagem que mora na Toscana, muito em breve Totó vai passar por uma prova de fogo e sobreviver a uma tentativa de assassinato.

Quem acompanha a novela tem visto que Clara (Mariana Ximenes) não está brincando e pretende se apoderar de todos os seus bens.

Depois de conseguir os documentos necessários para que se torne herdeira legítima, ela arma um plano diabólico. Enquanto Totó trabalha num dos depósitos existentes no sítio, ela coloca fogo no local mas quando percebe que ele vai mesmo morrer, bate o remorso e ela puxa o marido para fora das chamas.

Depois, Clara vai ficar com ódio de si mesma por não conseguir finalizar seu plano e é aí que tem a ideia de contratar um matador de aluguel.

Como se vê, Totó corre risco de morte mas é certo que isso não acontecerá, caso contrário a trama de Sílvio de Abreu perderia o sentido. A especulação é que no desenrolar da história, Totó será o salvador da metalúrgica e fará uma grande dupla com sua mãe, Bete (Fernanda Montenegro) na administração dos negócios da família.

Enquanto isso, o público se delicia com a performance de Tony Ramos na novela. Show de interpretação deste talento comprovado ao longo de mais de 40 anos de carreira.

E o que dizer do filme “Se Eu Fosse Você 1” e “Se Eu Fosse Você 2”, “estouros” de bilheteria e que verá ganhar uma terceira edição, tamanho é o sucesso que alcançou.

Nascido Antônio de Carvalho Barbosa, em agosto de 1948, na cidade paranaense de Arapongas, Tony Ramos manifestou seu lado artístico ainda na adolescência, tanto que sua estréia em novelas foi em 1965.

O ator é muito querido no meio artístico e nunca seu nome esteve ligado a qualquer tipo de fofoca; tem um dos casamentos mais estáveis do meio artístico. Casou-se em 1969 com Lidiane, com quem tem dois filhos: Rodrigo, que é médico, e Andréa, advogada.

Sem dúvida, é um dos mais importantes atores nacionais, alcançando a fama principalmente por seu trabalho em telenovelas. O nome americanizado, Tony, era um costume da época em que estreou na carreira artística, e Ramos é o sobrenome de um parente.

Quando criança, sua família mudou-se para São Paulo e a vontade de ser ator surgiu ainda na infância, quando assistia aos filmes de Oscarito e desejava ser como ele. Aos 14 anos, fez sua estréia na televisão, atuando em esquetes no programa "Novos em Foco", na extinta TV Tupi. Ainda nessa emissora, fez sua primeira novela, "A Outra", de Walter George Durst. Aos 16 anos, participou da dupla musical Tony & Tom, que chegou a se apresentar no programa "Jovem Guarda".

Vale lembrar ainda sua atuação em "Vitória Bonelli", uma das últimas novelas exibidas pela TV Tupi.

No ano de 1977, transferiu-se para a Rede Globo, em que consolidou uma carreira de sucesso, tendo estreado em "Espelho Mágico".

Passou, então, a morar no Rio de Janeiro. Dentre seus memoráveis personagens, encontram-se: o filho de Dona Santa em "Nino, o Italianinho" (1969); André Cajarana, que lutava para provar a inocência do pai, em "Pai Herói" (1979); Tom, contracenando com Sônia Braga, em "Chega Mais" (1980); os gêmeos João Victor e Quinzinho, de "Baila Comigo" (1981); Riobaldo, o jagunço que se apaixona por Diadorim, interpretada por Bruna Lombardi, em "Grande Sertão: Veredas" (1985), minissérie adaptada da obra de Guimarães Rosa; Tonico, um tipo amoral, em "Bebê a Bordo" (1988); José Clementino, um dos poucos personagens que fogem à linha de bom moço na carreira de Tony, em "Torre de Babel" (1998); Miguel, o livreiro romântico, espetacularmente contracenando com Vera Fischer, em "Laços de Família" (2000); Manolo, outro personagem que fugiu um pouco do seu estilo em "As Filhas da Mãe", protagonizando cenas "calientes" com Cláudia Ohana;  o Theo, em "Mulheres Apaixonadas" (2003); o Coronel Boanerges, em "Cabocla" (2004);  o mulherengo Antenor Cavalcanti, em “Paraíso Tropical”; e o indiano Opash, em “Caminho das Índias”, contracenando memoravelmente com Eliane Giardini, Laura Cardoso e Lima Duarte.

Tony Ramos conquistou o prêmio de melhor ator da Associação Paulista de Críticos de Artes (APCA) e da TV Press - este numa eleição realizada entre 80 editores de cadernos de TV no país - por sua atuação como José Clementino, de "Torre de Babel", personagem polêmico, que iniciou a história preso, por ter assassinado a mulher ao descobrir que ela o traía, e depois regenerou-se ao lado de um novo amor, Clara, interpretada por Maitê Proença. Além disso, pelo mesmo papel, foi eleito o melhor ator de 1998 segundo a pesquisa InformEstado.

