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Anjos
Euder Q. de Oliveira Meus anjos não são alados invisíveis, são de carne e osso e convivem comigo. Tal qual os anjos da minha infância vivem para proteger e ajudar o próximo, a asa direita chama-se amor a esquerda, compaixão.
São pessoas especiais que amam e sofrem, tem um dom de sensibilizar-se diante do sofrimento e injustiça, de pronto agem guiados pelo coração.
Meus anjos não são espertos, não sabem negociar, não esperam lucros ou reconhecimentos, nesta ou noutra vida, não precisam patentes ou títulos são abençoados por Deus e amam.
Estão entre nós para dar equilíbrio à nossa existência
São lâmpadas a iluminar a escuridão.
Conheço muitos anjos, alguns dedicam-se aos enfermos outros às crianças abandonadas, aos jovens perdidos no vício, aos animais, à natureza e a tudo o quanto precisa de ajuda, amor e compaixão.
A vocês, meus anjos, desejo todo amor e agradeço por nos proteger e tornar a vida mais agradável.
Euder Quintino de Oliveira é médico cardiologista.
Vitrines
Euder Q. de Oliveira Ainda não eram sete horas e lá estava a moça colada ao vidro da vitrine da butique. Seu corpo relaxado apoiava-se com as mãos no topo do cabo da vassoura liberando sua imaginação e os sonhos.
Havia roupas e assessórios, bolsas, bijuterias, sapatos e botas; As botas não sei porque exercem um fascínio nas mulheres. Tudo que ali havia não era para o seu topete posto, que é pobre mas a vaidade feminina e por que não a classe e elegância são próprias das mulheres e independem da classe social.
Após vestir-se, calçar as botas perfumar-se e enfeitar-se com as bijuterias, mesmo que em sonho, sonhos são gratuitos, deu um suspiro, colocou as mãos calejadas em posição de varrer e seguiu seu ofício com um quase sorriso no rosto
Pensei neste momento como são importantes as vitrines; servem para os ricos olhar e entrar, talvez comprar e para os pobres, com a loja fechada, olhar e sonhar. Não sei por que também pensei no Arruda, ex-governador de Brasília e sua gangue que apesar do bom salário e prestígio precisam roubar o dinheiro público.
Seria pra comprar botas para as esposas? Lá vem as botas, acho que eu é que me encanto com as mulheres de botas. Mas, vamos ao trabalho, e as vitrines; uma outra está repleta de ovos de páscoa e duas crianças com seus narizinhos colados, sonhando, sonhando, sonhando.
Feliz páscoa a todos em especial aos que não perdem a capacidade de sonhar.
Euder Quintino de Oliveira é médico cardiologista.
Os Insubistituíveis José Roberto M. de Souza Em sua grande maioria o ser humano tem a força de hábito de dizer que ninguém é insubstituível, principalmente se a pessoa citada, na roda de amigos ou inimigos encontra-se em fase terminal de saúde, prestes a aposentar-se, ou de perder cargos ou funções de destaque em sua atividade humana, e a mencionada pessoa for dinâmica, progressista, ou destacar-se ativamente, com seus atos de grandeza e financeiramente, causando inveja, aos severos críticos de suas obras. Digo eu, muitos não só fazem falta mas, realmente são mesmos INSUBISTITUÍVEIS.
Haja visto o que já ocorreu em OLIMPIA, que contando com um dos seus filhos queridos, que foi o Professor José Sant´anna, projetou nacionalmente e além fronteiras sua cidade, com seu Festival de FOLCLORE, que criou, intituiu e o organizou de tal maneira e grandeza, mas, infelizmente, com seu falecimento precoce, viu-se a partir daí o referido evento deteriorar-se ano a ano, e perder a sua magnitude.
Porém também graças ao seu denodado trabalho, Olímpia conta hoje com mais um Empreendedor valoroso, que novamente vem projetando a nível Nacional a cidade que amamos, com o Clube “Thermas dos Laranjais”, gerando a partir de sua criação, instalação e funcionamento, mais empregos, valorização imobiliária, instalação, ampliação e melhoramentos no ramo hoteleiro e a expansão do Turismo na cidade, graças a iniciativa e criatividade do senhor Benito Benatti, que se por um acaso ou fatalidade vier ser substituído frente ao empreendimento que administra, com toda certeza, não só fará falta pela sua grande iniciativa, mas, também, virá ser mais um grande homem Insubstituível no mencionado clube.
Finalizando afirmo com toda convicção e opinião própria, que já tivemos o exemplo de grandes homens que com sua falta deixaram um vazio muito grande no coração, e mente da população brasileira, tais como.
Ayrton Senna no campo esportivo do automobilismo;
Dr. Paulo Prata, idealizador da Fundação Pio XII, mas deve sentir-se orgulhoso e feliz no Céu, pois seu glorioso filho, HENRIQUE PRATA, cada dia mais vem realizando um enorme trabalho no Hospital de Câncer de Barretos, no atendimento de milhares de pacientes de todo País, substituindo a altura seu valoroso Pai.
PS:- Tive o grande prazer de conhecer e ser amigo do Prof. Sant´anna; Porém, não tive a honra de conhecer pessoalmente o Sr. Benito Benatti, mas sou um grande admirador de sua obra.
José Roberto M. de Souza - Altair/SP.
A Alegria que incomoda Euder Q. de Oliveira
Já escrevi nesta coluna sobre a fábula da cobra e o vagalume em que o réptil quer devorar o inseto que lhe é indigesto, apenas porque seu brilho incomoda.
Se eu não tenho a capacidade de sorrir, brilhar, é melhor sufocar a alegria dos outros para que fiquemos nivelados. Nesta toada concordo com a previsão da organização mundial de saúde (OMS): A depressão será a doença predominante deste século.
A alegria e o brilho alheio incomodam, é como se tivéssemos um código penal interior que diz: toda alegria será castigada.
Os meninos de vila, vagalumes do Santos Futebol Clube, estão jogando um futebol alegre, vibrante como há muito tempo não víamos e despertaram todas as serpentes que já saíram à caça.
O que incomoda as cobras não são as coreografias, que como dizia o Prof. Santana a dança é a maneira mais antiga de celebração. O que incomoda realmente é jogar atacando, os dribles desconcertantes, o sorriso no rosto, a união.
As cobras uniram-se, jogadores, torcidas (até Corintiano torceu para o Palmeiras), imprensa esportiva, árbitros e justiça desportiva darão conta de acabar com o brilho e tudo voltará a normalidade.
Gosto do Futebol bonito, vistoso, alegre, tal qual a academia do Palmeiras com Ademir da Guia, Nei, Cesar Maluco e Levinha; os Menudos do São Paulo com Silas, Miler, Careca e Sidnei; Os Democratas do Corinthians com Sócrates, Casagrande e Zenon.
Infelizmente, a história tem mostrado uma supremacia das cobras sobre os vagalumes, mas estes pequenos brilhantes são teimosos, e quem sabe um dia a alegria não será castigada.
“Será que eu serei o dono desta festa, um Rei no meio desta gente tão modesta...
Diga espelho meu se há na avenida alguém mais feliz que eu...” Euder Quintino de Oliveira é médico cardiologista.
Houve um Carnaval Euder Q. de Oliveira Eis que chega mais um carnaval nossa festa pagã com seus diversos blocos em que nos situamos de acordo com nosso estado de Espírito, alguns vão à folia, outros ao retiro espiritual, outros ficam indiferentes. Infelizmente a nossa festa maior traz aumento do consumo de álcool e drogas e as conseqüências que já conhecemos. Gosto do carnaval em sua essência, que é a alegria, não aquela proporcionada pelo álcool ou droga . É apenas a alegria interior explodindo em danças, sorrisos, abraços e beijos.
Tenho boas recordações de carnavais, mas houve um carnaval, o carnaval, aquele que fica gravado em nosso coração, na fonte da saudade que nem o tempo implacável vai secar.
Desejo que todos tenham um bom carnaval, seja dançando, descansando ou meditando.
Euder Quintino de Oliveira é médico cardiologista.
Nossa Querida Olímpia II Walter de Oliveira Souza Sócrates, filósofo grego, praticava sua filosofia através de perguntas. E uma delas era: “Sois professor? E que passos já destes no sentido de vencer a própria ignorância antes de atrever-vos a atacar a ignorância alheia? “Não pode, qualquer pessoa, sem o devido preparo, ditar regras sobre assunto de que não seja bom conhecedor. Nada impede, porém, que exponha seu ponto de vista, suas idéias, as quais poderão ser úteis e, dentro das possibilidades, aproveitadas pelos “experts” como subsídio ao seu trabalho, notadamente quando dirigido ao bem estar social. Pois bem, refiro-me a um tema, crucial e, por sinal, polêmico, que é o caso da inflação, que sempre causou dissabores ao nosso país e cujo fantasma tem vida latente e sujeita a germinar com ameaça à nossa economia. Como há um dito popular de que “em cada cabeça uma sentença”, ouso traçar algumas linhas a esse respeito. Entendo que se combate a inflação com o aumento de produção. Havendo grande oferta de produtos, com certeza o preço cairá. É a famigerada lei da oferta e da procura, de todos conhecida. Assim, por exemplo, o plantio de cana, ou qualquer outra monocultura, desordenadamente, trará, por certo, a falta e outros produtos, inclusive de alimentos, ou estes terão seus custos acrecidos pelo transporte de regiões produtoras distantes. Portanto, cada município deveria ser, o quanto possível, auto suficiente para o abastecimento de sua população dos gêneros de primeira necessidade. Há anos, havia nas cidades produção de leite que era vendido de porta em porta a preços módicos; havia pomares de frutas, e produtos hortigrangeiros. Até nas residências, às vezes, havia criação de aves que lhe supriam de frangos etc... Com o advento das usinas de cana, não tem havido mais espaço para o plantio de café, roças, produtos hortigrangeiros, enfim. Entende-se que nada deve ser feito desordenadamente. Não se pode admitir que, no afã de amealhar lucros, ponha-se em risco a sobrevivência do povo. Quando o poder público, por exemplo, autoriza ou admite a monocultura, hoje, no nosso caso, a plantação de cana, haveria de se exigir que fosse reservada uma porcentagem da área explorada, para o cultivo de roça, ou seja, de arroz, milho, feijão, enfim daqueles produtos de primeira necessidade que, cultivados na região, sairia por preço inferior ao importado de outros locais, como vem ocorrendo. Com o incremento da monocultura, de que é exemplo, notadamente, o atual plantio inveterado de cana por todo o Brasil, com vistas à produção do famigerado etanol, acabam sendo dizimados pomares produtivos, desativados equipamentos, construções, máquinas, ferramentas etc., usadas na exploração de outras culturas que acabaram extintas nessas regiões. Quantas máquinas de beneficiamento de algodão, milho, café etc., investimentos de irrigação, enfim, quantas fortunas investidas foram e estão sendo desativadas ou até sucateadas, com desperdício inaceitável desse enorme patrimônio. Isso sem contar a perda inestimável de mãos-de-obra qualificadas de profissionais experientes no mister, adquiridas ao longo de uma vida de trabalho, os quais têm de buscar seu sustento aventurando-se em outras áreas de atividades que lhe são estranhas, com grande prejuízo para todos. As coisas existem para servir o povo e não o povo para servir as coisas. Na época do descobrimento, haviam muitas minas de ouro e de pedras preciosas que atraiam todos para sua exploração. Decorrido algum tempo, qualquer um daria todo o ouro, pedras preciosas amealhadas em troca de um prato de arroz e feijão que passou a faltar nas mesas. Se eu abro uma cisterna para me abastecer de água e jorra petróleo, embora mais caro, poderei morrer de sede. Tudo deve estar dentro dos limites. Oportuno lembrar que nosso excelente clima e a qualidade de nossas terras fazem-nos dos mais privilegiadas do Brasil e, quiçá, do mundo. Na região de Guairá, por exemplo, dotada de terras férteis, onde se viam lavouras de soja e outras, todas devidamente irrigadas, estão, hoje, tomadas apenas pelo plantio de cana. É importante, sim, o plantio de cana, como é importante a construção de cidades, porém, planejadas, isto é, dotadas de serviço de água, esgoto, hospitais, comércio, ruas e avenidas, áreas verdes, tudo, enfim, obedecendo a um planejamento minucioso para que possa proporcionar ao cidadão condições dignas e duradouras de vida e conforto. Certa vez, ouvi de um inspetor do Banco do Brasil a serviço na agência desta cidade: É melhor haver, por exemplo, dois mil clientes com saldo em depósito de mil reais cada um, que apenas um cliente com dois milhões de reais, pois, se um dos dois mil clientes saca seus mil reais, em nada altera o andamento dos negócios, ao passo que, se o único cliente depositante dos dois milhões venha a sacar todo seu saldo, o efeito é desastroso. “Por quê o Brasil não se abalou tanto com a grave recessão que vem ocorrendo e que abalou o mundo, diferentemente do que passou nos idos de 1929 quando houve o “Crash da bolsa de Nove Yorque?” É que, naquele tempo a única riqueza com que contava o Brasil era o café. E este produto passou a não valer mais nada. Agora, o Brasil cresceu e houve o fomento de indústrias e de outras fontes de riqueza, o que amainou sobremaneira os efeitos da crise atual. Hoje, conquanto contemos com economia diversificada, um planejamento racional nunca é demais, pois, é pensando nos problemas do passado que podemos traçar as perspectivas mais seguras para o futuro. Esse é o nosso modesto ponto de vista apenas para reflexão. Walter de Oliveira Souza ex-funcionário do Banco do Brasil e advogado militante nesta comarca. Bodas de Prata
Euder Q. de Oliveira
Há vinte e cinco anos cheguei em Olímpia, trazendo como bagagem a esperança de realização profissional. Contava com poucos conhecidos, nenhum parente. Fui bem recebido pela classe médica e pacientes, trabalhei nos três hospitais que aqui havia. O tempo foi passando e meu amor pela cidade foi crescendo, motivando minha dedicação aos pacientes. Hoje, completo minhas Bodas de Prata comemorando, dividindo e retribuindo o carinho, respeito e admiração, que para mim é a verdadeira realização profissional. Agradeço a Deus, a minha família, aos colegas médicos, aos queridos pacientes e aos milhares de amigos o carinho e amor que recebi nestes anos. Espero ser merecedor nos próximos vinte e cinco anos.
