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Dom, 04 de Dezembro de 2011 00:00
Copa  é  Copa

Euder Q. de Oliveira
Ronaldo, o “Felômeno“, agora atuando fora dos gramados, como cartola da CBF, disse que dinheiro (nosso) para a copa do mundo não é para construir Hospitais.

Concordo, com o Felômeno, há sessenta anos não temos o maior espetáculo do mundo no País do Futebol . A copa pode ser rentável ao País veja o exemplo dos Estados Unidos, que bateu todos os recordes de bilheteria e outros números mais. Sabe quem financiou a copa lá?


A iniciativa privada! Não houve dinheiro público, do povo Americano.


A construção de Estádios vai gerar empregos, melhora nos aeroportos e blá, blá, blá.


A construção de Hospitais também vai gerar vários blás, blás, blás. Sabemos que todas as construções serão superfaturadas, terminadas em caráter de urgência, sem licitações e blá, blá, blá.

Se o Ronaldo e seus familiares precisarem de assistência médica com certeza irão ao Sírio-Libanês, Albert Einstein ou meia dúzia de Hospitais de Ponta que temos, que serve a menos de 0,1 por cento da população Brasileira.

Talvez por isso ele não tenha noção da nossa pobreza e necessidade.


É isso, para o Povo, “Panis et Circensis“, ou traduzindo para o momento, futebol e cerveja.


Gosto de futebol, torço para a copa no Brasil, é a única chance de o pobre assistir a um jogo dos canarinhos de dentro do Estádio. OPS, será que o ingresso vai custar menos que o salário mínimo?


Em tempo, nos últimos dez anos houve decréscimo da verba destinando à Saúde.


E tem mais, o Curingão vai ser campeão Brasileiro e o Santos, atual campeão Paulista da Libertadores, Brasileiro de Futsal e Feminino (desculpem se esqueci outros títulos) vai ser campeão mundial.  E, chega de blá, blá, blá.


Euder Quintino de Oliveira é médico cardiologista.


Verdade Chinesa


Euder Q. de Oliveira
Um mestre chinês foi indagado sobre o segredo de sua saúde e longevidade, ao que respondeu:
“Coma a metade do que você come; ande o dobro do que você anda; sorria o triplo do que você sorri”.

Não muito tempo atrás a falta de alimento era um dos pilares das causas das doenças, o sedentarismo não existia e as pessoas eram menos tensas.


Hoje, as doenças cardiovasculares lideram o Ranking de mortalidade no Brasil; suas causas básicas: Excesso de alimento, sedentarismo e depressão.


Parece que o velho sábio tem razão; obesidade, sedentarismo e stress, um trio de ingredientes fatais
ao pobre coração.


A prevenção das doenças cardiovasculares deve ser iniciada na infância e o que vemos hoje são crianças obesas, sedentárias, estressadas falsamente diagnosticadas de hiperativas.


Apesar das doenças cardiovasculares matarem o dobro do que o câncer elas são fáceis de prevenir, é só seguir o conselho do sábio.


Vamos nessa? Modere no garfo aumente sua atividade física, e exagere e abuse do sorriso.


Euder Quintino de Oliveira é médico cardiologista.


Dia do Médico


Euder Quintino de Oliveira
Dia dezoito último comemoramos nosso dia, dia do médico, dia de São Lucas.
O Evangelista Lucas era também Médico temos, portanto, em nosso DNA profissional os genes de Lucas.

Infelizmente nossa profissão tem sido banalizada tanto pelo poder público, convênios e por nós mesmos.


Fico triste ao ouvir relatos de pacientes em que submetidos à consulta não são examinados, recebem prescrição e solicitação de exames sem um exame físico sumário.


Os Exames complementares, que são úteis, mas são complementares, são mais valorizados que o ato médico.


Exames auxiliam o diagnóstico, mas não prescrevem o tratamento, não olham nos olhos do paciente, não dão um abraço e uma palavra amiga.


Nem só de ciência se faz a medicina, comprometimento, honestidade e compaixão com o paciente são ingredientes necessários para o exercício da profissão.


Espero que o Espírito de Lucas não me abandone em minha Jornada.

Um Feliz Dia dos Médicos; todos os dias. Agradeço o carinho dos meus pacientes e amigos.

Euder é médico cardiologista em Olímpia.



Amy... Amy!


Ivo de Souza
Aos 27 anos, assim como Janis Joplin, Jimi Hendrix, Kurt Cobain, Amy Winehouse se foi (antes do combinado, não é mesmo seu Rolando Boldrin?). Há pessoas que, parece, não são (mesmo) deste nem para este mundo.

Chegam, vivem pouco tempo (ou muito tempo, sabe-se lá?...) e, como um meteoro, de cauda brilhante, vão-se. Sem mais adeus. Amy surgiu na cena musical e assombrou os críticos (e arrigimentou fãs mundo afora) mais exigentes com um talento incomum e atitudes idem – vestia-se, penteava-se, maquiava-se e, principalmente, cantava como Amy Winehouse.

Não era igual a ninguém no cenário da música. Ninguém era (conseguia cantar) como ela. Branca, inglesa, cantava como as grandes cantoras negras norte-americanas. Como uma “Lady-soul”. Como Billie Holiday, como Aretha Franklin ou Janis Joplin (outra branca de negra voz).

Quando apareceu, em outubro de 2003, com “Frank”, seu álbum de estreia, a crítica caiu a seus pés. Sua voz foi comparada à de Sarah Vaughan e Macy Gray. E saudou-a como uma estrela que nascia. A consagração mundial veio em 2006 (outubro) quando lançou seu segundo (e último?) disco: “Back to Black”, com o qual ganhou cinco prêmios Grammy.

Era a hora da Estrela. E, no dia 23 de julho de 2011, ainda agora, às 17 horas e 20 minutos, foi encontrada morta em seu apartamento londrino (no norte de Londres). A polícia foi chamada ao local, às 16 h 05, a cantora já estava morta.