Na Rede Globo, Tony também participou do programa "A Comédia da Vida Privada" e apresentou o "Você Decide".

Além das telenovelas, atuou em mais de 80 teleteatros e mais de 20 peças, destacando-se: "Quando as Máquinas Param" (1970), de Plínio Marcos; "Cenas de um Casamento" (1997), de Ingmar Bergman, em que contracenou com Regina Braga; o musical "Meu Refrão Olê Olá", baseado na obra de Chico Buarque, em que interpretou um travesti, Geni. No cinema, atuou em "Pequeno Dicionário Amoroso" (1997), de Sandra Werneck; "Bufo & Spallanzani" (2000), dirigido por Flávio Tambellini, dentre outros. Conquistou o prêmio de melhor ator no Festival de Gramado por seu trabalho em "Bufo & Spallanzani" e no “Se Eu Fosse Você” e “Se Eu Fosse Você 2”.

Esta é a trajetória de um ator de sucesso, um homem bem-resolvido com sua vida pessoal e que faz do bom humor a sua bandeira.

CÂMERA OCULTA

Os queridinhos

Fofoqueiros do bem contam que a Globo fez uma pesquisa para saber quem seriam os personagens mais queridos do público que acompanha a novela “Passione”. O resultado é que Olavo (Francisco Cuoco) e Clô (Irene Ravache) encabeçaram a lista. Merecidamente.

De férias
O ator Mateus Solano conta que tem curtido as férias ao lado da mulher Paula Braun e que os dois estão vivendo a doce espera pelo nascimento da filha, a qual ainda não tem o nome escolhido. Quanto ao trabalho, o bonitão tem contrato com a Globo por mais três anos e aguarda chamado para uma próxima novela. Lembrando que ele ganhou maior notoriedade quando interpretou os gêmeos Jorge e Miguel, em “Viver a Vida”.


Despedida
Vem aí a quarta e última temporada de “Hannah Montana”. A atriz e cantora Miley Cyrus disse que já é hora de despedir-se da personagem cuja vida tem muito a ver com a sua própria trajetória. Nesta nova série, denominada “Hannah Montana Para Sempre”, Billy Ray Cyrus, pai de Miley, aparecerá cantando juntamente com Dolly Parton

Definindo as coisas
Aguinaldo Silva escolheu Lília Cabral para ser a estrela de sua novela “Marido de Aluguel”. O autor estava de olho em Glória Pires, mas a atriz foi escalada para “Insensato Coração”, de Gilberto Braga e Ricardo Linhares.

Audiência
No último domingo, o “Programa do Gugu” deu bons índices de audiência para a Record. É que Gugu abriu ao vivo um cofre que achou jogado na casa que pertencia a Clodovil, em Cotia, na Grande São Paulo. Dentro do cofre havia alguns documentos antigos; vários botões que pareciam ser banhados a ouro e um cheque datado de 1982, do banco Noroeste, nominal ao costureiro, no valor de alguns milhões de cruzeiros, que nunca chegou a ser descontado.

O caso Clodovil
Na matéria de Gugu, o público descobriu que na verdade o nome de registro de Clodovil é Clodovir Hernandez. Isso foi comprovado quando Gugu mostrou um dos passaportes do ex-deputado e apresentador. Os bens de Clodovil estão todos bloqueados pela Justiça e fazem parte de um espólio que está sendo administrado pela advogada Maria Hebe. Antes de morrer, Clodovil fez um testamento no qual queria fazer uma fundação para cuidar de meninas carentes e dar suporte a elas desde a infância até quando chegarem à maioridade. Na verdade, Clodovil não deixou muitos bens. De acordo com que a advogada afirmou ao vivo no programa da Record, faz parte do espólio uma casa em Cotia, muito bonita por sinal, e uma casa em Ubatuba, no litoral paulista, construída no meio da Mata Atlântica, um verdadeiro paraíso. E ainda duas ações contra uma emissora que estão sendo julgadas pela Justiça. Daí que viria o dinheiro para fundar a Casa Clô. Antes de tudo tem que pagar algumas dívidas, que pelo jeito tem um valor considerável e o que sobrar será investido para a realização do último desejo de “Clodovir”.


Passagem secreta
Na casa de Clodovil em Ubatuba foram construídas duas passagens secretas. De acordo com a advogada, Clodovil tinha muito medo de ser assaltado ou sequestrado, por isso teria mandado construir as tais passagens. Uma ficava atrás de sua cama, e outra em seu banheiro. Tipo “Quarto do Pânico”, onde poderia se esconder, caso precisasse.

De volta

Após completar um ano em Nova York trabalhando como correspondente da Rede Record, a jornalista Adriana Araújo retorna ao Brasil com um novo desafio profissional: comandar um quadro de grandes reportagens no “Domingo Espetacular”. Adriana Araújo também continuará atuando no jornalismo diário da emissora. Ela estará presente na cobertura dos fatos de maior repercussão, com reportagens e entradas ao vivo no Brasil e pelo mundo. Isso que é prestigio!
Última atualização em Seg, 26 de Julho de 2010 00:04
 

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