Com muito amor Dr. Euder Quintino de Oliveira A Moça...e a Saia da Moça (ou Saia Curta e Mentalidade Estreita) Ivo de Souza Só na segunda-feira, 9/11, foi que vi o inacreditável (não fossem as imagens celulares a confirmar tudo): uma jovem estudante universitária de turismo sendo escorraçada, enxotada da universidade onde estuda (estudava?) por conta de alguns centímetros a menos na barra de sua saia. Como se fora uma assassina, uma ladra, alguém que ali estava para afrontar a honra, os bons costumes e a moral vigente no País. Na verdade, ela afrontava, sim, consciente ou inconsciente, a hipocrisia, o falso moralismo, a ignorância de um grupo de pessoas que nem deveria estar ali compondo o corpo discente de uma academia. Muito mais agressiva que a saia curta da moça, foi a atitude daquele grupo de estudantes ensandecidos, baderneiros, que, sob apupos, vaias e gritos, acuaram a moça, fazendo com que ela, apavorada, com medo, se refugiasse numa sala e recebesse o auxílio de um providencial jaleco de um professor, para cobrir o que tanta ira causara nos coleguinhas: alguns centímetros a mais de um par de pernas (diga-se, de passagem, bem bonitas). Quando soube pelos jornais do lamentável fato, pensei que o ocorrido tivesse se passado em uma escola de ensino fundamental ou, no máximo, em um estabelecimento de ensino médio. Que uma turma de adolescentes “pra agitar o local” tivesse vaiado uma colega por ter menos pano na saia do que devia, segundo a visão desses adolescentes, é claro. Não! O fato ocorrera em uma universidade! Jamais imaginei que o lamentável e triste episódio, retrato fiel do atraso e do preconceito doentio, que, quase sempre, geram a intolerância, o ódio, a violência, tivesse ocorrido numa universidade. É certo que devemos nos vestir e nos portar de acordo com o ambiente e com a situação em que nos encontramos: biquíni na praia, traje a rigor numa festa solene, roupa esportiva no dia-a-dia. E a estudante deve saber muito bem disso. Vestiu uma saia mais curta (como sempre fizera) porque supôs que estivesse entre pessoas civilizadas, entre pessoas inteligentes e sensatas. Enganou-se. Estava entre defensores ferrenhos da moral e dos bons costumes, entre donos da verdade, responsáveis pela conduta (pelos centímetros a menos da saia da moça que cursa (cursava?) turismo) e pela moral dos outros. Será que são tão zelosos consigo mesmos quanto o foram com a colega de faculdade? Ou cuidar da vida alheia é mais cômodo? Maria Madalena dos tempos pós-modernos, só faltou a Geisy ser apedrejada e, de repente, Cristo aparecer e desafiar a “malta”, a “súcia” a atirar a primeira pedra. Haveria alguém, entre os agressores, apto a fazê-lo? Certamente não!
Não devemos jamais fazer justiça com as próprias mãos (ou com os próprios gritos, as próprias vaias, os próprios apupos, os próprios berros, a própria ignorância). A Universidade tem seu estatuto, suas normas internas (de conduta, de convivência...). Bastaria à direção da escola aplicar a lei prevista em suas regras estatutárias. E tudo se resolveria civilizadamente. Sem que colegas (felizmente não foram todos os alunos que participaram do ato desprezível, lamentável, grotesco sob todos os pontos de vista) se arvorassem no direito de agredir verbalmente a colega e, sem julgamento (cujo direito não lhes assistia), condená-la, a priori. Quantas pessoas, entre as que praticaram o ato de gratuita violência, são melhores ética e moralmente que a moça da saia curta? Pelo que fizeram só conseguiram uma coisa: mostrar o quanto são atrasados, ignorantes, preconceituosos. E mais: deixaram transparecer uma nítida tendência à baderna, à anarquia (gratuita), à desordem, ao desrespeito ao semelhante, o que é lamentável, principalmente quando se trata de estudantes (estudantes!!!) universitários. Tomara que a universidade em questão tenha muita gente boa, decente, digna, no seu quadro de alunos – tenho certeza disso. Se a jovem aspirante ao turismo, conforme entendimento da instituição, é ré, nesse caso estapafúrdio, os bons moços e moças que a hostilizaram são o quê? Eles é que deveriam ser suspensos por alguns dias, pra ficarem em casa refletindo sobre o quanto foram ridículos, porque são eles os agressores, são eles os violentos (violência não é só física, não), e não a moça que, ingenuamente, ou não, ousou ir à faculdade com uma saia que deixava ver alguns centímetros a mais de um par de coxas. Que grande pecado cometeu!? Pagou pelo seu “erro”. E pagou caro. É a isso que dão o pomposo nome de “convívio” social? A involução de certos humanóides continua... Até quando? Seres de mentalidade estreita, bem mais estreita (curta!) que a saia de Geisy, esses, sim, deveriam estar em outro lugar e não em um campus universitário, lugar aberto ao debate das idéias, lugar onde se busca o entendimento que advém do dialogo (sempre saudável), coisa que eles nem devem saber o que possa ser. Lugar onde se aprende (um pouco tarde, mas nunca é tarde demais) a conviver com o diferente, a respeitar as diferenças, lugar do debate aberto em altíssimo nível. Meus Deus, aonde chegará o bicho-homem, tomado e dominado por tanta ignorância, preconceito e tão grande senso de injustiça? Só Deus sabe. Certamente não chegará a lugar algum. E de nada adiantará a esses alunos cursar quatro, seis ou dez anos (ou a vida inteira) de uma escola superior. Lamentavelmente!!! Se essa “tiurma” representa uma parcela do futuro do Brasil, estamos, definitivamente, com uma parte sombria de nosso futuro pela frente, caso esses alunos não repensem seus atos e se posicionem na vida de maneira consciente, lúcida, inteligente e respeitosa. Uma nota de repúdio à selvageria (barbárie) dos jovens universitários – que só faltaram linchar Geisy – foi publicada. Nela, falava-se em “tempo da caverna”. Nem o homem (quase primata!) que viveu nas cavernas em priscas eras (pré-históricas), pedra lascada, pedra polida, sei lá mais o que, teria comportamento tão irracional quanto esses estudantes. E pensar que o homem (o homo sapiens) é o animal que apresenta o maior grau de complexidade (“e de ignorância”) na escala evolutiva. Já imaginaram se assim não fora? Geisy precisou sair das dependências universitárias escoltada pela polícia como se fosse uma criminosa. Que vergonha, senhores estudantes, que vergonha... Que péssimo exemplo (e que desserviço!) vocês deram à juventude brasileira. Ivo de Souza é professor universitário.
A Benção Euder Quintino de Oliveira Houve um tempo em que pedíamos a benção aos nossos pais, padrinhos e avós, além, é claro, aos sacerdotes, e recebíamos a benção nas palavras “Deus abençoe”. Sabemos que palavras e pensamentos movem as coisas, para melhor ou pior dependendo do nosso sentimento interior. Infelizmente perdemos o hábito de abençoar e até agradecer a Deus, trocando-o pelas reclamações e vivemos amaldiçoando isso e aquilo.
Abençoar é sentimento que brota do coração, do amor e da fé, nos aproxima de Deus, cria boa atmosfera, é religião pura. Quando abençoamos trazemos paz, movemos o universo de maneira positiva e recebemos reciprocamente a paz interior. Devemos voltar ao hábito de pedir a Benção de Deus aos que amamos, aos que sofrem, aos que fazem sofrer para que encontrem paz, como também aos que se julgam nossos inimigos. Acredito que nesse momento que estou escrevendo Deus está sorrindo e vai derramar suas Bençãos a todos nós. - A Benção Pai. - Deus Abençoe, sempre, Filho.
Euder Quintino de Oliveira é médico cardiologista.
O sistema prisional hoje no Brasil é um sistema falido.
Oscar Albergaria Prado O sistema atual viola princípios básicos fundamentais da nossa CRFB/88, com superlotações, sem condições mínimas de saúde, higiene, sem ambientes diferenciados, que deveriam separar de acordo com o crime praticado, periculosidade, sexo e idade.
Assim, nos defrontamos com um descompasso entre os discursos que se formulam sobre as prisões, sobre as suas virtudes, missão e capacidade de regeneração dos indivíduos condenados e os cenários nada condizentes que elas apresentam.
Pesquisas realizadas por órgãos de defesa de direitos humanos nos estabelecimentos prisionais do Brasil, nestes incluídos os fatos já levados ao conhecimento de todos sobre as cadeias de Severínia e Altair, revelam um quadro aviltante da condição humana a que são submetidos os encarcerados.
Os detendos ficam submetidos a degradantes condições de vida por ausência de condições mínimas de acomodações, sendo obrigados a dormir no chão, às vezes no banheiro próximo ao buraco de esgoto, revesando-se para dormir por falta de espaço, ou agarrados às grades das celas, tudo isso em estabelecimentos deteriorados.