É hora de botar uma pedra sobre as tristes e patéticas imagens de Amy, que os tabloides londrinos sensacionalistas adoravam estampar na primeira página.  O que fica é a grande cantora que ela foi (que ela é). Sua bela música. E sua voz inconfundível, um vozeirão, que falava à alma das pessoas, chegava aos corações e mexia com a emoção de quem a ouvisse. A música que Amy gostava e sabia cantar;  a música que sempre  embalou seus sonhos, alegrias e tristezas de menina (seu pai, um taxista, era um entusiasta do jazz): a música dos negros americanos e das divas brancas do soul, britânicas como ela.


O que se passava com Amy só Amy sabia. A verdade sobre seu comportamento para sempre ficará sepultada com o corpo frágil, franzino, que abrigava (nem se sabe como) uma voz poderosíssima, um dom, certamente, divino. O meteoro veio, viu (não gostou do viu) e foi embora. Deixando atrás de si um rastro lindo de luz... E uma nova estrela nos céus teve de ser batizada: a estrela Amy Winehouse. Basta olhar para os céus numa noite cheia de estrelas... Ela lá está!


P.S.: O problema de Amy é idêntico ao de milhões de jovens em qualquer parte do mundo: dominados pelas drogas, não conseguem sair do mundo escuro, confuso, melancólico e triste (muito triste!) em que, um dia, por um motivo ou outro, entraram pelas partas do fundo. Só que Amy era uma artista e, como grande artista que foi (é), seus problemas (sua decadência física e psicológica) eram escancarados nas capas dos jornais, ávidos para faturar alguns dólares a mais sobre a desgraça alheia.


O que fazer para salvar tantos e tantos jovens dominados pela força das drogas, reféns desse vício maldito? Tantos jovens que, como Amy, desprendem-se da vida terrena (aos 27 anos!) em busca de alguma coisa que nem eles próprios sabem o que seja. É triste, é trágico, é lamentável. É terrível, é doloroso. O que fazer, senhores pais? O que fazer?


Em tempo: As cinzas de Amy (esse era o desejo dela) foram colocadas ao lado das cinzas da avó. Um ato de profundo simbolismo...

 
Ivo de Souza é professor universitário.


Ídolos


Euder Quintino
de Oliveira
Desde o início das civilizações o Homem tem necessidade de ídolos. Fanatismos à parte, os ídolos servem de norte, moldam nossa personalidade e orientam nossa conduta.

Temos vários ídolos em nossas vidas, os pais, irmãos, amigos, no esporte, na arte, no campo profissional, na política, etc.


No período da minha adolescência, fumar era moda, meu pai e quatro irmãos fumavam, eu, nunca fumei, segui o conselho do meu ídolo no futebol, Pelé, que era contra o tabaco e álcool, nunca foi  garoto propaganda destes produtos. Infelizmente, alguns ídolos do esporte incentivam os jovens ao consumo de álcool. É o dinheiro falando mais alto. Ídolo tem que ter responsabilidade.


No último congresso paulista de cardiologia em que Olímpia foi bem representada por seus cardiologistas (Dr. José Carlos Ferraz, Dr. Julio Tacio de Amorim, Dr. Roberto Ribeiro José e Dr.
Otávio Lopes Ferraz), encontrei meu grande ídolo profissional, Dr. Adib Jatene. Como se diz na gíria, ele é o “cara”.


Excelente profissional, ético, humano, educado, dedicado, determinado e humilde.

Esse médico é o ídolo a ser seguido pela nossa classe. Quem sabe eu chegue a dez por cento do Dr. Adib, me daria por realizado.

Euder Quintino de Oliveira é médico cardiologista em Olímpia.



O  Milagre Interior


Euder Q de Oliveira
Gosto das letras das modas  sertanejas, são simples e ricas em sentimento.
¨O milagre do ladrão¨ de Zilo e Zalo, conta a estória de um garotinho paraplégico que sonha em sair da cadeira de rodas e brincar com os coleguinhas.

A mãe alimenta a esperança do garoto, em fé no Papai do céu, um ¨Homem¨ Bondoso de Barbas. Certa noite, em meio a uma tempestade, um Ladrão Barbudo (não daqueles de Brasília) invade o lar, e, ao vê-lo, o garotinho em sua fé inocente confunde-o com Jesus, levanta-se e caminha curado ao seu encontro, agradece em meio aos abraços e beijos pedindo que o meliante fique um pouco mais em sua casa.


Temos nesta estória dois milagres, um da fé e da pureza do coração da criança (vinde a mim as criancinhas...), outro do amor (Deus é Amor, ame o próximo como a ti mesmo) que tem o poder de transformar.


Estamos a procura de milagres, esperando a intervenção divina a nosso favor,  negociamos, prometemos, usamos nossa mente em vez do coração.


É, meu amigo, com o Papai do céu não adianta negociar, ser astuto, ser letrado, nada disso vale. Procure no fundo do seu coração a criança adormecida, e cuide dela com carinho que o Papai do Céu vai lhe sorrir.


Mas...é difícil, o caminho é estreito... . Muito difícil.


Euder Quintino de Oliveira é médico cardiologista em Olímpia.


Gratidão


Euder Q. de Oliveira
Tem coisas que tocam o nosso coração, entre elas está a gratidão.
O sentimento de gratidão é verdadeiro, puro, sem interesse, sem preço nem exigência.
Quando temos a oportunidade e o privilégio de ajudar a alguém, sem interesse e nem esperar recompensas, não podemos perdê-la.

Infelizmente há muitas pessoas esperando uma oportunidade para tirar proveito dos momentos de desespero e dificuldade do próximo a fim de levar algum tipo de vantagem. Assim ocorre com médicos, advogados, negociantes que aproveitam da fragilidade e desespero momentâneos, cobram honorários aviltantes, pagam valores muito abaixo do mercado nos bens das “vítimas” (negócio da china) quando a situação seria de estender a mão, praticando os ensinamentos de Cristo.


Na outra banda temos os ingratos, infelizes ingratos, os quais devemos continuar ajudando, que, com certeza, o nosso batistério terá firma reconhecida e assinada com gratidão por Deus.


É isso. Se tiver oportunidade, ajude sem interesse.


Credito a inspiração deste artigo aos amigos José Carlos e José Roberto, exemplo de gratidão Eterna. Valeu!


Euder Quintino de Oliveira é médico cardiologista
.


Ensaio para democracia


Artur César Passoni
Com todo respeito às pessoas e familiares aos quais foram dados nomes a prédios públicos, ruas, praças, etc.

Sei que foram pessoas dignas quando estavam vivas por isso, não contesto nenhum deles.


Como é proibido colocar nome de pessoas vivas em prédios públicos, ruas, etc. E o prefeito Geninho está com dificuldades de achar nomes para homenagear. Então gostaria de dar uma sugestão ao prefeito, porque não fazer um inventário de todas as pessoas de bem e honradas que nasceram, viveram e morreram em Olímpia, desde sua fundação, e, de maneira bem democrática, sortear tais nomes. Aqueles que forem contemplados e com a permissão dos familiares seriam homenageados com nomes em prédios públicos.


Sei que a história só contempla pessoas dignas que se destacaram. Porque não mudar um pouco e contemplar a todos.


Da mesma forma que as pessoas que tiveram destaque ou foram parentes de tais, os de menor destaque e posição, sem parentes importantes, também merecem. Pois foram trabalhadores que ajudaram a construir nossa cidade. Incluindo a todos estaremos fazendo um grande ensaio para a democracia (governo do povo).


Enfim, todas as pessoas dignas e honradas que viveram em Olímpia merecem ser homenageadas.


Artur César Passoni é Engenheiro Agrônomo.

Preces Terapêuticas


Euder Q. de Oliveira

Ao longo da História, religião e ciência conviveram apartadas, caminhando em paralelo. Falta de conhecimento de um lado, ceticismo de outro.


Atualmente, vivemos na medicina um congraçamento da ciência e da fé. Diversos trabalhos científicos bem conduzidos vêm demonstrando cientificamente o poder da fé e das orações no auxílio ao tratamento médico.

Pessoas religiosas e de fé e que recebem orações recuperam-se melhor de suas patologias. Vários Hospitais e Faculdades médicas de renome já apresentam o departamento de medicina Espiritual, que é supra-religioso, respeita o credo de cada um, estimula a fé e é isento de fanatismo.


Os trabalhos não mostram uma religião melhor que a outra e sim a fé que é o diferencial.

A organização mundial de saúde redefine a saúde como um bem estar Físico, Mental, Social e Espiritual. Cabe a nós, médicos, questionarmos nosso paciente quanto a religiosidade além de seus hábitos de vida e estimulá-lo ao desenvolvimento espiritual.

No final da consulta devemos entregar a receita dos medicamentos, a dieta, os cuidados e, com muito amor no coração, desejar a benção de Deus.


Andar com Fé eu vou
Que a Fé não costuma
Falhar“. Gilberto Gil

Euder Quintino de Oliveira é médico cardiologista.


Questão Ambiental

Arthur César Passoni

Em 1975, assisti um filme do já falecido cineasta Japonês Akira Kurusawa, e , uma parte me fez refletir até hoje, foi quando o personagem Dersu Uzala, uma pessoa simples mas com grande sensibilidade. Depois do jantar no acampamento, não deixou que os restos de comida fossem jogados fora, não me recordo bem, mas foi mais ou menos isso que ele disse:

- Não jogue fora, pois outros virão e poderão aproveitar.

Hoje no Brasil, está em discussão no Congresso, um novo código florestal, anistiando desmatadores e outras barbáries.


Os Agricultores brasileiros, precisam se conscientizar de uma vez por todas, se não conservarmos as nascentes, matas, rios, etc, não haverá nada no futuro. Hoje, pelos sinais que a natureza está nos dando, com grandes secas, enchentes, nevascas, furacões, e aqui também, no município de Olímpia, temos o exemplo da citricultura que está praticamente inviabilizada pelos problemas climáticos.


Da mesma forma que Dersu Uzala estava preocupado com a sobrevivência do próximo e com as gerações futuras, os agricultores deveriam pensar da mesma forma.


De que adianta sugar a natureza ao máximo para ganharmos alguns tostões a mais e deixar para quem? – Para nossos netos e bisnetos?


Não querendo ser pessimista, mas do modo como estamos caminhando, tenho dúvidas quanto ao futuro.


Portanto, vamos nos comprometer a cuidar das nascentes, das APPS, reflorestando se for necessário para repor o que foi devastado no passado.


Se for mexer no código florestal, é para melhorá-lo, não para piorar como foi proposto.

A questão ambiental hoje, é questão de sobrevivência das gerações futuras.

Artur César Passoni é Engenheiro Agrônomo.


Horário de Verão e seus motivos

Francisco C. Martins
Quando se divulga a quantidade economizada de energia elétrica pela implantação do Horário de Verão no Brasil muita gente faz uma pergunta inevitável. Vale a pena tanto esforço para tão pouca economia? Antes que seja dada uma resposta definitiva, é preciso esclarecer alguns pontos dessa complexa questão.

O consumo de eletricidade no país, assim como a audiência de determinada emissora de televisão, segue uma tendência histórica, com picos de consumo num caso e de audiência no outro. Esse movimento é melhor visualizado ao transportar os números para um gráfico quando se percebe uma curva acentuada nos momentos de maior ênfase. Numa rede de televisão os picos de audiência são comemorados com extrema alegria. No setor elétrico, os picos de consumo são uma das maiores preocupações para técnicos e engenheiros das empresas que são responsáveis pelo serviço de fornecimento de eletricidade para  a população.