As penas que restringem a liberdade tiram do cidadão um dos bens jurídicos mais importantes, onde o Estado retribui com uma sanção sob um ato ilícito, agindo assim, como uma função preventiva e que impedisse o autor de cometer novos delitos e reintegrá-lo a sociedade. Só que na prática isto só acaba acontecendo parcialmente, já que o cidadão é excluído e fica recluso, mas onde trata de uma ressocialização, isso não é aplicado.
As cadeias e presídios são superlotados, não há atividades profissionais que possibilitem aos presos novas possibilidades. Não há um exame de periculosidade e separação dos graus dos mesmos, o que acaba revoltando e tornando os menos “perigosos” em perigosos em potencial.
Não se vê possibilidade de que um cidadão encarcerado no atual sistema brasileiro, com raras exceções, seja passível de recuperação. A tendência é de se tornar ainda pior, com delitos ainda maiores, sem nenhuma chance do lado de fora dos presídios.
No período de reclusão, onde os presos mantêm-se enjaulados, ocorre a morte moral do ser humano, os traumas são claros, mesmo que cada um reaja de forma diferente, é muito difícil a reação de forma positiva diante de tanta desumanidade, humilhação e sobrevivência indigna.
Existe uma falsa impressão de que a sociedade também tenha segurança, quando na realidade, com as superlotações, a tendência a motins, rebeliões, é muito grande, colocando a vida dos que estão reclusos e dos servidores e população em geral em risco. Oscar Albergaria Prado é advogado e coordenador da Comissão dos Diretos Humanos, da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), subsecção de Olímpia.
FasesEuder Q. de Oliveira Diz o dito popular: “quanto mais eu rezo mais o diabo aparece”. De fato passamos por fases na vida em que tudo da errado, e passamos a acreditar no sobrenatural, mal olhado, pragas e coisa e tal.
Desta forma focamos a mente (e o espírito) nos problemas, nos desafefos e acabamos fazendo parte da bola de neve que vai aumentando enquanto rola. Chega um momento que perdemos o controle e responsabilizamos os outros e o destino pelos nossos infortúnios, aí além da mente, o corpo também padece, as forças exaurem e vamos a nocaute. Quando nos deparamos nestes momentos que fazem parte da roda da vida: “sansara” (já que a Índia está na moda) devemos focar o nosso coração que é a manifestação de Deus (Amor, Paz, Fraternidade, Fé) e a partir dele acalmar nossa mente e relaxar nosso físico. Os problemas, as pessoas continuarão, mas conseguimos sair da “Bola de neve” e apenas observamos à distância e não mais fazemos parte dela. Disciplina, Determinação, organização são quesitos básicos para superarmos os obstáculos, e se temperarmos com amor e fé (abrir as portas p/ Deus) nos agigantamos e os obstáculos diminuem. Não existe obstáculo se não o que vem de nós mesmo. Não existe força intransponível senão a nossa própria falta de propósito (Emerson). Euder Quintino de Oliveira é médico cardiologista.
Louco e Belo
Euder Q. de Oliveira Às vezes você me pergunta porque é que eu sou tão calado, enquanto você, se esforça pra ser um sujeito normal e fazer tudo igual, eu prefiro ser essa metamorfose ambulante do que ter aquela, velha opinião formada sobre tudo, tente, não pense que a canção está perdida, tenha fé em Deus, tenha fé na vida, e vai ficar, ficar com certeza, maluco beleza, basta se olhar no espelho e ver que é um humano, ridículo, limitado que usa dez por cento de sua cabeça animal, tente, tente ser essa metamorfose ambulante, não pense que a vitória está perdida pois é de batalhas que se vive a vida eu que não me sento no trono de um apartamento com a boca escancarada cheia de dentes esperando a morte chegar, porque eu nasci há dez mil anos atrás e não tem nada nesse mundo que eu não saiba demais, e como vovó já dizia, quem não tem colírio usa óculos escuros, eu já consegui tudo o que quis e confesso abestalhado que estou decepcionado, porque foi tão fácil conseguir e eu pergunto, e daí, tenho uma porção de coisas grandes pra conquistar e eu não posso ficar aqui parado, eu que já procurei nos quatro cantos do mundo foi justamente num sonho que Ele me falou, sonho que se sonha só é só um sonho, sonho que se sonha junto é realidade... Há vinte anos partiu deste mundo Raul Seixas, o maluco beleza. Trouxe aos leitores trechos de algumas canções. É minha homenagem aos que têm um coração maluco, belo e sonhador. Euder Quintino de Oliveira é médico cardiologista em Olímpia.
Companheiro é Companheiro Tem uma canção que diz “: companheiro é companheiro, filho da outra é filho da outra”, mostrando que o companheirismo e lealdade a um amigo estão acima de tudo. A palavra companheiro também foi muito usada pelo nosso presidente Lula nos primórdios de sua carreira, por que não dizer sua luta até galgar o mais alto posto da nossa política. “Companheiros e companheiras”, era assim que Lula iniciava seus comícios e nos fazia sentir parte dos seus ideais de um país mais justo e com menos corrupção. Fez oposição ferrenha ao então presidente Sarney e a tantos outros. Nosso companheiro conseguiu com méritos e muita luta chegar a tão sonhada presidência e hoje tem o poder para realizar suas metas e nossos anseios e, dentre eles, acabar com a corrupção. Hoje a população assiste enojada os escândalos que envolvem o Senador Sarney, “Cacique” dos senadores (sem querer ofender os índios) e o nosso Presidente dando-lhe total apoio, digno de um companheiro, às custas de apoio político do partido para a próxima eleição. O poder corrompe mas os ideais não morrem, permanecem em nossos corações.
Companheiro Lula, seja nosso companheiro, nós que o colocamos na presidência e confiamos nos seus ideais, por favor não nos decepcione, pois, companheiro é companheiro, filho da outra. To indo.Vou beber uma geladinha com o companheiro Obama, sob as bençãos do companheiro Marthin L. king.
Euder Quintino de Oliveira é cardiologista em Olímpia.
Réquiem a Panacéia
“Juro por Apolo médico, Asclepius, Higéia e Panacéia todos os Deuses e Deusa” (...)(juramento médico de Hipócrates) Conhecemos como panacéia o remédio, a pílula para todos os males. Quem não se lembra da pílula de vida do dr. Ross?
Panacéia como vem sido usado ao longo da história transformou-se num adjetivo para medicamento que muito promete e pouco faz. È coisa de charlatão. O termo é também usado a alguns políticos em Brasília: muita promessa pouca realização; um engodo para ludibriar pessoas de boa fé em situações desfavoráveis. Mas, por que Hipócrates e nós médicos juramos á Panacéia em nossa Formatura? Apolo, Deus da mitologia Grega entre outras era Deus da Medicina. Seu filho, Asclepius, Humano e mortal como nós representa o grande Médico em todas suas atribuições, e Zeus, por ira(ou inveja ou ciúme) fulminou-o com um raio após saber que o grande médico já estava ressuscitando mortos. Higéia e Panacéia são filhas de Asclépio, também Médicas. Higéia é a saúde e a força vital presente em todos os seres vivos e Panacéia é o poder curativo presente nas ervas em toda sua variedade e multiplicidade, uma dádiva dos Deuses no auxílio á saúde. O termo ´´panacéia“, (engodo) iniciou ainda na antiga Grécia, com Hermes, figura do médico comerciante e sua ajudante Circe, a feiticeira que preparava as ´´poções mágicas“, enriquecendo as custas das pessoas de boa fé. Infelizmente ainda hoje encontramos Hermes, Circes e uma infinidade de pílulas milagrosas. Faço aqui minha oração e homenagem à verdadeira PANACÉIA, filha de ASCLEPIUS e neta de APOLO, MÉDICO. PS: Prof.: IVO, Réquiem e Panacéia continuarão recebendo acento?
Euder Quintino de Oliveira é cardiologista em Olímpia.
Um dia Feliz Euder Q. de Oliveira
Datas são apenas dias no calendário, o que as tornam especial é a reunião das pessoas a comemorá-las. A vida, como afirmava o “poetinha“, é a arte do encontro e onde houver mais de um reunido com paz no coração, Cristo estará presente. Considero o dia das mães e o natal datas especiais, representam as responsáveis pela nossa presença, tanto física como espiritual, nesta vida. Comemoramos o dia das mães reunidos entre família e amigos e com a graça de Deus ela, a mãe, que também é avó e bisavó. A feijoada, prato tradicional nesta comemoração em nossa família, estava digna de um cardiologista. Os ingredientes foram meticulosamente escolhidos e preparados por minha mãe, o que demorou em torno de cinco dias seu preparo. Em dado momento senti a paz, a harmonia, a alegria que pairava naquele momento e entendi Borges e seu “Momento“: Voltando à feijoada que nos induzia a cometer o pecado da gula, seus ingredientes estavam todos saborosos, mas o sabor especial foi o tempero de amor, dedicação e desprendimento colocados com coração pela “Mami”. Em nome de todos que compartilharam deste momento mágico, agradeço, e retribuo com muito amor. Euder Quintino de Oliveira é cardiologista em Olímpia.
Nem oito nem oitenta
Euder Q. de Oliveira
Aprendemos quando criança com as fábulas (historinhas) contadas por nossos pais e professores.
A da formiga e a cigarra é mundialmente conhecida. A formiga é puro trabalho e seriedade projetando um futuro melhor. A cigarra, ao contrário,quer viver o momento, vive a cantar e tocar sem pensar no futuro. Na fábula aprendemos que a formiga é a heroína e portanto temos que seguir seu exemplo:trabalho, trabalho e pensar no futuro. Já a cigarra passa a ser a vilã e com ela aprendemos a não viver o momento, a não celebrar a vida. Será que a formiga está tão certa e a cigarra tão errada? Eu mudaria o final da historia: -Cigarra, por que você não arruma um emprego e começa a trabalhar? Larga de ser vagabunda, tocando e cantando pros outros. -Formiguinha, não me considero vagabunda, Deus me deu o dom de cantar e o faço com amor. Se você parar um pouco para ouvir tenho certeza que vai gostar. A formiguinha ouviu aquele canto lindo, sentiu uma paz no coração, conseguiu relaxar e viver o momento deixando um pouco o futuro de lado. -É cigarra, você tem razão, mas como você vai viver sem ganhar? -Eureka! Exclamou a formiga, tive uma idéia. Vamos montar um conservatório e você vai ensinar a cantar e tocar instrumentos. A cigarra começou a trabalhar, ganhava dinheiro cantando e tocando, garantindo seu futuro. A formiga continuou trabalhando mas aprendeu a cantar e tocar o que melhorou sua vida presente e não ficou com idéia fixa no futuro. É isso meu amigo, trabalhe, pense no futuro mas lembre-se que ele é incerto portanto cante, dance, celebre a vida a cada momento. Euder Quintino de Oliveira é médico em Olímpia.
A Sabedoria do Sim
Euder Q. de Oliveira Euder Q. de Oliveira Havia um programa de rádio chamado " Não diga não" em que o locutor entrevistava os ouvintes e aquele que conseguisse responder sem usar a palavra "não" ganhava um prêmio. Meus pais gostavam deste programa e torcíamos bastante, porém o locutor vencia sempre.
O "não" está impregnado em nós, somos educados ouvindo-o dos nossos pais, professores e até dos religiosos. Ao longo da vida aprendemos com a negativa, o que não se deve fazer, o que não é certo o que não é justo e mais uns tantos "não". A negativa em certas situações é necessária, mas muitas vezes pode ser substituído pelo "sim". Pessoas com capacidade de dizer mais "sim" do que não, superam com mais facilidade os problemas, condicionam a mente a encontrar soluções e assumem atitudes positivas ante as adversidades. Conseguir transformar "não" em "sim" é uma alquimia que vem da sabedoria do coração adquirida com o amor, compaixão e fraternidade. Brinque de vez em quando de "não diga não", vai ser difícil no começo, mas vai valer a pena. Dedico este artigo às pessoas com capacidade de dizer mais "sim" do que "não" em especial ao piloteiro Nenê, e aos fantásticos irmãos Paulinho e Jandira do Sim.