Num espaço de aproximadamente três horas consome-se eletricidade capaz de desenhar uma curva bastante acentuada que se difere do restante do comportamento da demanda no restante do dia. É justamente essa curva o momento de maior exigência do setor elétrico porque a oferta de eletricidade (quantidade de energia disponível naquele momento) fica muito próxima da demanda (carga), aumentando os riscos de oscilações e até grandes interrupções de eletricidade.


O Horário de Verão é prioritariamente implantado para justamente desviar essas possibilidades. Com uma curva menor, mais achatada, os riscos diminuem e a segurança do sistema mantém–se em patamares cujos controles são perfeitamente administráveis.


Por que isso acontece? Perguntam uns. Como essa curva é ‘achatada’? Perguntam outros. Pois bem, o Horário de Verão acaba modificando a rotina das empresas e das pessoas. A Iluminação Pública é acionada mais tarde, as pessoas tomam banhos em horários desconcentrados, empresas modificam seus turnos e o comércio pode aproveitar otimizadamente a iluminação natural por mais tempo. Claro que não é apenas isso. Mas esses exemplos são perfeitamente didáticos para mostrar que a curva de consumo  sofre uma distensão  maior.


E existe economia de energia? Sim, há economia de energia, não tanto quanto dez, vinte anos atrás, mesmo porque a população incorporou várias práticas de uso eficiente e inteligente de eletricidade, mas ela ocorre.


Nas regiões atendidas pela distribuidora CPFL Paulista, em 234 cidades do interior paulista, a empresa estima uma redução no consumo de 0,7%, economia que totalizará 73.800 MWh, suficientes para abastecer uma cidade do porte de Bauru durante 35 dias ou São José do Rio Preto por 31 dias. No horário de pico, a expectativa de redução atinge 4% da demanda, afastando consideravelmente os riscos de desabastecimento.


Implantado sucessivamente há 26 anos no Brasil, a medida já está incorporada na cultura do brasileiro. E desta vez se estenderá até o dia 19 de fevereiro, à meia-noite. Do dia 17 de outubro deste ano até lá serão 126 dias. Os relógios se adiantam uma hora nas regiões Sul, Sudeste, Centro-Oeste e Distrito Federal e  o país, podem ter certeza, ganha muito com isso.


Francisco Carlos Martins é Gerente da Regional Noroeste CPFL Paulista.



Vacinação contra raiva

Alexandre Guedes Fraga
A vacinação contra raiva no Estado de São Paulo continua suspensa, em respeito do governo estadual, aos animais e seus proprietários, mas a vacinação antirrábica na minha clínica e, acredito que na maioria das clínicas sérias, continua sem problemas.

Para aproveitar, é muito comum escutarmos pessoas dizendo que vacina nacional e importada é a mesma coisa, tem o mesmo efeito, é o veterinário que quer cobrar a mais pela vacina. Hoje estamos tendo um problema com a vacina de raiva produzida pela BIOVET, que é um laboratório nacional e que não produz só vacinas contra raiva.


Só para informação, sendo a raiva uma zoonose, ou seja, uma doença transmitida para seres humanos, diferente da parvovirose e da cinomose, entre outras, existe um controle do governo sobre a qualidade da vacina. E as vacinas contra doenças só de animais, qual será o controle de qualidade?


Ao vacinar seu cão, exija o selo da vacina, nele deve conter o fabricante e o endereço onde foi produzida a vacina, pois já temos vacinas terceirizadas, onde uma marca compra uma vacina não se sabe de onde, carimba o seu nome, porém não há endereço nem país de fabricação e alguns estabelecimentos da cidade vendem essa vacina como de boa procedência sendo que importado pode ser até do Paraguai.


Alexandre Guedes Fraga é médico veterinário em Olímpia.



Padre Luciano: Aprendendo com a morte a doar a vida


Pe. Ivanaldo Mendonça

O óbito do Padre Luciano Carlos da Silva, ocorrido no último dia 24, comoveu a todos, indistintamente. Aos familiares, amigos e cristãos católicos, sobretudo, esta dor doeu mais forte, pois no auge do exercício do ministério sacerdotal, aos 33 anos, este irmão volta à casa do Pai, após percorrer o calvário da enfermidade.

Passados os funerais e a celebração de sétimo dia de sua entrada nos céus, ocorreu-me: “a vida do Padre Luciano não foi tirada e sim doada”. Esta perspectiva não me foi aberta pela lógica ou filosofia, mas pela fé. A fé não cega, nem amputa nossas faculdades, mas nos dá condições de vislumbrar e lançar-nos ao que está além de nós e que não deixa de existir ou ser verdadeiro pelo simples fato de não estar sob nosso controle, como o é o sentido da vida humana.


Pela força da fé e do amor, Luciano fez da vida um constante doar-se, um constante oferecer-se a Deus e aos irmãos. Doou a juventude, a alegria, a dedicação, a coragem, a disciplina e perseverança, a inteligência, a força física, os sacrifícios, a enfermidade. Assumindo a vocação sacerdotal nada perdeu. Descobriu riquezas maiores fazendo-se, à semelhança do Cristo Bom Pastor, “pai de todos”, “irmão de todos”, “amigo de todos”, “filho de todos”.

Este constante oferecer-se exigiu do jovem Luciano que, muito mais que confiar em si mesmo, aprendesse a confiar na força sustentadora do Espírito Santo de Deus

O óbito do jovem presbítero coroa a caminhada terrena de alguém que foi capaz de abrir mão da própria vida em vista de um projeto de amor e doação: o Reino de Deus. Reino que não se impõe pela força, violência e poder; Reino que é proposta de amor e adesão

Se pensasse apenas em si, se cuidasse apenas de si, se amasse apenas a si, talvez seu tempo de vida entre nós se prolongasse. O pensar em nós, o cuidar de nós e o amar a nós, tornou mais breve o número de anos deste nosso “pai-irmão” aqui na terra.


Creio profundamente que idade e tempo de vida terrena não podem ser equiparados à maturidade, experiência e, sobretudo, capacidade de amar. Todos os que vivem muito amam muito? Todos os de cabelos brancos são experientes? Quando “perdemos” alguém que amamos com mais tempo de vida sofremos menos?


Resta-nos dizer ao Pai do céu: Muito obrigado, Senhor! Por todos os que doam e muito mais, Se doam no seguimento fiel a teu filho Jesus, a ponto de entregar a própria vida com alegria e disposição para que outros vivam, cresçam, amem, amadureçam. À família do Padre Luciano nossa gratidão por oferecer à Igreja um filho tão empenhado e radical no amor e no serviço a Deus e aos irmãos.

À Paróquia São João Batista e Comunidade São José, celeiro no qual a vocação do Luciano foi cultivada com carinho, toda a Igreja agradece.


Inspirado em Cristo Jesus, Luciano deixa-nos como herança um tesouro que a traça não corrói e que o tempo jamais apagará: as marcas profundas e indeléveis da doação generosa de si. Louvo e bendigo a Deus por me permitir testemunhar página tão bonita da história, que me faz aprender com a morte a doar a vida.


Pe. Ivanaldo Mendonça é Pároco da Paróquia São José - Olímpia



Era uma vez, um festival do folclore


Alexandre G. Fraga

Infelizmente, nosso festival caminha para virar mais uma lenda folclórica. O povo, cuja opinião é a que realmente importa já antevê a extinção da festa e gostaria que alguém da imprensa séria, ética, buscasse informações para nós, pobres ignorantes.

Realizar um festival é um processo lógico; o tema é o folclore, acompanhado de atrativos para o público. Sendo sincero, sem ufanismo como “ritmos contagiantes que reacendem em blá-blá-blá”, folclore não atrai ninguém, a maioria das pessoas não vai para ver o folclore, o que as atrairiam seria um parquinho decente, muitas barraquinhas variadas e comidas melhor servidas. O povo exige quase nada. Veja bem, “QUASE”.


Aí vêm as dúvidas:
Alguém poderia nos dizer por que, quando não recebíamos verbas oficiais o festival era melhor? Por que, tendo essa verba o povo tem que pagar caro para consumir na festa? O povo sabe que é a comissão que tabela o preço das bebidas e que o preço alto dos outros produtos é por causa do alto valor cobrado dos barraqueiros, e nesse caso, mais uma vez, cadê a verba para que nós não paguemos o pato?

Para não ficarmos divagando gostaríamos de saber se eles acreditam mesmo que o festival é um sucesso e se a ideia dos organizadores é acabar com o festival, pois as ações tomadas nos levam a pensar assim.


Alexandre é médico veterinário em Olímpia.

A arte, o que é?

“Para que ler a crítica? Não basta olhar para o quadro?

Ivo de Souza
Discussões bizantinas à parte, a questão se resume, praticamente, em uma só: o que é Arte?, o que é obra de arte?, ou seja, quando é que uma experiência artística (um quadro, uma escultura, um livro, uma música, uma fotografia ganha status, a chancela, alcança a categoria o re-conhecimento (e a consagração) de obra de arte? E quem é que confere a essa expressão artística tal status?

A questão, complexa, é bastante relativa; nunca chegaremos a um consenso sobre tal assunto (e precisa?). O que é obra de arte para uns, não o será, necessariamente, para outros. E nem chegamos, aqui, a abordar a crítica e os críticos de arte – outro tema que provoca debates acalorados quando se mexe nesse vespeiro.


Arte é Arte e estamos conversados? Ponto final? Não é bem assim, todos sabemos. E os críticos, provavelmente, por didatismo ou sei lá o quê, dividem , por exemplo, o fazer artístico em Arte Erudita e Arte Popular. E, aqui, surge mais um conceito a ser considerado. E outros conceitos aparecem na rabeira dessa divisão: primitivismo, arte naïf, manifestações folclóricas, artesanato e outras tantas denominações (ah! O poder de nomear!).


E o que dizer da arte acadêmica e da arte moderna, do academicismo (que procura imitar, aproximar-se o quanto possível da realidade real) e do modernismo – que se afasta (mas nem tanto) intencionalmente do real para privilegiar o onírico, a imaginação, para expressar uma visão própria e única (singular) do real no ato de criar o artístico.


E, dentro do que se convencionou chamar-se de moderno surgem, as várias correntes (movimentos): o Expressionismo, o Impressionismo, o Cubismo, o Surrealismo, o Dadaísmo, o Futurismo, a Pop-Art (por que uma lata de sopa pintada por Andy Warhol é considerada obra (pop) de arte?. E as polêmicas instalações, o grafitismo? E o pós-moderno? Tudo precisa ser considerado e avaliado.


É certo que o desconhecido pode provocar em muitos um certo medo, e o novo, muitas vezes, pode chocar mentes “mais desavisadas”. Quantos gostarão de “Abaporu”, obra-mestra de Tarsila do Amaral (comprada por milhões de reais por um colecionador argentino)?; quantos apreciarão “O Homem Amarelo”, de Anita Malfatti? O desconhecido, o diferente, o novo, o ainda não-visto, o inusitado, o inesperado causam sempre, a princípio, estranhamento e distanciamento, recusa; mazelas que o tempo encarregar-se-á de curá-las (ou não).


Para que serve a Arte (outra perguntinha marota que tem gerado, ao longo da história humana, discussões, debates e até pomposas teses acadêmicas)? Arte é para emocionar e também fazer pensar, refletir, questionar valores, idéias, ideologias...


Segundo Roland Barthes, a literatura (e por extensão a arte em geral, digo eu) é sempre uma reflexão sobre a sociedade. Ela [a literatura] terá sempre um ambíguo papel de expressão do mal-estar ou da infelicidade social... e, ao mesmo tempo, terá um papel utópico de figuração de certas utopias, arremata com rara felicidade o mestre (semiólogo) francês. Toda obra de arte “deve cumprir” uma função social (fazer pensar a sociedade em que vivemos); não estamos falando aqui de engajamento (arte engajada). Dewey, filósofo norte-americano, diz que a arte depende da “completa interpenetração” entre o sensorial (emoção?) e o intelectual (razão?).