Euder Q. de Oliveira é médico cardiologista. Como Nossos Pais
Euder Q. de Oliveira Euder Q. de Oliveira No domingo passado, passeando no nosso Thermas, presenciei um monólogo interessante: Um jovem pai passando um sermão em seu filho que deveria contar com pouco mais de um ano. O gurisinho não entendia nada, rodava de lá pra cá, inclinava a cabecinha e sorria o sorriso verdadeiro que só as crianças tem.
O pai, educador, ficava mais irritado e dá-lhe bronca: o guri, feliz, ainda não contaminado com nossas angústias e ansiedades, sem saber da crise monetária internacional, retribuía com sorriso querendo brincar, celebrar a vida Fiquei observando a cena, aprendendo com aquela criança, quanta mensagem e ensinamento ela estava passando ao seu pai, sem dizer uma só palavra. Talvez estivesse dizendo: "relaxe, aproveite este momento, não leve a vida tão a sério, pelo menos agora; vamos, dê um sorriso, lembre-se de Cristo: vinde a mim as criancinhas, abra seu coração e deleite-se; amanhã a rotina da vida vai lhe consumir e não teremos tempo pra brincar". Aquele pai um dia foi criança e com certeza sua alegria foi reprimida por seu pai. Aquela criança vai crescer, esquecer que já foi criança, talvez seja bem sucedida, trocará a inocência e alegria por outros valores e quando tiver filhos, vai "educá-los" assim como foi educado. "Minha dor é perceber que apesar de termos feitos tudo que fizemos/ainda somos os mesmos e vivemos como nossos Pais" (Belchior).
Euder Quintino de Oliveira é médico cardiologista.
Visões do carnaval de Olímpia
"Jamais haverá ano novo se continuar a copiar os erros dos anos velhos". (Luiz Vaz de Camões). Rafael Caveira Contar uma história não é apenas um costume cotidiano, mas também uma questão de intenso debate na ciência e na literatura, fato que se pode notar na discussão entre os historiadores que se denomina "historiografia", ou seja, a escrita da história. A história como uma narrativa é um conjunto de discurso acerca de um fato ou de um evento qualquer, o que provoca uma pluralidade de interpretações e de visões em torno dos temas em questão.
Assim se poderia contar uma história do carnaval olimpiense sob o ponto de vista de inúmeros observadores e tentar interpretá-lo como um fenômeno de significado diverso. O que, por exemplo, pensariam as árvores sobre o carnaval? Que testemunharam o silêncio das ruas e o lento voar de suas folhas carregadas pela brisa que entoava o único som que se podia ouvir. Ou então o que diria o ribeirão olhos d’água, ancião do carnaval da cidade, acerca do fato que tanto presenciara às suas margens ao longo do tempo? Diria talvez que observou o lento declíneo do espetáculo a cada ano, que sente a ausência do público e a inércia da política de tempos atrás. Um cidadão de espírito tranqüilo poderia dizer que a cidade encontrava-se em plena paz, cheia de alegria silenciosa e serena, gerada pela diáspora olimpiense, isto é, pela fuga dos moradores em direção a terras mais férteis. A diáspora, aliás, é uma bela analogia para interpretar o carnaval de Olímpia à luz da história hebraica e grega. Em ambos nota-se a fuga ou a dispersão de um povo por motivos diversos, políticos ou culturais, como uma busca em terras alheias por algo não encontrado em seu próprio solo. Em direção a Guaraci ou Severínia o povo olimpiense lançou-se na travessia de águas revoltosas à procura de aventura e entusiasmo, deixando afoitas as famílias que permaneceram e o temor dos mitos que narram, por vezes, o perigo que a moira do destino reserva por detrás de tais aventuras. A história daqueles que permaneceram em Olímpia também pertence ao interesse de nossa pesquisa acerca das múltiplas visões sobre o carnaval olimpiense. É preciso acentuar a capacidade que o homem possui de produzir alegria a partir de si mesmo, o entusiasmo construído de suas próprias mãos, notado nas mesas de bares, nas ruas, mesmo vazias, na amizade preservada entre os carnavalescos tradicionais que ainda mantêm viva a força da bateria e das batucadas, alimentadas pelo puro amor ao carnaval. Inúmeras histórias podem ser contadas, de alegria e de decepção, acerca do declíneo ou do engrandecimento dos povos. Estudar a história é compreender as razões da ascensão e da decadência das diversas sociedades, inclusive aquela em que vivemos. Os carnavais passam, as histórias ficam, alimentando o debate historiográfico e o bate-papo das pessoas nas ruas e bares. Como foi o carnaval? Rafael Caveira é professor de História e Filosofia.
A promiscuidade partidária
Rafael Caveira
"Continuo sendo apenas uma coisa: um palhaço. E isso me coloca em plano muito superior ao de qualquer político". (Chaplin)
A disputa pela presidência da República em 2010 está excitando o diálogo entre os partidos no planalto, o que tem provocado crise na relação em antigos casamentos, ciúmes, fofocas e traições. No núcleo do problema está o PMDB, em torno do qual orbitam PT e PSDB, buscando cada qual o apoio e o estímulo que possa lhes proporcionar o maior prazer nas eleições futuras. Como centro móvel, o PMDB flerta para ambos os lados, desde que suas ordens sejam atendidas, o que se notou na disputa (ou ausência de disputa) pela presidência do senado e da câmara, onde os coronéis José Sarney e Michel Temer obtiveram a vitória com a conivência do governo e da oposição. O PMDB, partido dos caciques e da idéia única – manter-se no poder – não deve lançar candidato à presidência, antes, deve buscar aliar-se aos candidatos com maior chance de vitória, o que naturalmente seria José Serra, mas algumas fofocas apontam para a possibilidade de Aécio Neves, magoado com o PSDB, ser seduzido pelo partido, o que se mostra ainda uma incógnita. Aécio, por sua vez, pode estragar o jogo da previsibilidade, dar um bico na bola e fundar seu próprio time, talvez criando uma nova legenda com alguns políticos feridos e descontentes em vários partidos, o que seria a grande virada, a "terceira margem do rio". Enquanto isso, Lula vem gastando saliva para transformar Dilma em uma candidata à altura de sua sucessão e tem viajado o país, principalmente o nordeste, seu curral eleitoral, para apresentar a nova "senhora do PAC", que parece, terá "apenas" o apoio da máquina caso o PMDB aponte para a candidatura tucana. Com o bolsa-família, maior programa de compra de voto do mundo, Dilma não deve ser um peso morto na disputa, ainda mais se considerarmos que José Serra herda o mesmo problema de Alckmin, a ausência de carisma e a crise dentro do próprio partido. O PSDB de fato está em declínio, seja pelo descontentamento de Aécio, seja pela fraqueza com que tem se submetido ao jogo político apoiando-se no PMDB para vencer a corrida presidencial. Embora os tucanos tenham surgido como uma dissidência do PMDB no final dos anos 80, em duas décadas retornam ao seio materno, por total ausência de direção, praticando a mesma politicagem que antes criticara. Quanto ao eleitor, inserido no jogo pela obrigação de votar, resta-lhe brincar o jogo das cartas marcadas, da politicagem barata, do conchavo e da canalhice, consciente de que os mesmos estarão lá em cima, pensando sempre no próximo..., no próximo mandato!
Rafael Caveira é professor de história. Barack Obama "I have a dream" (Luther King) "Yes, we can" (Obama) Rafael Caveira "Sim, nós podemos". O slogan da campanha de Obama poderia ser também o título de um livro de auto-ajuda ou o discurso de um pastor evangélico, de certo modo a frase inspira inúmeros significados e traz a força da convocação de um líder em relação ao seu povo. A missão a que este líder se propõe faz ressurgir a "grande política", retomando no passado as influências teóricas e práticas que devem nortear suas ações. A clara presença de Martin Luther King no pensamento de Obama resgata a luta pelos direitos civis e a preocupação com as atividades sociais, além de resgatar as grandes ambições que fizeram parte do discurso político nos anos 60.
Além da crise econômica e dos conflitos político-militares que se apresentam como desafio imediato a Obama, a grande mudança que parece ressurgir refere-se ao "agir político", não como mera atividade reprodutiva de um comportamento esperado, mas como uma nova personalidade capaz de produzir novas idéias e construir uma outra imagem do político. Nos anos 90 o mundo sofreu um conjunto de alterações no aspecto político-econômico que norteou o modo de ser do político até a recente crise,.seja pelo fim da guerra fria ou pelo início da chamada "nova ordem mundial", em que notava-se uma reformulação do papel do Estado na economia, numa atitude menos interventora, e uma cega convicção na capacidade do mercado dirigir a sociedade. As grandes lideranças mundiais cederam lugar aos invisíveis agentes econômicos que nos fizeram crer que a prosperidade natural dos povos chegaria por meio da evolução gradual do mercado global. Falava-se até na superação da oposição política entre direita e esquerda, de modo que o caminho político já não se referia mais a ideologias ou filosofias. Mas a história é verdadeira pregadora de peças, única a ensinar sem fazer previsões fictícias, trouxe o caos ao mundo virtual da estabilidade financeira e mesmo os titãs da economia mundial curvaram-se ao fluxo do devir. Diante do inevitável, o presente caótico fez renascer velhas ideologias e esperanças, da qual Obama emerge como ponto de inflexão lançando uma nova direção e um novo caminho para o seu povo e para o próprio pensar político. Obama pode fracassar em grande parte de seus objetivos, como pode também decepcionar a muitos, certamente manterá muito dos interesses americanos em relação aos temas que debaterá, sem com isso não diferenciar-se em nada de seu antecessor, mas é de se admirar a sua capacidade e inteligência para produzir uma expectativa tão ambiciosa e pouco vista. De Guantânamo a faixa de Gaza, do Iraque ao Afeganistão, da crise bancária, imobiliária ou automobilística, ele representa uma nova luz lançada sob velhos problemas. O êxito de Obama já nos é visível, um pouco de caráter no reino dos canalhas, um pouco de higiene no mundo dos porcos, um pouco de sonho e ideologia no pessimismo que nos cerca.
Rafael Caveira é professor de história e filosofia Você gosta de Folclore? Ou tudo por dinheiro? Luiz Fernando Monzani E do FEFOL-Festival do Folclore de Olímpia? Se alguém te convidar para um festival de ópera e você não gostar, você vai? E se o festival for de rock e, também você não gostar, você vai? E se for de música sertaneja, pop, jazz, MPB, festival do morango, de teatro, etc.; se você não gostar você vai?