Na verdade há muitas definições (e nenhuma definição!) sobre o que seja obra de arte. Nenhuma delas, porém, consegue inteiramente dar conta em, um único conceito, da grandeza, da complexidade e da criação que plasmam as “verdadeiras” obras de arte.

O mesmo ocorre com a poesia. Poesia! O que é? Poesia não se define (seria possível definir um quadro, uma escultura e tantas manifestações artísticas?). Poesia, sente-se. O mesmo se aplica ainda, às outras obras consideradas de arte. Não me refiro, aqui, aos estudiosos da Arte, aos críticos, que, por obrigação de ofício, preocupam-se em “explicar” tecnicamente, e até matematicamente, porque o quadro x é obra de arte, e o quandro y não o é São tão frios e tão técnicos que, muitas vezes, conseguem “arrancar” da tela a beleza que a tela tem, tantas as explicações (até científicas!), muitas vezes incompreensíveis (e por isso, não aceitas) aos olhos do simples comum dos mortais.

O problema, reitero aqui minha tese, é um só: o homem desde que o mundo é mundo, procura (busca!) o Belo. É da natureza humana. E gosta “disso” ou “daquilo” por ser bonito agradável aos olhos e ao coração, independentemente “disso” ou “daquilo” serem ou não obra de arte. E é essa beleza que lhe faz bem à alma. Entretanto não consegue expressar em palavras o Belo que vê. Sente a beleza e se emociona diante dela. Não a explica, porém.


Uma última questão: E o feio que é belo? Existe beleza no que é considerado “feio”, “triste”, “pobre” (é a beleza franciscana de que nos fala Clarice Lispector no seu mágico livro “Água Viva”). Lembram-se de certas canções da Bossa Nova que falavam do morro, da favela, mas eram compostas nos chiques e muito bem situados apartamentos da Zona Sul do Rio de Janeiro (Ipanema, Leblon, Copacabana...). É claro que esse distanciamento espacial não tem a ver com boa ou má expressão artística.


A literatura, segundo Barthes (e a Arte em geral, digo eu) tem dupla função (expressa o mal-estar ou infelicidade social, mas tem um papel utópico). E é por isso que a Arte pode nos fazer seres humanos “observadores”, que veem bem. E ver é fundamental. Ver bem, imprescindível. A arte, enfim, pode no fazer seres (humanos) melhores, “humanizados” e críticos. E utópicos (no melhor sentido da palavra).


Ivo de Souza é professor universitário.


Anjos

Euder Q. de Oliveira
Meus anjos não são alados invisíveis, são de carne e osso e convivem comigo.
Tal qual os anjos da minha infância vivem para proteger e ajudar o próximo, a asa direita chama-se amor a esquerda, compaixão.

São pessoas especiais que amam e sofrem, tem um dom  de sensibilizar-se diante do sofrimento e injustiça, de pronto agem guiados pelo coração.


Meus anjos não são espertos, não sabem negociar, não esperam lucros ou reconhecimentos, nesta ou noutra vida, não precisam patentes ou títulos são abençoados por Deus e amam.


Estão entre nós para dar equilíbrio à nossa existência


São lâmpadas a iluminar a escuridão.


Conheço muitos anjos, alguns dedicam-se aos enfermos outros às crianças abandonadas, aos jovens perdidos no vício, aos animais, à natureza e a tudo o quanto precisa de ajuda, amor e compaixão.


A vocês, meus anjos, desejo todo amor e agradeço por nos proteger e tornar a vida mais agradável.


Euder Quintino de Oliveira é médico cardiologista.
 

Vitrines

Euder Q. de Oliveira   

Ainda não eram sete horas e lá estava a moça colada ao vidro da vitrine da butique.
Seu corpo relaxado apoiava-se com as mãos no topo do cabo da vassoura liberando sua imaginação e os sonhos.

Havia roupas e assessórios, bolsas, bijuterias, sapatos e botas; As botas não sei porque exercem um fascínio nas mulheres. Tudo que ali havia não era  para o seu topete posto, que é pobre mas a vaidade feminina e por que não a classe e elegância são próprias das mulheres e independem da classe social.


Após vestir-se, calçar as botas perfumar-se e enfeitar-se com as bijuterias, mesmo que em sonho, sonhos são gratuitos, deu um suspiro, colocou as mãos calejadas em posição de varrer e seguiu seu ofício com um quase sorriso no rosto

Pensei neste momento como são importantes as vitrines; servem para os ricos olhar e entrar, talvez comprar e para os pobres, com a loja fechada, olhar e sonhar. Não sei por que também pensei no Arruda, ex-governador de Brasília e sua gangue que apesar do bom salário e prestígio precisam roubar o dinheiro público.

Seria pra comprar botas para as esposas? Lá vem as botas, acho que eu é que me encanto com as mulheres de botas. Mas, vamos ao trabalho, e as vitrines; uma outra está repleta de ovos de páscoa e duas crianças com seus narizinhos colados, sonhando, sonhando, sonhando.

Feliz páscoa a todos em especial aos que não perdem a capacidade de sonhar.


Euder Quintino de Oliveira é médico cardiologista.


Os Insubistituíveis


 José Roberto M. de Souza
Em sua grande maioria o ser humano tem a força de hábito de dizer que ninguém é insubstituível, principalmente se a pessoa citada, na roda de amigos ou inimigos encontra-se em fase terminal de saúde, prestes a aposentar-se,  ou de perder cargos ou funções de destaque em sua atividade humana, e a mencionada pessoa for dinâmica, progressista, ou destacar-se ativamente, com seus atos de grandeza e financeiramente, causando inveja, aos severos críticos de suas obras. Digo eu,  muitos não só fazem falta mas, realmente são mesmos  INSUBISTITUÍVEIS.