Por qualquer razão você até poder ir, mesmo sem gostar, mas não gostando, você deveria pedir/propor que o evento acontecesse de acordo com o seu gosto? Não! Não! Quem não gosta de folclore, não vá ao FEFOL!!!!!!, ou ao menos não atrapalhe!!!!!!! Para que tentar alguém que não se interessa por folclore para o FEFOL e de maneira descontextualizada, ou seja, depois ou em local onde as manifestações folclóricas já não estão presentes? Ou pior, com atrações sem vínculo algum com folclore no mesmo espaço e tempo, concorrendo com aquelas? Explico: promover qualquer ação para levar pessoas sem tentar mostrar o motivo verdadeiro do evento tem qual objetivo? Deveríamos buscar primeiramente quem realmente quer o festival do folclore, e se quisermos que outros também participem que formemos estas pessoas, que desenvolvamos ações que motivem, que estimulem, que esclareçam; e que a partir daí sim, possamos aumentar o número de participantes que se interessam pelo festival. E não sejamos ingênuos, este evento não tem apelo comercial, tem seu turista específico, não envolve multidões; é de natureza popular, mas restrito. Ou seja, jamais (espero que eu esteja errado) um festival do folclore, de caráter cultural, terá o mesmo público de uma festa de peão, por exemplo! Será que querem usar um espaço construído com muita luta e honestidade de princípios e motivos, para realizar outro evento? Quem quer continuar com a mediocridade cultural em Olímpia, que seja honesto e crie seu espaço, mas não transforme o FEFOL em algo banal, algo medíocre que se possa até gostar como as músicas bregas curral-corno-motel-"sertanejas", que muita gente gosta! E gostar é direito de todos e eu também me incluo em gastar de "porcarias". Devemos realizar um festival do folclore (que não se resume a danças) com quem e para quem? Porque e para que? É Turista para cá é turista para lá...! Um turista me contou (chamou-se de Saci), que o patrono (por lei municipal) do Festival Do Folclore de Olímpia, está triste, porque o festival não o reconhece mais e que a cada ano sua realização não contempla os verdadeiros motivos de se realizar um "Festival do Folclore"! Para quem ainda não sabe o patrono do Fefol é o Curupira!!! Luiz Fernando Monzani é professor e membro da Associação Cultural Samba Sem Compromisso. João Ninguém
Euder Q. de Oliveira Chamava-se João, o sobrenome não lembro, o que ficou gravado foi o apelido agregado ao seu nome: João Ninguém.
Ninguém era funcionário antigo e de confiança da algodoeira (Irmão Esteves) uma potência regional em Mirandópolis. Era responsável pelo setor de compras e contabilidade da empresa. Cuidava da empresa como se fosse sua, não aceitava os presentes, brindes (suborno legal) dos fornecedores, evitando que estes influenciassem nas suas decisões. Raramente necessitava de horas extras, pois considerava fruto da incompetência e desorganização. Muitos invejavam seu cargo para tirar proveito tanto da influência como conseguir algum "por fora", prática existente (e como) atualmente. Era religioso, não beato, e dizia exercer a religião no dia a dia, em casa, no trabalho local em que muitas decisões foram tomadas baseadas no coração. Tinha vida simples e era feliz vivendo respeitando seus valores: amizade, lealdade, compaixão, amor e paz, este último aconselhava aos amigos: "Paz não tem preço, mas se tiver, pague". Com seu estilo de vida e escala de valor ouvia sempre de seus amigos e família: "Se continuar honesto nesta vida nunca passará de um João Ninguém". Esta é sua história, nasceu João de tal, viveu e morreu (em paz) João Ninguém. Vive hoje no céu, e orgulha-se do apelido que lhe foi dado pelo próprio São Pedro: João Alguém.
Euder Quintino de Oliveira é médico cardiologista.
Das Crises
Sérgio Ney Padilha Garcia*
Já que até ministro de estado, político desde criancinha, está prescrevendo, vamos todos apresentar nossas receitas. Por falta de espaço, paciência dos leitores e, claro, de inspiração divina, há que se economizar na abrangência do monstro. Dois aspectos, para pensar.
O primeiro é o espectro das ações governamentais. Governo é – ou, deveria ser – o mais forte e poderoso “indutor” da economia; jamais “condutor”. Governo é, por definição, incompetente, e até lesivo, em tudo o que se põe a administrar. Independente das cores ideológicas pessoais, basta honestidade intelectual para a conclusão de que, neste Brasil, os mais de trinta(!) ministérios, com raríssimas exceções, pouco produzem além das cansativas lambanças em série. E cobram extremamente caro para isso! Conhecemos todos a draconiana carga tributária para os serviços desclassificados que o povo recebe. Isto porque, desta carga, insuficiente mesmo para arcar com os milhares de salários, encargos e manutenção da máquina pública burra e gigantesca, mal sobra para os investimentos imprescindíveis e inadiáveis. Alguns exemplos: Educação, a mãe de toda dignidade de vida e, na sua ausência, causadora de toda indignidade; Saúde, esta eterna maratonista sem rumo, correndo sempre atrás dos efeitos, sem a noção básica das causas; Segurança, do pessoal ao institucional, no sentido amplo, cuja realidade melhor nem comentar.
Ah, a receitinha para ser um bom indutor? Dieta! Está na moda e faz bem. Dieta total, radical, rigorosa. Sob controle irrestrito da sociedade, armada com algo mais além do voto: cobranças firmes e incansáveis, como a de pretorianos graduados. Sempre reafirmando que, apesar de tudo, democracia e estado de direito devem permear todos os caminhos da nação. Isto significa menos governo na vida do cidadão e da nação. Menos regras, menos normas, menos burocracia e burocratas, menos repartições e partições, menos cartórios, menos estado e estatais, menos besteirol governamental. Ao fim e ao cabo, mais leveza e agilidade, mais eficiência, mais trabalho; finalmente a cidadania e...vida produtiva!
O segundo aspecto, também de alcance além das 30 linhas aqui possíveis, o empresarial, amarga seus pecados e lambe suas virtudes no mesmo prato. Lembrando que, no Brasil, de acordo com os ventos políticos, há sempre uma claque empresarial unida aplaudindo qualquer teatrinho bem montado, desde que tenha garantido os primeiros lugares da platéia. Isto vai desde apoios a re-re-eleições recentes até o beija mão a presidentes nomeados à espada.
Por outro lado, conhecendo a vida da empresa como ela é, na guerra diária da sobrevivência, suportando o massacrante peso do estado, os maiores custos trabalhistas do mundo, não há como se contrapor aos argumentos empresariais de que, antes que a tal da crise se instale, é dever do administrador recolher as velas e fincar sólidas amarras em terreno firme. Que isto passa por demissões, principalmente se pós-período de crescimento, não há dúvida, na maioria dos negócios. Que haverá novos e altos custos na recontratação e treinamento, qualquer aprendiz de empresário já sabe de cor. A questão de fundo que se coloca é: haverá que se ter a empresa viva e navegando após a tempestade! E este objetivo não se presta a paternalismos, protecionismos ou proselitismos demagógicos de qualquer espécie.
A crítica que efetivamente cabe a alguns – maus — empresários e suas empresas, especialmente a maioria das brasileiras em fase inicial de posicionamento no mercado local, é de cunho efetivamente mercadológico. É inexplicável como, após criarem negócios brilhantes, que tão bem ocupam espaços vazios na oferta às necessidades desatendidas, conseguem realizar uma espécie de suicídio mercadológico. A razão, creiam, é a arrogância do sucesso de primeira hora que leva ao distanciamento e desrespeito ao cliente, cujo destino final é o fracasso da empresa. Fracasso este, portanto, nem sempre cativo somente da tal da crise, mas, efetivamente, dos desentendimentos com o bom senso e as boas práticas.
Daí que, convenhamos, melhor ministro e governante falarem pouco daquilo que pouco sabem, e empresários tratarem com todo respeito e competência a quem lhes compra e paga os produtos ou serviços que necessitam e tem capacidade e vontade de adquirirem. Tudo o mais passa com a reabertura das urnas de tempos em tempos, felizmente.
*Consultor de Marketing e Gestão Empresarial. sneypg @ terra.com.br
Da violência
“O erro, mãe do vivente”. (F. Nietzsche)
Rafael Caveira
Diante dos olhos de todos, visível e clarividente, a violência faz parte do cotidiano das pessoas, notícia diária dos meios de comunicação. Na pobre interpretação que fazemos, pensamos que somos capazes de combatê-la, iludindo-nos com a crença em um poder que julgamos possuir, seja na condição de cidadãos, onde a constituição assegura-nos de uma teórica segurança, seja na condição de indivíduos livres, onde a liberdade ilude-nos acerca de nossas escolhas.
Do governo cobramos seus deveres, representado pela força policial que se apresenta como solução – apoiada por multidões que esperam por resultados. Da família esperamos moralmente o comportamento ideal que nem mesmo nós somos capazes de realizar. Influenciados por informações que se expressam nos diversos veículos de comunicação reproduzimos o discurso da solução imediata, convictos no imenso poder do Estado.
A impotência humana em relação à vida é um fato difícil de ser assumido, o que se nota na mentalidade dos povos ao longo da história, demonstrando a pobre condição em que o homem se coloca, afastando-se de sua realidade limitada, escondendo-se em esperanças ilusórias que o confortam.
A violência é uma realidade humana embutida no instinto que governa a natureza, da qual o homem é apenas parte. No entanto, ante o pessimismo que poderia arrastar o homem ao abismo, o conhecimento aparece como um instrumento consolador capaz de minimizar sua animalidade e construir uma realidade paralela, tal qual uma segunda natureza, onde o instinto se modela pela força do intelecto.
Não se pode combater definitivamente a violência, a paz é um estado ilusório, ou momentâneo, assim é a vida, a trágica história dos povos registrada ao longo do tempo, cujo testemunho é visível pelo sangue que escorre pelo corpo de cada civilização, bem como da guerra constante que atravessa o destino da humanidade.
Diante da impossível solução pacificadora, talvez caiba ao homem o desafio de construir sua vida aceitando suas fraquezas e buscando conviver melhor com as diferenças e limitações que representa a própria natureza humana, mesmo diante dos erros que todos cometemos.
Rafael Caveira é professor de história e filosofia.
Pirataria da Cadeia
Túlio Pinheiro
O Brasil movimenta mais de 500 bilhões de dólares anualmente com produtos pirateados, deixando de criar mais de 2 milhões de empregos formais anuais. Para quem acreditava que “Violação de Direito Autoral”, ou seja, “PIRATARIA” não dava cadeia, os Desembargadores da l5a. Câmera de Direito Criminal do Tribunal de Justiça de São Paulo, negaram no dia 18 de dezembro de 2008, provimento ao recurso de V. B. J. e A. P. S. , confirmando a sentença da Juíza da 2ª. Vara da Comarca de Olímpia, Dra. Andréa Galhardo Palma, que em 20 de novembro de 2007 condenou os réus a pena de dois anos, dois meses e vinte dias de reclusão e dois anos de reclusão respectivamente. O acórdão na íntegra está disponível no TJSP, na 15ª. Câmara de Direito Criminal, nos autos da apelação criminal no. 993.08.015093-1.
Em São José do Rio Preto, o promotor Dr. João Carlos Sgorlon denunciou à Justiça de Rio Preto quatro vendedores ambulantes por “Violação de Direito Autoral”.
Eles comercializavam CDs e DVDs piratas na praça Dom José Marcondes, onde antes funcionava o camelódromo. Os vendedores ambulantes Ewerton Rodrigo Julião, Josué Diogo da Silva, Luciano Ruiz Ferreira e João Rochi Mendes podem pegar até quatro anos de prisão se condenados pelo crime de “Violação de Direito Autoral”.
Em Olímpia, graças aos esforços contínuos da Policia Civil, através do Delegado Titular de Olímpia, Dr. João Brocanello Neto, várias apreensões tem sido realizadas. A polícia tem trabalhado intensivamente no combate à pirataria em nossa cidade, tendo apresentado bons resultados. Oportunamente apresentaremos um balanço dessas apreensões. A Polícia Civil prende, a Justiça condena.
A população pode colaborar para a extinção da pirataria, seja ela de CDs, DVDs ou tênis, camisetas, etc., pois quem compra esses produtos piratas são iguais àquelas que furtam algum objeto. Elas se apropriam de materiais que não são delas. Pense nisso!
Túlio Pinheiro é comerciante em Olímpia.