Haja visto o que já ocorreu em OLIMPIA, que contando com um dos seus filhos queridos, que foi o Professor José Sant´anna, projetou nacionalmente e além fronteiras sua cidade, com seu Festival de FOLCLORE, que criou, intituiu e o organizou de tal maneira e grandeza, mas, infelizmente, com seu falecimento precoce, viu-se a partir daí o referido evento deteriorar-se ano a ano, e  perder a sua magnitude.


Porém também graças ao seu denodado trabalho, Olímpia conta hoje com mais um Empreendedor valoroso, que novamente vem projetando a nível Nacional a cidade que amamos, com o Clube “Thermas dos Laranjais”, gerando a partir de sua criação, instalação e funcionamento, mais empregos, valorização imobiliária, instalação, ampliação e melhoramentos no ramo hoteleiro e a expansão do Turismo na cidade, graças a iniciativa e criatividade do senhor Benito Benatti, que  se por um acaso ou fatalidade vier ser substituído frente ao empreendimento que administra, com toda certeza, não só fará falta pela sua grande iniciativa, mas, também, virá ser mais um grande homem Insubstituível no mencionado clube.


Finalizando afirmo com toda convicção e opinião própria, que já tivemos o exemplo de grandes homens que com sua falta deixaram um vazio muito grande no coração, e mente da população brasileira, tais como.


Ayrton Senna no campo esportivo do automobilismo;


Dr. Paulo Prata, idealizador da Fundação Pio XII, mas deve sentir-se orgulhoso e feliz no Céu, pois seu glorioso filho, HENRIQUE PRATA, cada dia mais vem realizando um enorme trabalho no Hospital de Câncer de Barretos, no atendimento de milhares de pacientes de todo País, substituindo a altura seu valoroso Pai.


PS:- Tive o grande prazer de conhecer e ser amigo do Prof. Sant´anna;

Porém, não tive a honra de conhecer pessoalmente o Sr. Benito Benatti, mas sou um grande admirador de sua obra.

José Roberto M. de Souza  - Altair/SP.



A Alegria que incomoda

Euder Q. de Oliveira

Já escrevi nesta coluna sobre a fábula da cobra e o vagalume em que o réptil quer devorar o inseto que lhe é indigesto, apenas porque seu brilho incomoda.

Se eu não tenho a capacidade de sorrir, brilhar, é melhor sufocar a alegria dos outros para que fiquemos nivelados. Nesta toada concordo com a previsão da organização mundial de saúde (OMS): A depressão será a doença predominante deste século.

A alegria e o brilho alheio incomodam, é como se tivéssemos um código penal interior que diz: toda alegria será castigada.

Os  meninos de vila, vagalumes do Santos Futebol Clube, estão jogando um futebol alegre, vibrante como há muito tempo não víamos e despertaram todas as serpentes que já saíram à caça.

O que incomoda as cobras não são as coreografias, que como dizia o Prof. Santana a dança é a maneira mais antiga de celebração. O que incomoda realmente é jogar atacando, os dribles desconcertantes, o sorriso no rosto, a união.

As cobras uniram-se, jogadores, torcidas (até Corintiano torceu para o Palmeiras), imprensa esportiva, árbitros e justiça desportiva darão conta de acabar com o brilho e tudo voltará a normalidade.

Gosto do Futebol bonito, vistoso, alegre, tal qual a academia do Palmeiras com Ademir da Guia, Nei, Cesar Maluco e Levinha; os Menudos do São Paulo com Silas, Miler, Careca e Sidnei; Os Democratas do Corinthians com Sócrates, Casagrande e Zenon.

Infelizmente, a história tem mostrado uma supremacia das cobras sobre os vagalumes, mas estes pequenos brilhantes são teimosos, e quem sabe um dia a alegria não será castigada.

“Será que eu serei o dono desta festa, um Rei no meio desta gente tão modesta...

Diga espelho meu se há na avenida alguém mais feliz que eu...”

Euder Quintino de Oliveira é médico cardiologista.


Houve um Carnaval

Euder Q. de Oliveira

Eis que chega mais um carnaval nossa festa pagã com seus diversos blocos em que nos situamos de acordo com nosso estado de Espírito, alguns vão à folia, outros ao retiro espiritual, outros ficam indiferentes.

Infelizmente a nossa festa maior traz aumento do consumo de álcool e drogas e as conseqüências que já conhecemos.

Gosto do carnaval em sua essência, que é a alegria, não aquela proporcionada pelo álcool ou droga . É apenas a alegria interior explodindo em danças, sorrisos, abraços e beijos.


Tenho boas recordações de carnavais, mas houve um carnaval, o carnaval, aquele que fica gravado em nosso coração, na fonte da saudade que nem o tempo implacável vai secar.

Desejo que todos tenham um bom carnaval, seja dançando, descansando ou meditando.

 Euder Quintino de Oliveira é médico cardiologista. 

Nossa Querida Olímpia II

Walter de Oliveira Souza

Sócrates, filósofo grego, praticava sua filosofia através de perguntas. E uma delas era: “Sois professor? E que passos já destes no sentido de vencer a própria ignorância antes de atrever-vos a atacar a ignorância alheia? “Não pode, qualquer pessoa, sem o devido preparo, ditar regras sobre assunto de que não seja bom conhecedor. Nada impede, porém, que exponha seu ponto de vista, suas idéias, as quais poderão ser úteis e, dentro das possibilidades, apro­veitadas pelos “experts” como subsídio ao seu trabalho, notadamente quando dirigido ao bem estar social.


Pois bem, refiro-me a um tema, crucial e, por sinal, polêmico, que é o caso da inflação, que sempre causou dissabores ao nosso país e cujo fantasma tem vida latente e sujeita a germinar com ameaça à nossa economia. Como há um dito popular de que “em cada cabeça uma sentença”, ouso traçar algumas linhas a esse respeito.