A oração da vó Emma Euder Q. de Oliveira A maioria dos pacientes que atendo pertencem há "melhor idade". Já passaram por vários estágios da vida, trabalharam, constituíram família e já estão com netos e bisnetos.
Além das doenças inerentes ao desgaste do tempo, há uma queixa que vem crescendo, o desgaste emocional as custas de problemas familiares. É evidente que a maturidade adquirida serve como base para orientar os mais jovens e devemos sempre buscar nesta fonte. O que ocorre é que muitos problemas que deveriam ser resolvidos pelos mais jovens, o que ajudaria em seu crescimento, são transferidos aos mais velhos, trazendo-lhes mais desgaste a um organismo já desgastado, sugando-lhes a energia que já não é muita. Problemas todos temos e não devemos transferi-los e sim resolvê-los. Levar um pouco de alegria e carinho aos mais velhos é no mínimo um reconhecimento. E a oração da vó Emma? Vó Emma foi uma grande parteira e tinha muitas orações poderosas. A da Santa Margarida era útil para a expulsão da placenta. Mas a melhor oração vou ensinar aos leitores: "Vó Emma, Emma, Emma, cada qual resolve seu problema".
Euder Quintino de Oliveira é médico cardiologista.
Gregos e Troianos Euder Quintino de Oliveira Será possível agradar Gregos e Troianos?
É o que vou tentar neste artigo. Pela primeira vez minhas secretárias sugeriram temas para o artigo. Bernadete, a disciplinada atleta corredora, imbatível nos cinco e dez mil metros, entusiasmada com o aumento dos caminhantes na avenida, sugeriu que escrevesse sobre entusiasmo e motivação para que o ânimo dos atletas não seja apenas uma chuva de verão. Lolita, a eterna alma sonhadora, empresária do ramo de combustível (tem posto), pediu que escrevesse em comemoração aos vinte e quatro anos de cardiologia em Olímpia que comemorei no último dia sete. Há vinte e quatro anos cheguei em Olímpia, com poucos conhecidos, meu estetoscópio companheiro, uma barba para parecer mais velho, medo, muito medo, porém com alma sonhadora, disciplina, entusiasmo e motivação. Não cabe neste artigo versar sobre o que realizei tecnicamente, mas estou feliz pelos amigos conquistados, o respeito e amor dos pacientes, a consideração dos colegas médicos e o amor pela cidade. Concluindo e alegrando as minhas queridas secretárias que caminham comigo nesta jornada, acredito que para vencer nesta vida temos que: ter disciplina e determinação de atleta (Bernadete) e alma sonhadora de poeta (Lolita). Euder Quintino de Oliveira é médico cardiologista. Chame a Criança
Euder Q. de Oliveira
Chame a Criança
Euder Q. de Oliveira Apesar da evolução tecnológica continuamos nascendo criança para depois nos tornarmos adultos.
Quando criança somos pura alma (coração) e pouca consciência, estado que se inverte quando adulto, sem que a brasa da criança se apague totalmente. Cristo diz: vinde a mim as crianças, delas é o reino do céu . É evidente que ele conclama as crianças, e, os adultos que mantêm acesa a chama da criança em seu coração, os "puros de coração". Milton Nascimento foi mineiramente feliz ao compor "bola de meia": "Há um menino, há um moleque, morando sempre em meu coração. Toda vez que o adulto balança ele vem pra me dar a mão. Ele fala de coisas bonitas que acredito que não deixarão de existir: amizade, palavra, respeito, caráter, bondade, alegria e amor. Toda vez que a tristeza aparece o menino me dá a mão". Infelizmente chamamos a criança apenas nos momentos difíceis da vida, quando nem o médico, o advogado e o dinheiro podem resolvê-los. Faça uma reflexão neste natal ao celebrar o nascimento do menino Jesus, viaje até seu coração, chame a criança e sinta a paz, alegria e amor verdadeiros. Chame a criança e tenha com certeza um Feliz Natal, mas chame todos os dias. Feliz Natal 2.008 Euder Quintino de Oliveira é médico cardiologista.
Aproveitando as oportunidades
Euder Q. de Oliveira Diz-se que um sujeito é oportunista quando vislumbra situações em que possa tirar proveito e obter grandes lucros.
Normalmente aproveita-se de alguém que está em situação desagradável, até mesmo desesperadora. No mundo dos negócios não se pode perder oportunidades se quiser crescer. Existe outro tipo de oportunista que vislumbra a mesma situação, pessoas com dificuldades, e aproveita para ajudá-las. No mundo destes "negócios", enriquece quem doa ao próximo. As oportunidades para enriquecer estão batendo à nossa porta e se você é do tipo que entende que ganha aquele que doa não perca as oportunidades. No momento, nossos irmãos de Santa Catarina estão em situação desesperadora precisando de ajuda. Não perca essa oportunidade de enriquecer, ajude-os. Não sabemos o que nos reserva o futuro, espero sempre poder ajudar e enriquecer minh´alma. Euder Quintinho de Oliveira, é médico cardiologista. Rua Japão 1622
Euder Q. de Oliveira
"Tem lugares que me lembram minha vida, por onde andei/as histórias , os caminhos, os destinos que eu mudei/cenas do meu filme em branco e preto que o vento levou e o tempo traz/entre todos os amores e amigos, de você, me lembro mais...´´
Esta linda canção dos Beatles (in my life) soou em meu coração no último fim de semana, ocasião em que visitei Mirandópolis onde vivi minha adolescência. Revi amigos, parentes, recordei histórias engraçadas, jogos de futebol fantásticos, grandes campeonatos. Tempo bom, boas pessoas, bons lugares, acho que também eu era bom. De repente estava eu parado em frente a casa da rua Japão 1622, casa simples, com varanda onde haviam duas cadeiras em que passei dias felizes da minha vida ao lado da minha namorada. Era um tempo em que ainda se namorava e se dizia "te amo´´ após um longo beijo. Tive uma boa sensação ao reviver o filme da minha vida e senti, o que disse Neruda: "Para viver, vivi; é isso, vivi bons momentos e trago-os bem guardadinhos em meu coração. Houve maus momentos? Claro, porém deleto-os todos os dias. E, terminando a canção: "Desenhos que a vida vai fazendo, desbotam alguns, uns ficam iguais/entre corações que tenho tatuados, de você, não esqueço jamais´´...
Euder Quintino de Oliveira é médico cardiologista. O Menino Sorriso
Euder Q. de OLiveira Das lembranças que tenho registradas no meu banco de memórias, a do menino sorriso tem vindo a tona com muita frequência.
No bairro em que morava o menino sorriso, é assim que eu o chamo, era conhecido por "Zé bobinho", "maluquinho" ou algo parecido. Era um menino inofensivo, abençoado com um sorriso lindo, fantástico, andava pelas ruas como pedinte que era. Não incomodava ninguém, seu pedido era feito com seu sorriso mágico e as mãozinhas estendidas, que se retraiam em posição de oração (mãos postas) em direção ao coração, baixando a cabeça como que pedindo uma benção para aqueles que não tinham nada para dar, desejando-lhes melhor sorte, levantava rapidamente a cabeça e sorria novamente. Ficava feliz quando saíamos no fim de semana e meu pai oferecia um lanche ao menino sorriso que agradecia com uma dança que só ele sabia e, é claro, com sorriso. Sentia sempre uma paz quando ele estava por perto, nunca ouvi sua voz, sua fala era o sorriso, a oração e a dança. Hoje fico imaginando por onde anda o menino sorriso, talvez por falta de ver sorriso sincero nas pessoas, talvez por eu estar sorrindo pouco. Seria ele um maluco que inspirou a Raulzito, um maluco beleza? Seria um Dervixe dançante? Acho que era um anjo. Neste mundo em que as tragédias são exaltadas pela mídia, em que as pessoas estão carrancudas, tratam-se mal, seja em casa, no trabalho, nas escolas, vão atrofiando os músculos do sorriso e, conseqüentemente, aumentando o sofrimento. Agradeço ter conhecido o menino sorriso e espero nunca deletá-lo do meu banco de memórias. E você, será que o menino sorriso já não o visitou? Vamos lá, dê um sorriso agora e procure repeti-lo o máximo que puder e, se quiser, dance de alegria.
Euder Quintino de Oliveira é médico cardiologista.
O Felipe é Massa Pura
Euder Q. de Oliveira Em uma época a palavra "massa" era uma gíria usada para o sujeito porreta, batuta, e quando era "o cara", aí era "massa pura". No último grande prêmio de Fórmula-1 o nosso Felipe mostrou que é massa pura. Fez o melhor tempo, largou em primeiro, liderava a corrida, tinha tudo para vencer e assumir a liderança do campeonato rumo ao título da temporada, como nos bons tempos do Senna. Por um erro de um componente da equipe, o Schiaffino, passou de líder a último colocado na corrida. Foi um balde d’água fria no Felipe, na equipe e em nós, torcedores. Talvez esse erro tenha definido o campeonato, que envolve milhões em investimentos, muito trabalho, fama etc. Schiaffino ficou arrasado, e sabe o que acontece com quem falha na visão da máfia italiana. Felipe, ao terminar a corrida dirigiu-se a Schiaffino deu-lhe um abraço fraterno carregado de perdão (terapia do amplex) pediu que levantasse a cabeça e seguisse em frente, pois ainda restam três corridas. Cometemos erros em nossas vidas e o que não falta é gente para nos crucificar. Alguns, assim como o Felipe perdoam e nos incentivam a melhorar, o que facilita o arrependimento e o melhoramento nas atitudes futuras. Se o Felipe vai ser campeão de fórmula I eu não sei. Mas que ele ganhou um grande prêmio na corrida da vida, que o cara é massa pura, isso eu sei. Perdoe, peça perdão e arrependa-se dos erros cometidos, busque a paz e o amor acima de tudo. Estes são os ingredientes para tornar-se "Massa Pura". Euder Quintino de Oliveira é médico cardiologista Já raiou a liberdade...
Gilson E. Delgado Há vinte anos, precisamente em 05 de outubro de 1988, o Brasil dava seu primeiro grande passo para a plenitude democrática, deixando para trás a triste marca e a lembrança amarga de um período ditatorial. Nossa Carta Magna de 1988, que reconhecidamente é a "Constituição Cidadã", apesar de já haver completado sua maioridade, não tem recebido o tratamento e o respeito merecido, pois muitos de seus preceitos são ignorados por aqueles que justamente deveriam primar pela sua fiel obediência e rigorosa observância.
Ainda vivenciamos, com imensa tristeza, brotarem qual ervas daninhas, filhotes da ditadura, implementando amargamente um estado de exceção em pleno regime democrático. Suplantam nos mais diversos segmentos de nossa sociedade uma ditadura civil, onde o dito popular se amolda qual luva às mãos: "quem não for filho de Deus, está na unha do capeta", ou melhor, "manda quem pode e obedece quem tem juízo".
Quantos de nossos direitos constitucionais são usurpados pelo Estado! E nós, células do verdadeiro povo brasileiro, até quando haveremos de quedar inertes? É preciso dar um basta nos discursos e discussões hipócritas, levadas a público apenas como pano de fundo a interesses obscuros, que culminam sempre no sacrifício da maioria absoluta de nossa sociedade. Como seria bom se o verbete constitucional expresso no "caput" do Artigo 5º, retratasse a realidade de que "todos são iguais perante a lei, sem distinção de qualquer natureza".