Entendo que se combate a inflação com o aumento de produção. Havendo grande oferta de produtos, com certeza o preço cairá. É a famigerada lei da oferta e da procura, de todos conhecida. Assim, por exemplo, o plantio de cana, ou qualquer outra mono­cultura, desordenadamente, trará, por certo, a falta e outros produtos, inclusive de alimentos, ou estes terão seus custos acrecidos pelo transporte de regiões produtoras distantes.

Portanto, cada município deveria ser, o quanto possível, auto suficiente para o abastecimento de sua população dos gêneros de primeira necessidade. Há anos, havia nas cidades produção de leite que era vendido de porta em porta a preços módicos; havia pomares de frutas, e produtos hortigrangeiros. Até nas residências, às vezes, havia criação de aves que lhe supriam de frangos etc...

Com o advento das usinas de cana, não tem havido mais espaço para o plantio de café, roças, produtos hortigrangeiros, enfim. Entende-se que nada deve ser feito desordenadamente. Não se pode admitir que, no afã de amealhar lucros, ponha-se em risco a sobrevivência do povo. Quando o poder público, por exemplo, autoriza ou admite a monocultura, hoje, no nosso caso, a plantação de cana, haveria de se exigir que fosse reservada uma porcentagem da área explorada, para o cultivo de roça, ou seja, de arroz, milho, feijão, enfim daqueles produtos de primeira necessidade que, cultivados na região, sairia por preço inferior ao importado de outros locais, como vem ocorrendo.

Com o incremento da mo­no­cultura, de que é exemplo, nota­damente, o atual plantio inve­terado de cana por todo o Brasil, com vistas à produção do fami­gerado etanol, acabam sendo dizimados pomares produtivos, desa­tivados equipamentos, construções, máquinas, ferramentas etc., usadas na exploração de outras culturas que acabaram extintas nessas regiões.

Quantas máquinas de beneficiamento de algodão, milho, café etc., investimentos de irrigação, enfim, quantas fortunas investidas foram e estão sendo desativadas ou até sucateadas, com desperdício inaceitável desse enorme patrimônio. Isso sem contar a perda inestimável de mãos-de-obra qualificadas de profissionais experientes no mister, adquiridas ao longo de uma vida de trabalho, os quais têm de buscar seu sustento aventurando-se em outras áreas de atividades que lhe são estranhas, com grande prejuízo para todos. As coisas existem para servir o povo e não o povo para servir as coisas.

Na época do descobrimento, haviam muitas minas de ouro e de pedras preciosas que atraiam todos para sua exploração. Decorrido algum tempo, qualquer um daria todo o ouro, pedras preciosas amealhadas em troca de um prato de arroz e feijão que passou a faltar nas mesas. Se eu abro uma cisterna para me abastecer de água e jorra petróleo, embora mais caro, poderei morrer de sede. Tudo deve estar dentro dos limites.

Oportuno lembrar que nosso excelente clima e a qualidade de nossas terras fazem-nos dos mais privilegiadas do Brasil e, quiçá, do mundo. Na região de Guairá, por exemplo, dotada de terras férteis, onde se viam lavouras de soja e outras, todas devidamente ir­riga­das, estão, hoje, tomadas apenas pelo plantio de cana. É importante, sim, o plantio de cana, como é importante a construção de cidades, porém, planejadas, isto é, dotadas de serviço de água, esgoto, hospitais, comércio, ruas e avenidas, áreas verdes, tudo, enfim, obedecendo a um planejamento minucioso para que possa proporcionar ao cidadão condições dignas e duradouras de vida e conforto.

Certa vez, ouvi de um inspetor do Banco do Brasil a serviço na agência desta cidade: É melhor haver, por exemplo, dois mil clientes com saldo em depósito de mil reais cada um, que apenas um cliente com dois milhões de reais, pois, se um dos dois mil clientes saca seus mil reais, em nada altera o andamento dos negócios, ao passo que, se o único cliente depositante dos dois milhões venha a sacar todo seu saldo, o efeito é desastroso.

“Por quê o Brasil não se abalou tanto com a grave recessão que vem ocorrendo e que abalou o mundo, diferentemente do que passou nos idos de 1929 quando houve o “Crash da bolsa de Nove Yorque?” É que, naquele tempo a única riqueza com que contava o Brasil era o café.

E este produto passou a não valer mais nada. Agora, o Brasil cresceu e houve o fomento de indústrias e de outras fontes de riqueza, o que amainou sobremaneira os efeitos da crise atual. Hoje, conquanto contemos com economia diver­si­ficada, um planejamento racional nunca é demais, pois, é pensando nos problemas do passado que podemos traçar as perspectivas mais seguras para o futuro. Esse é o nosso modesto ponto de vista apenas para reflexão.

Walter de Oliveira Souza ex-funcionário do Banco do Brasil e advogado militante nesta comarca.

 

 

Bodas de Prata

Euder Q. de Oliveira

Há vinte e cinco anos cheguei em Olímpia, trazendo como bagagem a esperança de realização profissional. Contava com poucos conhecidos, nenhum parente. Fui bem recebido pela classe médica e pacientes, trabalhei nos três hospitais que aqui havia.

O tempo foi passando e meu amor pela cidade foi crescendo, motivando minha dedicação aos pacientes.

Hoje, completo minhas Bodas de Prata comemorando, dividindo e retribuindo o carinho, respeito e admiração, que para mim é a verdadeira realização profissional.

Agradeço a Deus, a minha família, aos colegas médicos, aos queridos pacientes e aos milhares de amigos o carinho e amor que recebi nestes anos.

Espero ser merecedor nos próximos vinte e cinco anos.

Com muito amor
Dr. Euder Quintino de Oliveira

 

 

Última atualização em Dom, 04 de Dezembro de 2011 11:14
 

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