Porém, vinte anos se passaram e muito pouco foi feito para que os preceitos constitucionais fossem seguramente implementados, em especial aqueles tratados pelos Artigos 5º e 6º de nossa Lei Maior. Enfim, se sincera ou não a vontade de nosso legislador constituinte de 1988, é chegada a hora de uma reflexão isenta, séria e cristã, no sentido de conscientizar a todos os segmentos de nossa sociedade civil organizada, de que "são direitos sociais a educação, a saúde, o trabalho, o lazer, a segurança, a previdência social, a proteção à maternidade e à infância, a assistência aos desamparados, na forma desta Constituição", dentre todos os demais direitos assegurados. Qualquer grande caminhada tem início com o primeiro passo.
E que possamos cantar de peito aberto: "... já raiou a liberdade no horizonte do Brasil...".
Investimento concreto
Carlos E. Savian Até pouco tempo atrás, comprar um imóvel e alugá-lo não era um dos melhores destinos que um investidor poderia dar a seu dinheiro. Com raríssimas exceções, o retorno deste investimento mensal, quando destinado a uma casa ou um apartamento alugado, tomando, por exemplo, a última década, ficaria em torno de 0,5%, menos que a modesta rentabilidade da caderneta de poupança no período. No entanto, vale lembrar que os ganhos com o aluguel comercial foram um pouco maiores, nada muito entusiasmador se olharmos pela ótica do mercado financeiro. Hoje, "O setor vive sua melhor fase em mais de uma década" e "Ter um inquilino está voltando a ser um bom negócio, tendo-se em vista a rentabilidade e a valorização constante do imóvel." O principal alvo da atenção dos investidores tem sido o mercado de imóveis comerciais, principalmente os que se situam no centro da cidade, tendo em vista que os aluguéis são proporcionalmente mais elevados e a procura por espaços centrais tem se intensificado nos últimos tempos. Levando-se em conta, além do bom momento do mercado imobiliário que abre espaço amplo para que os proprietários ganhem com a valorização dos bens dentro de uma projeção financeira vista como bastante compensadora, a expectativa de futuro se mostra como muito positiva, principalmente se levarmos em consideração a crescente procura e o aquecimento do setor. Muito embora se avalie de forma simplista fatores que podem ser considerados como momentâneos, como o caso da onda crescente que transmite um entusiasmo acerca deste crescimento e pode apontar para um desaquecimento futuro, temos de observar que os fatores que geraram esta bolha advêm da obrigatoriedade de reação constante não só do mercado imobiliário, mas também da necessidade crescente da economia nacional impulsionada por fatores econômicos amplamente divulgados; junta-se ai, além do poder de compra da população ampliado, o sonho da casa própria, e questões regionais que impulsionam este crescimento. No caso local, para termos exatidão da dimensão desta discussão, basta observarmos o orçamento crescente do município que salta este ano para mais de 70 milhões, impulsionado pelo crescimento da indústria do álcool e do turismo, que acaba, por sua necessidade de estabilidade, transformando a questão imobiliária numa das mais promissoras formas de investimentos seguro. É lógico que não podemos nem devemos regionalizar esta questão, principalmente se levarmos em conta que o setor imobiliário em todo país vem num crescendo constante, demonstrando claramente a todos os que querem investir com segurança que este é o caminho que mais tem dado esta segurança neste presente momento. Carlos Eduardo Savian é empresário, corretor de imóveis, proprietário da Imobiliária Apoio.
Eleição x Milícias
Artur César Passoni O que está em evidência no noticiário nacional é o grande número de milícias criminosas lançando candidatos para esta eleição. E estão intimidando a população para votarem nos seus comparsas. Por que isto está acontecendo, será que vai aumentar? Acredito que sim, pois os políticos criaram tanta blindagem para si, que toda bandidagem também quer participar dessa farra, onde tudo pode, sem sofrer punições severas. Só dizer que está sendo perseguido e pronto está tudo resolvido. Se não mudar agora a maneira de escolha dos nossos governantes, estaremos cada vez mais à mercê dessas milícias. Os milicianos (mafiosos) se infiltram nos partidos políticos e uma hora ou outra podem ser eleitos; prefeitos, governadores, deputados, senadores e presidente. Como é difícil mudar o sistema de escolha dos nossos governantes, poderia adotar uma medida que nos daria dois benefícios: deixaria o setor público mais eficaz e diminuiria o número de contingentes dos quadrilheiros. A medida é o seguinte: Instituir um exame de seleção onde todos que queiram possam participar para preencher todos os cargos, que hoje são feitos por nomeações (secretário, ministros, presidente estatal etc.) Este exame é claro, deverá ser feito por entidades idôneas, como a FUVEST, VUNESP, OAB e outras da mesma credibilidade. Sendo que esta prova não seria um concurso. Assim, com uma seleção rígida teremos as pessoas mais indicadas para as suas devidas funções. Com esta medida, as pessoas de má fé podem até se eleger, mas não levarão sua gangue para o setor público. E quem sabe no futuro, os nossos governantes seriam selecionados da mesma forma. O grande problema mesmo, é acabar com a milícias criminosas já presentes no governo, conforme manchete do jornal O Estado de São Paulo de domingo, 7 de setembro de 2008, "15 bilhões foram desviados de obras públicas entre 2000 a 2008, calcula a Polícia Federal – Superfaturamentos de até 250%. Artur César Passoni é Engenheiro Agrônomo.
Ahinsa, Satyagraha
Euder Q. de Oliveira
Recentemente a polícia Federal deflagrou a operação "Satyagraha" que culminou com o afastamento do delegado que a liderava.
Satyagraha e Ahinsa, palavras que vêm do Hinduismo, traduzem-se como "a busca pela verdade" e "não violência", pilares da revolução espiritual de Gandhi pela liberdade dos indianos. Ahinsa serviu de base para Satyagraha, Gandhi condenava a violência apesar de não concordar com os sistemas, pregava o perdão e o amor entre as pessoas. Gandhi abominava qualquer tipo de violência, seja física, verbal, ou a mais perigosa e sutil, em pensamento. É evidente que para chegar ao nível de Gandhi, o Mahatma (Maha = Grande, Atma = Alma) temos que evoluir espiritualmente, limpar o ódio do coração e preenchê-lo com amor. Não é fácil ser um Mahatma. Mas, o meu recado nestes tempos de eleição, é que os candidatos, os partidos e a imprensa usem as bases de Gandhi: Ahinsa e Satyagraha, e tenham uma Grande Alma.
Euder Quintino de Oliveira é médico cardiologista.
A polícia, o cidadão comum, o bom senso e a sinalização de trânsito confusa
Hélio Lisse Júnior Assisti e fui coadjuvante de centenas de pessoas que tiveram os seus veículos multados e quinchados na noite de 02/08/08; gente de bem com crianças lançadas no colo adormecidas, esposo e esposas que retornaram para suas casas de táxi ou seguiram a pé. Multa, pagamento de remoção de veículo (guincho), prejuízo desnecessário gerado ao cidadão que o bom senso policial, certamente, poderia ter evitado. Três placas colocadas no início de uma via pública e a quarta pendurada em um poste, sem visibilidade e com pouca iluminação, foram as responsáveis pelo lamentável episódio. De quem é a culpa pela sinalização de trânsito confusa e mal dimensionada, que levou vários cidadãos ao erro? Certamente não é do cidadão. Pergunta-se: Quem as colocou? Quem determinou? Por que não havia policiais orientando os condutores no local? As multas aplicadas foram justas ou injustas? Quem determinou a remoção? Precisamos de uma polícia cidadã, rigorosa no combate ao crime e a criminalidade e ainda de bom senso em determinadas horas e acontecimentos. Falo com um pouco de propriedade, pois faço parte de um organismo de segurança e luto para o resgate institucional. Mais do que isso, precisamos viver novos paradigmas. O Estado que detém o serviço público de fiscalizar e administrar o trânsito há de ser eficaz. A gestão eficiente e de qualidade, tratamento humanizado são novos paradigmas, que temos que buscar para resgate das instituições a todo o momento. O serviço que o Estado detém há de ser ágil, sem entraves e fluir sem excessos de burocracia ou delongas desnecessárias. As multas injustas devem ser combatidas por recursos, que analisam se são justas ou injustas, por razões puramente legais. O agente público tem como requisito constitucional e obrigatoriedade funcional o princípio da cortesia e urbanidade. Se descortês, deve ser tratado como tal e ainda penalizado administrativamente sob pena de tornar-se comuna "persona não grata" na comuna. As ordens emanadas por um comandante é o norte para os seus subordinados; as autoridades de polícia judiciária são os filtros que param as ilegalidades, abusos, ou injustiças. Autoridades de polícia judiciária e comandantes de frações de polícia militar, ambos responsáveis respectivamente por setor de trânsito e fiscalização ostensiva de trânsito, devem estar sintonizadas quando determinarem, momentaneamente, ou por um período de mudança de direcionamento de via, e ou parada ou estacionamentos proibidos, assim demonstrarão a integração policial tão esperada pela comuna. Falo como cidadão comum e olimpiense e não como autoridade de polícia Judiciária, pois as minhas razões já demonstram a minha posição dos fatos. Espero que no ano vindouro e próximo Festival as coisas aqui colocadas certamente sejam corrigidas e o cidadão de bem não vai pagar pelo erro que não cometeu e por mim vivenciado com indignação. Hélio Lisse Júnior é Delegado Regional de Polícia Judiciária, especialista em Direito Penal e Proc. Penal, docente da Uemg – MG e cidadão olimpiense acima de tudo.
Figura Paterna
Euder Q. de Oliveira Segundo a milenar cultura Chinesa cada pessoa tem seu Yn e Yang que,, entre outros significados, representa o lado masculino e feminino atestado pela ciência como o lado direito e esquerdo do cérebro.
Segundo os Freudianos um casal de homossexuais feminino ao adotar uma criança, um deles assumirá a figura paterna mesmo sendo biologicamente mulher. É bom ter pai, sentir-se protegido e seguro, ter um ídolo a seguir, receber os ensinamentos de sua vivência e sabedoria . Quando o Pai Eterno transfere nosso pai para sua morada ficamos sem norte. É neste momento que a mãe acumula função e assuma figura paterna. Agora, além do carinho materno que lhe é natural, desdobra-se em esforço para minimizar nosso sofrimento e manter a união da família. Assim acontece com muita gente e aconteceu comigo. Tenho saudades do meu Pai mas agradeço a Deus por ter comigo minha Mãe com quem vou comemorar o dia dos Pais. No mais, tenho a certeza que se for chamado antes da Cássia, ela será um Pai melhor que eu, se ocorrer o inverso, tentarei ser uma Mãe tão boa quanto ela. A todos os Pais, homens ou mulheres, em especial para minha Mãe, Feliz Dia dos Pais. Euder Quintino de Oliveira é médico cardiologista.
Tudo de Novo
Jorge de Sousa
Um dos maiores pecados da humanidade é, sem dúvida, o pecado da omissão. Citaremos apenas dois. O primeiro da Igreja nascente, o segundo do estado. O primeiro aconteceu quando Judas Escariotes deixou a Santa Ceia para entregar Cristo aos romanos por uma recompensa de trinta dinheiros. Os apóstolos já sabiam que Judas trairia Jesus, entretanto, nada fizeram. Poderiam simplesmente, através de uma boa conversa, tê-lo dissuadido de suas intenções, afinal, eram todos amigos, irmãos e companheiros da boa nova.
Porém, se omitiram, nada fizeram, e Judas traiu Jesus. Foi o primeiro grande pecado de omissão da Igreja Católica. O outro, foi do estado, representado por Pilatos com seu gesto histórico de lavar as mãos diante da condenação iminente de um inocente, entregando-o à seus algozes. Os que representam a Igreja, que somos nós, continuam pecando. Os que representam o Estado, que são os políticos, também continuam pecando. Todos por omissão.
As eleições estão chegando, e as articulações do mal e do egoísmo, os conchavos, as compras e recompras chegam juntos, cabendo a nós denunciá-los em nome de uma política voltada para o bem comum. Não é fácil mudar esta "Lei de Gersom" tão arraigada no coração dos homens, mas, é possível. Basta fazermos nossa parte.
Apesar de sermos pequenos, temos uma arma poderosa - nosso voto -. D. Paulo Evaristo Arns dizia: "Acredito só nas coisas pequenas, tudo depende delas, até mesmo as grandes". Em época de eleições converse com os amigos, parentes, vizinhos, colegas de trabalho, na escola, no clube, ou seja, onde você estiver, converse, converse e converse. Aponte os maus políticos, os corruptos e os corruptores.
Vasculhe a história de vida de todos os candidatos, remexa seu passado, olhe como tratam suas famílias, qual o seu papel na comunidade, é bom patrão, é bom empregado, paga sempre o que deve? Pergunte o que melhorou durante seu mandato, pergunte quais são suas verdadeiras intenções ao candidatar-se e não se iludam com promessas e discursos inflamados repletos de estatísticas, depois disso, conte para todo mundo, não peque por omissão.
A Bíblia nos diz que devemos ser quentes ou frios, porque morno, Deus vomita. A omissão é morna, é vômito de Deus. A verdade tem que aparecer, se não estaremos sempre F.... "Conhecereis a verdade e a verdade vos libertarás". Jo.8,32. Não basta ler um livro de modelagem do corpo, é preciso fazer exercícios para criar músculos. Não adianta você descobrir os maus políticos se não contar para os outros.
Se não contar, nada muda. Temos que mudar nossos critérios de avaliação. Sendo homens temos que ter soluções diferentes para o mesmo problema – política -, porque se utilizarmos o mesmo julgamento de anos anteriores nada muda, seremos apenas um joão-de-barro que faz sua casa, seu ninho, igualzinho, a milhares de anos.
Jorge de Sousa é diretor da rádio Menina FM.
O menino, a pipa, o Ataulfo
Euder Q. de Oliveira
Na quarta-feira última, cedinho e friozinho, deparei com um garotinho, seis ou sete anos, calça curta, chinelinhos e blusa, uma alegria sem tamanho, carregando sua pipa. Que frio que nada, as perninhas ligeiras, os bracinhos dando soquinhos, olhinhos brilhantes e fixos na pipa, quanta alegria. Acredito que mal dormiu na ansiedade de acordar pra empinar sua pipa, talvez nem tomou o leitinho da manhã. Por um momento me vi naquele garoto, lembrei que já fui criança e, como ele, feliz com brincadeiras simples e inocentes. Pipas, bolinhas de gude, bilboquê, futebol de botões, hoje, talvez façam parte do folclore, foram substituídos por jogos eletrônicos. Refleti cá com meus botões, que precisamos de mais momentos de alegria verdadeira apesar de a infância cronológica ter passado, buscar constantemente a criança que existe em nós. Deixei o garotinho, na sua inocência feliz, peguei carona com Ataulfo, e cantarolei também feliz; "Eu daria tudo que tivesse/ pra voltar aos tempos de criança/ Eu não sei porque a gente cresce/ Se não sai da gente essa lembrança/... Eu era feliz e não sabia... (Ataulfo Alve
Euder Quintino de Oliveira é médico cardiologista.
A Paz
Euder Q. de Oliveira Parece existir um desejo unânime de paz no mundo. De tempos em tempos ícones defensores da paz aparecem, como Luther King, Gandhi e Lennon, no século passado, todos, ironicamente, assassinados.
Em nossas saudações desejamos a paz, algumas vezes até pregamos a paz, mas não temos atitudes para a promoção da paz. A paz não vem de fora para dentro e sim de dentro para fora. Esperamos viver em paz sem cultivar a paz interior, sem entender o "conheça-te a ti mesmo", sem buscar em primeiro lugar o "reino dos céus". Como podemos esperar viver em paz com tanto ódio, egoísmo e inveja no coração? Como viver em paz encontrando defeito em tudo e em todos? Como viver em paz vivendo sempre mal humorado negando um sorriso? Como viver em paz promovendo a discórdia e o conflito? Como viver em paz sem o perdão e o arrependimento? Como viver em paz querendo levar vantagem sobre o próximo? A paz não é do intelecto, não pode ser verbalizada, brota do fundo do coração e floresce em atitudes positivas de compaixão, fraternidade, compreensão e amor. Não fique sentado, lamentando, esperando o mundo mudar para viver em paz, comece por você, torne-se uma luz e ajude a iluminar nosso mundo Euder Quintino de Oliveira é médico cardiologista
Aprendendo com as Zebras
Euder Q. de Oliveira
Um cientista americano pesquisou o comportamento dos animais numa reserva Africana com o intuito de avaliar as conseqüências do stress. Fazia necropsias procurando sinais do stress no estômago e encéfalo dos animais. Para sua surpresa o animal que sofria menos com o stress foi a zebra, animal perseguido por vários predadores, leões, guepardos, lobos, hienas e outros. A vida das zebras é um perigo constante, porém elas usam o stress, que é necessário para nossa sobrevivência, nos momentos de real perigo. Quando sofrem um ataque do predador o stress é ativado fornecendo energia para a fuga (sobrevivência).
Cessado o perigo, a zebra descansa, alimenta-se e dorme, condições necessárias para restaurar suas energias, ao invés de gastar mais energia pensando em quem será a próxima vítima. Nós, humanos, sofremos de ansiedade antecipatória, o perigo não é real e já estamos ativando desnecessariamente o nosso stress, sofrendo por algo que pode não acontecer causando desgaste ao nosso organismo. O stress é útil para nossa sobrevivência quando ativado na medida certa, nos momentos de perigo real; nos outros momentos precisamos descansar, alimentar, exercitar, divertir e rezar.
Euder Quintino de Oliveira é médico cardiologista.
Mais sobre violência
Walter O. Souza
Ao contrário de brandura, doçura, a violência é a negação dos princípios sadios que devem reinar e prevalecer em qualquer sociedade. A violência traduz-se, ora mediante atos de crueldade, fúria, ora por atos discriciominários de quem detém autoridade, com o cerceamento de direitos legítimos, ora com palavras não menos ferinas que abalam profundamente os visados.
Mas, a violência que vem ocorrendo e se alastrando de maneira alarmante e assustadora é a cometida por bandidos e meliantes, desocupados, frios e calculistas, destituídos do mínimo de sentimento, os quais sem nenhum escrúpulo, vêm ceifando a vida de pessoas honestas, trabalhadoras, não raro, chefes de família, deixando na penúria viúvas e filhos.
A violência se manifesta em todas as épocas e setores da sociedade, ocorrendo em tempos de paz ou de guerra; provenientes de pessoas de gênio irascível, que por motivos torpes e até sem motivo agem contra familiares, mulheres, crianças, idosos e indefesos, enfim.
A educação acha-se prejudicada, ora pela falta de estrutura nas famílias, nos lares, agravada pelos maus exemplos disseminados nos meios de comunicação, notadamente em programas de TV em que se exibem atos obscenos destituídos do mínimo de pudor, com efeitos deletérios na sociedade, decorrendo daí as famílias mal estruturadas, mãe solteiras etc.. A sociedade acompanha, estupefata, pasmada, boquiaberta e inerme contra esse estado de coisas. As autoridades há muito já não conseguem conter a onda de violência que graça em nosso país.
A situação tomou um rumo em que ninguém se sente seguro, obrigando-se a se acercar de todas as medidas possíveis para sua própria segurança, já que o Estado, além de não o fazer, passou a ser primeira vítima, de que é exemplo a execução sumária de autoridades, desde a mais alta cúpula até o abnegado policial no exercício de suas funções. Urge, pois, que se tomem medidas eficazes quer quanto à punição e radicais, principalmente, na formação moral dos jovens, investindo-se pesado nas estruturas das escolas, com salário digno aos professores; no trato prioritário da saúde, com investimentos maciços em hospitais, evitando-se o agravamento da situação de famílias que temem perder seus entes queridos por falta de assistência, fato que deixa graves seqüelas, geram miséria, revolta, e desembocam, enfim, na violência que tanto se quer combater.
Walter de Oliveira Souza é advogado em Olímpia.
Numa relação de desconfiança nada se constrói
Rafael dos Santos Borges
O governo Serra inaugurou o seu governo atacando os professores da escola pública encomendou pesquisas que foram amplamente divulgadas pela Folha de São Paulo e Globo responsabilizando os docentes faltosos pelo péssimo desempenho escolar dos alunos da rede pública estadual. A culpa recaiu sobre todos os professores e não sobre as autoridades que há doze anos determinam os rumos e destinos dos alunos da rede pública estadual. Agora, com o decreto 53037/08 os professores ACTs e OFAs (a sigla é complicada, mas são os não concursados) deverão ao final do ano passar por uma prova, com um contrato de menos de um ano, e professores que estão a beira da aposentadoria, que tinham vínculo com o Estado e a escola poderão ficar desempregado. Na rede pública estadual corre-se o risco de se estabelecer esses contratos, professores farão provas ao final de ano, os professores viverão a tortura de não saber em que escola darão aula no próximo ano, sem FGTS, sem previdência especial dos servidores públicos, sem 13º, sem o Hospital do Servidor. O Governo não contratará mais professores via concurso sério, de servidor público efetivo, não haverá formação continuada, nem continuidade do trabalho pedagógico e por fim a tucanalha privatizará a educação. Ele tenta impedir a remoção. Esposas e esposos de policiais, por exemplo, ou outro funcionário público, que se efetivaram nos últimos dois anos na grande São Paulo, ou em outra cidade estão impedidos pelo decreto de se removerem para suas cidades, junto à sua família. Nós professores estamos em luta, em greve, por uma moralização da carreira docente, pela melhoria da rede, pelo fim da aprovação automática, nem reajuste salarial está na pauta, se vier melhor. O Serra não confia em seus funcionários, os professores, por sua vez, mais do que desconfiança temem o autoritarismo do Serra. Alguns até temem a greve e o protesto. Mas somos professores e exigimos respeito!
Rafael dos Santos Borges é Professor de História da Rede Pública Estadual.
Nunca é tarde pra dizer...
Euder Q. de Oliveira
"Amor, estas flores eu mesmo escolhi pra lhe dar no dia dos namorados. São quase cinqüenta anos de casamento e esta é a primeira vez que lhe presenteio nesta data. Você há de me entender por nunca ter me expressado nestes e noutros momentos, mas meu amor por você é grande. Hoje, reconheço as oportunidades perdidas de elogiá-la, quer pelo meu prato preferido, por aplacar minha ira com sua sábia meiguice, por me esperar com seu vestido de algodão, cabelos molhados, soltos, perfumada com leite de rosas, que linda! E eu calado, reprimindo o sentimento, ô raça! Espanhol com italiano, vida difícil, só trabalho, trabalho. E você nunca reclamou, mas lembro-me do seu olhar esperando uma palavra de carinho ou elogio. E o besta do machão não emitia um elogio sequer apesar de sentir vontade. Ô raça! Hoje, sei que não é tarde, vou dizer tudo que devia e que você merece: Amo você desde o primeiro momento que a vi; Que linda você fica com seu vestido de algodão; que delícia de prato, obrigado por aplacar minha raiva e por entender esse jeito de italiano carcamano, fui criado assim; creio num Deus bondoso por ter colocado você em minha vida" Depositou com carinho as flores no túmulo da amada, voltou pra casa com o coração mais leve apesar da saudade infinita. É meu amigo, não perca as oportunidades de elogiar sua amada, se as palavras não saírem, cante pra ela "como é grande o meu amor por você".
Euder Quintino de Oliveira é médico cardiologista.
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